Somos todos Pinheirinho

Assista aqui o Vídeo produzido pela TV Movimento

Em solidariedade aos desalojados do Pinheirinho a Intersindical e sindicatos participaram do ato realizado em São José dos Campos, nesta quinta-feira (02

Somos todos Pinheirinho!

Grande ato agita São José dos Campos contra a truculência da PM e do PSDB

Cerca de 5 mil pessoas ocuparam as ruas de São José dos Campos em protesto à ação truculenta da PM, a mando do governo do PSDB e do bandido Naji Nahas.

O ato foi uma grande demonstração de solidariedade de classe, com participação de inúmeras organizações e movimentos sociais, além de parlamentares, como os deputados federais Ivan Valente e Chico Alencar, ambos do PSOL, e vários vereadores do PT do município.

INTERSINDICAL, Conlutas, MST, MTST, Unidos Prá Lutar, Consulta Popular, MUST, PCB, PSTU, PSOL, entre outros, marcharam pelas ruas do centro de São José repudi ando a ação do prefeito Cury e do governador Alckmin, ambos do PSDB, que agiram para atender aos interesses da especulação imobiliária e dos ricos, como o bandido Nahas.

A INTERSINDICAL esteve presente com centenas de militantes com bandeiras e faixas em solidariedade ao povo do Pinheirinho. Dirigentes dos metroviários, químicos, professores, bancários, trabalhadores da radiologia e da saúde, metalúrgicos, previdenciários, entre outros militantes da Intersindical, se somaram aos demais lutadores sociais para gritar em alto e bom som que não aceitamos a criminalização de quem luta por moradia ou demais direitos sociais. 

Além de protestar contra a postura dos governos do PSDB, da justiça e da PM, os manifestantes foram unânimes em cobrar, também, da presidenta Dilma que desaproprie a área do Pinheirinho para a construção das moradias daquelas famílias que há oito anos ocupavam o bairro e construíram ali suas vidas.

Para o companheiro Paulo Pasin, presidente da Fenametro e morador de São José dos Campos, essa foi a maior manifestação já realizada na cidade.  

Gilmar Mauro, da Direção Nacional do MST, enfatizou a necessidade de continuar na luta em defesa da moradia e fortalecer a unidade dos movimentos sociais e da esquerda é fundamental para isso.          

O deputado federal Ivan Valente, que acompanhou todo o processo de negociação anterior à invasão da PM e que esteve presente no Pinheirinho ao longo do processo de expulsão dos moradores de suas casas, “o que se viu ali foi um espetáculo de cinismo por parte do PSDB e de membros da justiça, demonstrando claramente que estes são contra o povo pobre e estão a serviço das elites”. Ivan também cobrou do governo federal solução para o problema dos moradores. Já o deputado federal Chico Alencar, do PSOL RJ, manifestou sua solidariedade aos moradores do Pinheirinho e lembrou que os beneficiados pela ação do governo são os mesmos que financiam as campanhas eleitorais de partidos como o PSDB e outros.

Toninho, dirigente do PSTU e advogado das famílias narrou todo o processo de resistência do Pinheirinho e deu um recado aos mandatários do massacre realizado pela PM: “a história não guarda lugar para os exploradores, torturadores e assassinos do povo. Ninguém sabe quem assassinou Zumbi”.

Representando a INTERSINDICAL falou o membro da Coordenação Nacional Edson Carneiro, Índio, que condenou a ação do PSDB, exigiu do governo Dilma a desapropriação da área e concluiu: vivemos um processo de criminalização das lutas sociais. Para o PSDB é crime lutar por moradia. Sabemos que a moradia é um direito garantido até pela constituição. Por isso, lutar pel a moradia também é um direito. E diante da falta de um teto, lutar pela moradia é mais que um direito, é um dever. E foi isso que os moradores do Pinheirinho deixaram claro ao conjunto dos trabalhadores.

Guarda Municipal desmonta acampamento de sem-teto

Famílias desalojadas nessa quinta-feira permanecem na rua. Prefeitura ainda não cumpriu determinação de realocá-las

da Redação Brasil de fato

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Sem-teto haviam montado barracos na calçada do

prédio que ocupavam – Foto: FLM

Na manhã desta sexta-feira (03), a Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo desmontou o acampamento formado pelas famílias despejadas do prédio localizado na esquina das avenidas Ipiranga e São João, no centro da capital paulista, na quinta-feira (02).
Cerca de 230 famílias ocupavam o prédio de três andares, onde funcionava um bingo, desde 6 de novembro de 2011.
Após serem expulsos do imóvel, os sem-teto decidiram permanecer na calçada da avenida São João até a prefeitura prestar o atendimento devido. “Ainda estamos largados e as nossas reivindicações não foram atendidas pela prefeitura”, relata Carmem da Silva Ferreira, coordenadora do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e representante da Frente de Luta por Moradia (FLM).

A coordenadora do MTST afirma que as famílias permanecerão no local, pois não têm para onde ir. Segundo ela, a única oferta feita pela prefeitura foi o encaminhamento dos sem-teto para abrigos e albergues. “As famílias não querem ir para abrigos. O que nós estamos reivindicando é um direito adquirido, que é o direito à moradia digna”, conta.
No último dia 17, o juiz da 14ª Vara da Fazenda Pública decidiu, por meio de liminar, que a prefeitura era obrigada a cadastrar as famílias e inscrevê-las em programas habitacionais, sob pena de multa diária no valor de R$ 3 mil. A decisão atendeu a pedido do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para que fosse garantido aos sem-teto o direito à moradias definitivas.

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Apesar da Guarda Civil ter desmontados barracos, famílias

afirmam que vão permanecer no local – Foto: FLM

Na terça-feira (31), a prefeitura conseguiu a autorização do desembargador José Maria Câmara Junior, da 9ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça, para alojar as famílias em abrigos e albergues municipais. A administração de Gilberto Kassab (PSD) alegou que não poderia privilegiar os sem-teto que ocuparam há três meses o prédio abandonado, sendo que há um milhão de pessoas cadastradas para programas habitacionais, “mas nem por isso ocuparam imóveis particulares”.
Em nota, a Secretaria Municipal de Habitação disse que a “Justiça entendeu que a prefeitura tem obrigação de conceder abrigo às famílias e incluí-las nos programas habitacionais, mas que é preciso respeitar a ordem de atendimento habitacional”.
O MP, por sua vez, recorreu ao TJ para que as famílias não sejam alojadas em albergues, antes sejam garantidas a elas moradias permanentes. “Nós entendemos que não é razoável que se separe pais de um lado, mães de outro. Nós defendemos que haja um abrigamento familiar”, esclareceu o promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes.
“O que nós queremos é um atendimento de moradia, que seja uma verba, um atendimento em parceria social ou, até mesmo, um local que levasse todas as famílias, sem separar os pais dos filhos”, defende a coordenadora do MTST.
O promotor afirmou que a determinação judicial passou a valer desde a reintegração de posse realizada nesta quinta-feira e que, caso a Prefeitura não a cumpra, a multa será aplicada à administração municipal. Segundo o promotor, o MP reiteirou ao Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo a necessidade do cumprimento da ordem judicial. “A obrigação de alojar essas pessoas continua sobre o município”, esclarece.

Assembleia Legislativa promove audiência sobre Pinheirinho

Intersindical manifesta apoio aos moradores desabrigados

Audiência Pública Pinheirinho - ALESPNa última quarta-feira, dia 01, ocorreu na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, uma audiência pública onde se discutiu a ação conjunta da prefeitura de São José dos Campos e do Governo Alkimin, que deixou desalojado mais de 1.500 famílias na área do pinheirinho. A audiência foi convocada pelos deputados estaduais Carlos Giannazi (PSOL) e Adriano Diogo (PT). 

Participaram da reunião os ex-moradores, deputados, promotores de justiça, representantes de movimentos sociais e da OAB, além de membros da Intersindical que foram manifestar apoio às vítimas da ação truculenta da polícia.

O deputado estadual do PSOL, Carlos Giannazi, abriu o debate expondo a importância de uma CPI para investigar a ação realizada. E afirmou que está sendo preparado um dossiê para ser entregue ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Comissão de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos). "É inaceitável o que o governador e o prefeito Cury fizeram com os moradores do Pinheirinho".

No auditório foram exibidos videos produzidos por militantes e movimentos que acompanharam a reitegração. Neles criança, idosos, homens e mulheres são alvos de uma ação violenta, com bombas de efeito moral e cacetes, inclusive utilizando armais letais. Nesse processo, crianças, mulheres, idosos e demais cidadãos brasileiros foram agredidos e criminalizados, como nos mostra relatos de alguns moradores.

Leniza, moradora do Pinheirinho, conta que foi obrigada a sair da cama de madrugada mesmo estando doente. E a persiguição continuou mesmo após a desocupação, segundo a ex-moradora Leila: "Mesmo nos bairros vizinhos eles tornaram a bater nos moradores e atiraram com armas letais".

Guilherme Boulos, membro da coordenação nacional do MTST, passou de vítima a réu. Ele relata: " Fui agredido pela polícia e a delegada me preendeu por dano ao patrimônio público". E este não foi um fato isolado, segundo o advogado Dennis 18 pessoas foram presas sem nenhuma formalização de conduta e destas somente 6 foram soltas com a justificativa de que foram presas por acaso.

A ação da polícia foi comandada e permitida pelo prefeito Eduardo Cury (PSDB), junto ao Governo Alkimin. Com o intuito de desestabilizar um movimento de resistência , eles soteram registro de memórias e vivencias de cerca de 6 mil pessoas.

O deputado federal Ivan Valente, do PSOL, protestou "2 mil homens para retirar 6 mil famílias com aparato bélico deste tamanho, com planejamento, informação, eficácia de ação, era um treinameno para uma segunda tarefa, que era intimidar e criminalizar todos os movimentos sociais que estão lutando por moradia".

A Intersindical se fez presente através de três companheiros da Coordenação Nacional, bem como diversos militantes e dirigentes dos sindicatos da INTERSINDICAL. Para nós, é preciso pressionar o governo Dilma a desapropriar a área do Pinheirinho para que os moradores tenham o seu direito a moradia respeitado.

Assessoria da Intersindical

Insatisfação nos quartéis é fruto da crise!

O ano de 2012 começou com a fortíssima greve unificada dos policiais militares e bombeiros do estado do Ceará, e se aprofunda com a deflagração da greve da PM no estado da Bahia. Além das mobilizações no Pará e Espírito Santo, possivelmente na próxima semana, os policiais civis, militares e bombeiros do Rio de Janeiro também devem parar.

Ocorreu o despertar dos policiais para a luta por melhores salários e condições de trabalho. A luta dos bombeiros no RJ deu exemplo de resistência. A necessidade e a justeza desta luta se espelham na defesa do PSOL pela aprovação da PEC 300. Há um conluio do governo federal e dos governos estaduais para impedir a aprovação de um piso nacional para policiais militares, e ao mesmo tempo, o governo Dilma anuncia corte de R$ 60 bilhões no orçamento 2012. Tudo isso para satisfazer os interesses dos credores da dívida pública.

É necessário afirmar que a crise nesta área afeta diretamente os mais pobres e, sua resolução, é dever dos governos estaduais e federal. Uma das principais medidas neste sentido é a aprovação da PEC 300, garantindo salários dignos aos trabalhadores, acompanhada de uma profunda reflexão sobre o atual modelo da segurança pública brasileira que hoje, infelizmente, criminaliza e persegue as maiorias excluídas como a população LGBTT, a juventude negra e o conjunto dos movimentos sociais em luta. 

Denunciamos a postura autoritária dos governos estaduais, que se juntam para reprimir os movimentos de greve. Neste caso tal atitude unifica PSDB, PT e PMDB.

O PSOL é contra que os trabalhadores paguem pela crise. Continuamos batalhando pela auditoria da dívida pública e pelo fim do superávit primário.

O PSOL exige abertura imediata de negociações com grevistas da Bahia, do RJ e dos demais estados, a mais breve aprovação da PEC 300 e o fim da criminalização dos movimentos sociais!

Brasília, 03 de Fevereiro de 2012.

Direção Nacional do PSOL

Ato Nacional em defesa do Pinheirinho

Vídeo: Carlos Roberto – kaká

Texto: Edson Carneiro – Índio

Assista aqui na integra

intersindicalEm solidariedade aos desalojados do Pinheirinho a Intersindical e sindicatos participaram do ato realizado em São José dos Campos, nesta quinta-feira (02

Somos todos Pinheirinho!

Grande ato agita São José dos Campos contra a truculência da PM e do PSDB

Cerca de 5 mil pessoas ocuparam as ruas de São José dos Campos em protesto à ação truculenta da PM, a mando do governo do PSDB e do bandido Naji Nahas.

O ato foi uma grande demonstração de solidariedade de classe, com participação de inúmeras organizações e movimentos sociais, além de parlamentares, como os deputados federais Ivan Valente e Chico Alencar, ambos do PSOL, e vários vereadores do PT do município.

INTERSINDICAL, Conlutas, MST, MTST, Unidos Prá Lutar, Consulta Popular, MUST, PCB, PSTU, PSOL, entre outros, marcharam pelas ruas do centro de São José repudiando a ação do prefeito Cury e do governador Alckmin, ambos do PSDB, que agiram para atender aos interesses da especulação imobiliária e dos ricos, como o bandido Nahas.

A INTERSINDICAL esteve presente com centenas de militantes com bandeiras e faixas em solidariedade ao povo do Pinheirinho. Dirigentes dos metroviários, químicos, professores, bancários, trabalhadores da radiologia e da saúde, metalúrgicos, previdenciários, entre outros militantes da Intersindical, se somaram aos demais lutadores sociais para gritar em alto e bom som que não aceitamos a criminalização de quem luta por moradia ou demais direitos sociais. 

Além de protestar contra a postura dos governos do PSDB, da justiça e da PM, os manifestantes foram unânimes em cobrar, também, da presidenta Dilma que desaproprie a área do Pinheirinho para a construção das moradias daquelas famílias que há oito anos ocupavam o bairro e construíram ali suas vidas.

Para o companheiro Paulo Pasin, presidente da Fenametro e morador de São José dos Campos, essa foi a maior manifestação já realizada na cidade.  

Gilmar Mauro, da Direção Nacional do MST, enfatizou a necessidade de continuar na luta em defesa da moradia e fortalecer a unidade dos movimentos sociais e da esquerda é fundamental para isso.          

O deputado federal Ivan Valente, que acompanhou todo o processo de negociação anterior à invasão da PM e que esteve presente no Pinheirinho ao longo do processo de expulsão dos moradores de suas casas, “o que se viu ali foi um espetáculo de cinismo por parte do PSDB e de membros da justiça, demonstrando claramente que estes são contra o povo pobre e estão a serviço das elites”. Ivan também cobrou do governo federal solução para o problema dos moradores. Já o deputado federal Chico Alencar, do PSOL RJ, manifestou sua solidariedade aos moradores do Pinheirinho e lembrou que os beneficiados pela ação do governo são os mesmos que financiam as campanhas eleitorais de partidos como o PSDB e outros.

Toninho, dirigente do PSTU e advogado das famílias narrou todo o processo de resistência do Pinheirinho e deu um recado aos mandatários do massacre realizado pela PM: “a história não guarda lugar para os exploradores, torturadores e assassinos do povo. Ninguém sabe quem assassinou Zumbi”.

Representando a INTERSINDICAL falou o membro da Coordenação Nacional Edson Carneiro, Índio, que condenou a ação do PSDB, exigiu do governo Dilma a desapropriação da área e concluiu: vivemos um processo de criminalização das lutas sociais. Para o PSDB é crime lutar por moradia. Sabemos que a moradia é um direito garantido até pela constituição. Por isso, lutar pela moradia também é um direito. E diante da falta de um teto, lutar pela moradia é mais que um direito, é um dever. E foi isso que os moradores do Pinheirinho deixaram claro ao conjunto dos trabalhadores.         

Audiência pública sobre Pinheirinho lota Assembléia de SP. Ivan Valente questiona Alckmin sobre denúncias

Postado: Site Ivan Valente

Audiência Pública na Alesp discute violações de direitos humanos no (26)O deputado Ivan Valente participou nesta quarta-feira (01/02) da Audiência Pública realizada na Assembléia Legislativa de São Paulo em defesa dos desabrigados do bairro Pinheirinho, em São José dos Campos. A atividade contou com cerca de 230 ex-moradores da ocupação, entidades e movimentos sociais.

Também participaram da sessão os promotores Eduardo Dias de Souza e Mario Augusto Vicente Malaquias; o membro da comissão de Direitos Humanos da OAB, Lucio França; Ivan Seixas, do Condep (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos); e o defensor público Jairo Salvador de Souza. A audiência foi proposta pelos deputados estaduais Carlos Giannazzi (PSOL), Adriano Diogo e Simão Pedro (PT).

Durante a sessão, foram exibidos vídeos produzidos por militantes e movimentos que acompanharam a reintegração. Nas imagens, é possível comprovar a truculência e a falta de preparo da Polícia Militar para lidar com a situação. Depoimentos de moradores, entre emoção e revolta, expuseram o sofrimento de quem viviam no Pinheirinho e agora é sem-teto. Os relatos da violência policial, inclusive nas marcas de balas de borracha, comoveram o auditório, totalmente tomado por simpatizantes da causa. Guilherme Boulos, membro da coordenação nacional do MTST, destacou que o Pinheirinho deve servir de exemplo de resistência a outros casos semelhantes que acontecem pelo Brasil.

Os depoimentos dos moradores serão encaminhados para a OEA (Organização dos Estados Americanos). A comunidade do Pinheirinho também que acionar criminalmente o governador Geraldo Alckmin (PSDB), o prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), e a juíza Márcia Loureiro, responsável pela liminar que autorizou a reintegração de posse do terreno.

Audiência Pública na Alesp discute violações de direitos humanos no (4)Em sua fala, o deputado federal Ivan Valente relatou o esforço feito junto às autoridades no sentido de tentar evitar a reintegração. Em especial, destacou a quebra de acordo permitida pelo presidente em exercício do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Sartori, que havia concordado em suspender o processo da falência da empresa Selecta, dona do terreno, por 15 dias – o que daria mais prazo para as negociações antes da execução da ordem judicial. Para Ivan Valente, a repressão contra o Pinheirinho também foi um exemplo que o Estado deu no sentido de eliminar novas ocupações pelos movimentos que defendem o direito à moradia.

“Agora, a continuidade dessa luta é que precisa ser exemplar, para o desgaste daqueles que usaram a Polícia Militar e a truculência contra o direito à moradia e a favor da propriedade privada. Nunca vi tanto cinismo em uma ação. Quando se for contar a história da reintegração do Pinheirinho é que vamos ver a quem serve a Justiça brasileira. E não é ao povo excluído”, afirmou Valente.

Na próxima semana, quando voltam os trabalhos do Congresso Nacional, junto com o deputado federal do PSOL/RJ Chico ALencar, Ivan Valente vai propor a realização de uma audiência pública sobre o caso Pinheirinho na Comissão de Direitos Humanos da Câmara.

Questionamento ao governador Alckmin

Nesta quarta-feira, o deputado Ivan Valente também protocolou, no Palácio dos Bandeirantes, um pedido de informações ao governador Alckmin sobre denúncias de uso indevido da força e de violações de direitos humanos praticadas por agentes do Estado durante a operação de reintegração de posse do Pinheirinho. No documento, o parlamentar do PSOL questiona quais as providências tomadas pelo governo estadual diante da denúncia de 12 casos relatados por testemunhas, a maior parte deles comprovada em vídeos registrados no dia da operação.

Entre as denúncias, estão o uso de bombas de efeito moral e balas de borracha pela PM contra moradores, incluindo crianças, dentro da ocupação e no abrigo para onde foram levados os desalojados; a agressão física injustificada contra um morador do Pinheirinho dentro deste abrigo; o uso de armas de fogo para intimidação dos moradores; a participação de policiais sem identificação na operação; e o cerceamento à liberdade de imprensa durante a ação da PM.

O documento questiona ainda a negligência do governo acerca dos alojamentos improvisados que foram oferecidos aos moradores do Pinheirinho; e pede que o governador Alckmin se pronuncie sobre a suspeita de assassinato de três pessoas, incluindo uma criança de quatro anos. Há relatos sobre o encaminhamento deliberado de corpos para outras zonas de São José dos Campos ou outras cidades, para desvincular as supostas mortes da operação de desocupação do Pinheirinho.

“O governador Alckmin tem dado declarações à imprensa afirmando que não houve qualquer violência policial na operação em São José dos Campos. No entanto, há inúmeras testemunhas que denunciam e vídeos que comprovam agressões aos moradores. Queremos saber o que o governo estadual tem a dizer sobre cada um desses doze casos”, disse Ivan Valente.

CLIQUE AQUI para ver o álbum de fotos completo da audiência pública na Assembléia Legislativa.

Pinheirinho: Protesto reúne 4 mil hoje (02/fev/12) em S.J. Campos

 

Postado: Químicos Unificados

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Cerca de 4 mil pessoas realizaram uma manifestação em apoio aos moradores da ocupação Pinheirinho, em São José dos Campos. Os manifestantes protestaram contra a repressão da Polícia Militar na desocupação do terreno onde as famílias viviam desde 2004 e pedem que a presidenta Dilma Rousseff desaproprie a área.

O protesto começou por volta das 11h30 desta quinta-feira. Participaram da manifestação os moradores do Pinheirinho, integrantes de movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), assim como do movimento estudantil, de partidos políticos e das centrais sindicais, entre eles o Sindicato Químicos Unificados e a Intersindical.

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Os manifestantes realizaram uma marcha desde a praça Afonso Pena até a prefeitura de São José dos Campos, passando pela Câmara dos Vereadores, que estava com os portões trancados, e o centro da cidade.

“Essa manifestação de hoje, que reuniu diversas centrais sindicais, movimentos sociais e partidos políticos que vieram protestar a favor do Pinheirinho, não se prende apenas a questão da moradia, mas a melhores salários, educação e saúde para toda a classe trabalhadora”, afirmou Nanci Galvão, coordenadora do Fórum de Resistência do Pinheirinho.

Os movimentos sociais que participaram do ato organizaram diversas formas de ajuda às famílias, como a doação de alimentos vindos dos assentamentos do MST. Desde a desocupação, os moradores do Pinheirinho passam por uma série de dificuldades de alojamento adequado e alimentação. Algumas pessoas relatam que assistentes sociais da prefeitura de São José dos Campos estão oferecendo passagens para que os moradores desalojados do Pinheirinho retornem para suas terras de origem.

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A manifestação também teve o como objetivo denunciar e protestar contra despejos violentos e ilegais ocorridos com frequência no estado de São Paulo, além de cobrar dos governos municipal e estadual a resolução dos problemas das famílias retiradas do local.

De acordo com o deputado federal Ivan Valente (Psol/SP), presente na manifestação, será instaurada uma Comissão de Direitos Humanos na Câmara dos Deputados “para que seja investigada tanto a violência ocorrida no dia da desocupação das famílias quanto a forma de moradia nos alojamentos, que segundo a população do Pinheirinho é inapropriada”.

Fonte: Jornal Brasil de Fato (http://www.brasildefato.com.br/)
Fotos: João Zinclar (19-9121.8425)

Mais imagens do protesto de hoje

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ACESSE AQUI para ler – e ver fotos – sobre o histórico da violenta desocupação no Pinheirinho feita pela Polícia Militar no dia 22 de janeiro, e sobre os protestos realizados em São Paulo (praça da Sé) e em Campinas.

Pinheirinho recebe apoio nacional e internacional

Protestos contra a repressão aos moradores da ocupação se espalharam pelo Brasil e chegaram a outros países

02/02/2012

da Redação Brasil de Fato

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Brasileiros protestam na Alemanha contra repressão no Pinheirinho

Foto: Isaumir Nascimento/Divulgação

As manifestações de apoio e solidariedade aos moradores da ocupação Pinheirinho, em São José dos Campos, se espalharam por todo o país e chegaram até a outros países. Desde a desocupação violenta da área promovida pela Polícia Militar (PM) no último dia 22, movimentos sociais, estudantis e sindicais promoveram diversos atos em repúdio à ação.
As manifestações buscam denunciar a conduta dos governos estadual e municipal do PSDB que ordenaram de forma ilegal o despejo das 1,6 mil famílias da ocupação Pinheirinho.
Já foram realizados atos em Belo Horizonte (MG), Bragança Paulista (SP), Brasília (DF), Camaçari (BA), Campinas (SP), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Boa Vista (RR), São José dos Campos (SP) e São Paulo (SP).
Na segunda-feira (30), durante uma visita da presidenta Dilma Rousseff à cidade de Camaçari, na Bahia, foi realizado um protesto por militantes do PSTU. O objetivo foi denunciar “o massacre organizado pelo PSDB aos moradores do Pinheirinho e a omissão do governo Dilma”, conforme nota do partido.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin também foi recebido por protestos em uma visita à cidade de Bragança Paulista, no interior do estado. Alckmin, que foi receber o título de cidadão bragantino na Prefeitura Municipal, estava cercado de seguranças e da Polícia Militar e de Guardas Municipais, que impediram a entrada dos manifestantes no local.
Nesta quinta-feira (02), ocorre um ato nacional em São José dos Campos, com cerca de 4 mil pessoas de vários estados, integrante de movimentos sociais e estudantis, de centrais sindicais e de partidos políticos.
Apoio internacional
Também foram realizados protestos de repúdio à violência contra os moradores do Pinheirinho em diversos países. As manifestações fora do Brasil também pedem a desapropriação do terreno de onde as famílias foram expulsas para que possam retornar para a área que habitam desde 2004.
De acordo com a Conlutas, ocorreram protestos na Alemanha, Argentina, Costa Rica, El Salvador, Escócia, Espanha, Estados Unidos, França, Haiti, Honduras, Inglaterra, Irlanda, Italia, Japão, Paraguai, Portugal, Rússia, Ucrania e Venezuela.
Na Alemanha, um grupo de manifestantes brasileiros protestou na última terça-feira (31) em frente à embaixada do Brasil em Berlim, capital da Alemanha. Eles ergueram uma faixa com a frase "Wir sind alle Pinheirinho" ("Somos todos Pinheirinho").

Em São José dos Campos, movimentos manifestam apoio à comunidade do Pinheirinho

Os manifestantes protestam contra a repressão da PM na desocupação do terreno e pedem que a presidenta Dilma Rousseff desaproprie a área

Matéria da Redação Brasil de Fato

Ato Nacional em defesa do pinheirinho (21)

Manifestação em São José dos Campos – Foto: Carlos Roberto kaká

Cerca de 4 mil pessoas realizam uma manifestação em apoio aos moradores da ocupação Pinheirinho, em São José dos Campos. Os manifestantes protestam contra a repressão da Polícia Militar na desocupação do terreno onde as famílias viviam desde 2004 e pedem que a presidenta Dilma Rousseff desaproprie a área.

O protesto começou por volta das 11h30 desta quinta-feira. Participam da manifestação moradores do Pinheirinho, integrantes de movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), assim como do movimento estudantil, de partidos políticos e das centrais sindicais.

Os manifestantes realizaram uma marcha desde a praça Afonso Pena até a Prefeitura de São José dos Campos, passando pela Câmara dos Vereadores, que estava com os portões trancados, e o centro da cidade.

“Essa manifestação de hoje, que reuniu diversas centrais sindicais, movimentos sociais e partidos políticos que vieram protestar a favor do Pinheirinho, não se prende apenas a questão da moradia, mas a melhores salários, educação e saúde para toda a classe trabalhadora”, afirmou Nanci Galvão, coordenadora do Fórum de Resistência do Pinheirinho.

Os movimentos sociais que participam do ato organizaram diversas formas de ajuda às famílias, como a doação de alimentos vindos dos assentamentos do MST. Desde a desocupação, os moradores do Pinheirinho passam por uma série de dificuldades de alojamento adequado e alimentação. Algumas pessoas relatam que assistentes sociais da prefeitura de São José dos Campos estão oferecendo passagens para os moradores desalojados do Pinheirinho retornarem para suas terras de origem.

A manifestação também tem como objetivo denunciar e protestar contra despejos violentos e ilegais ocorridos com frequência no estado de São Paulo, além de cobrar dos governos municipal e estadual a resolução dos problemas das famílias retiradas do local.

De acordo com o deputado federal (PSOL) Ivan Valente, presente na manifestação, será instaurada uma Comissão de Direitos Humanos na Câmara dos Deputados “para que seja investigada tanto a violência ocorrida no dia da desocupação das famílias quanto a forma de moradia nos alojamentos, que segundo a população do Pinheirinho é inapropriada”.

Histórico

Ato Nacional em defesa do pinheirinho (8)

Manifestantes protestam ação da Justiça Estadual e

da Prefeitura de São José dos Campos – Foto: Carlos Roberto kaká

Em uma operação de guerra, mais de 2 mil policiais, amparados por 2 helicópteros e dezenas de carros, expulsaram de forma violenta as 1,6 mil famílias que viviam na ocupação Pinheirinho. A PM cumpriu ordem de reintegração de posse da Justiça Estadual e da Prefeitura de São José dos Campos.

Durante a ação da PM, um juiz do Tribunal Regional Federal (TRF) chegou a determinar a suspensão da retirada das famílias, mas o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve a ordem de reintegração de posse. Além disso, a ação foi realizada sem considerar as negociações para regularização da área que já haviam sido iniciadas entre os governos federal, estadual e municipal.

O terreno de 1,3 milhão de metros quadrados, localizado na zona sul de São José dos Campos, pertence à massa falida da empresa Selecta, do grupo de Naji Nahas, que entrou com o processo para a retirada das famílias na época da ocupação iniciada em dia 27 de fevereiro de 2004, após a expulsão violenta dos sem-teto de um terreno no bairro Campo dos Alemães.

Ato Nacional em defesa do Pinheirinho

 

Por: Carlos Roberto – kaká

Somos todos Pinheirinho!

Pinheirinho e meu amigo mexeram com ele mexeu comigo!

 

No dia 2 de fevereiro todos os militantes de diversos partidos de esquerda, movimentos sociais, estudantes, movimento sindical estiveram na cidade de São José dos Campos para levar todo apoio aos moradores do Pinheirinho que sofreram um total ataque do governo Geraldo Alckmin e do prefeito Eduardo Cury ambos do partido PSDB que tiraram a força os moradores de suas casas com essa policia assassina e covarde com o total apoio do judiciário.

 

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