Congresso Nacional instala CPMI para investigar relações de parlamentares com Cachoeira

O Congresso Nacional instalou, nesta quinta-feira 19, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará as relações do contraventor Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados. A primeira vice-presidente do Congresso, deputada Rose de Freitas, disse que os partidos terão até as 19h30 da próxima terça-feira (24) para indicar membros para a comissão. Ao todo são 15 deputados e 15 senadores, com igual número de suplentes.

O requerimento foi assinado por 337 deputados e 72 senadores. A CPMI, que terá 180 dias para apresentar um relatório sobre o caso, investigará as práticas criminosas envolvendo o empresário de jogos de azar, desvendadas pelas operações Vegas e Monte Carlo da Polícia Federal.

O PSOL já tem garantida uma cadeira na suplência da Comissão, que será ocupada pelo senador Randolfe Rodrigues. Para o deputado federal Ivan Valente, é fundamental que as investigações da CPMI sejam amplas, indo além das denúncias que envolvem o senador Demóstenes Torres.

“Já ficou claro que os tentáculos de Carlinhos Cachoeira são muitos e extensos. É preciso investigar suas relações com o DEM, mas também com o PSDB e PT, no Executivo e no Legislativo, e com uma série de empresas que prestam serviço ao governo federal”, disse Ivan Valente.

Para o deputado Chico Alencar, esta será uma CPMI de tudo o que tem degenerado a vida política brasileira. “E o que tem degenerado a vida política brasileira na quadra democrática, depois de termos nos livrado da ditadura? A parceria público-privada, para, através de negócios ilícitos e por interesses econômicos espúrios, capturar o Poder Público”, afirmou. “É uma Comissão para investigar a ramificação de um conluio de interesses que podem envolver, inclusive, até setores da imprensa, para criar uma situação de completo descontrole e de beneficiamento de grandes interesses; enriquecimento ilícito, tráfico de influência e financiamento milionário de campanhas, que é uma nova forma de propina que se cria neste País”, acrescentou.

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL/SP) lembrou que a “Câmara dos Deputados, a Casa do povo brasileiro, e Senado da República, a Casa do equilíbrio da Federação, são instituições fundamentais em um Estado democrático de direito. Aqui, então, não pode, em hipótese alguma, existir, entre nós, qualquer tipo de proteção, qualquer tipo de “cumpliciamento”, mas, sim, a compreensão das necessidades republicanas”. Segundo Randolfe, não haverá “pizza” na CPMI, “porque nós não vamos decorá-la com o tempero da cumplicidade. Nós vamos investigar quem tiver que ser investigado”, concluiu.

Fonte: www.ivanvalente.com.br

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DIA DO ÍNDIO É DIA DE LUTA

PEC 215 acaba com as unidades de conservação e demarcação de terras indígenas e quilombolas. Congresso Nacional passa demarcar e pode ratificar as terras tradicionalmente ocupadas. Somos contra a PEC 215!

A Proposta de Emenda à Constituição nº. 215/2000 (PEC 215/2000) acaba com as unidades de conservação e demarcação de terras indígenas e quilombolas. Inclui dentre as competências exclusivas do Congresso Nacional a aprovação de demarcação das terras tradicionalmente ocupadas pelos índios e a ratificação das demarcações já homologadas; estabelecendo que os critérios e procedimentos de demarcação serão regulamentados por lei. É o mesmo que colocar as raposas para tomarem conta do galinheiro com consequências muito piores. Veja aqui uma reflexão sobre a questão:

PEC 215 é risco de uma nova invasão colonial

*Direitos indígenas e quilombolas ameaçados

Por Daniel Calazans Pierri

Hoje, dia 21 de março de 2012, ficou evidente que o Congresso Brasileiro representa tudo o que há de mais retrógrado na política mundial. A aprovação da chamada PEC 215 na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara indica a disposição de grande parte do parlamento brasileiro em reinaugurar o período de Invasão Colonial, dilapidando territórios indígenas através de um neobandeirantismo ruralista vergonhoso e inimaginável para o século XXI.

A PEC 215 pretende modificar o Artigo 231 da Constituição Federal, passando para o Congresso Nacional a prerrogativa não só de realizar novas demarcações de terras indígenas no país, como também a atribuição de ratificar as homologações já realizadas até aqui. Na prática, isso significa que seria possível para o Congresso até mesmo dissolver terras indígenas já demarcadas, que representam um direito adquirido para as populações que nelas habitam, reabrindo a fronteira colonial e usurpando territórios reconquistados a custa já de muito sangue.

Num Congresso Nacional dominado por ruralistas nem o mais ingênuo dos cidadãos poderia imaginar também que novas terras indígenas possam demarcadas se essa PEC for aprovada. Isso significa a perpetuação do genocídio que atualmente está em marcha contra as populações que não tiveram ainda suas terras reconhecidas como é o caso dos Guarani e Kaiowa que habitam o Mato Grosso do Sul, além do Sul e Sudeste do país.

A PEC 215 agravaria todos os conflitos fundiários já existentes, uma vez que a situação desesperadora dessas populações tornar-se-ia fato irreversível e além de tudo abriria caminho para que os ruralistas inaugurassem novos genocídios contra povos que atualmente tem seu direito territorial consolidado.

O capítulo “Dos Índios” da Constituição Federal é uma cláusula pétrea de nossa carta magna, tendo sido um dos poucos votados quase que por unanimidade durante a Constituinte. A tentativa da bancada ruralista de dilapidá-lo na sua essência é um atentado contra a democracia brasileira, e fere em tudo o espírito dos constituintes originários.

No dia de hoje também, os ruralistas chantagearam o governo, do qual supostamente formam a base, chegando ao absurdo de condicionar a aprovação da Lei Geral da Copa à votação do Código Florestal, em formatos cada vez mais prejudiciais às florestas brasileiras, à cada negociação.<

O que se vê é uma flagrante tentativa de golpe de Estado por parte da bancada ruralista, que pretende tornar todas as pautas de interesse da nação subordinadas ao seu interesse mais mesquinho de ampliação da fronteira agrícola a todo e qualquer custo.

A democracia brasileira está em risco, é preciso mobilização urgente de toda a sociedade civil para conter a gana dos ruralistas em destruir as florestas, os índios, o governo e o país.

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Entrevista no portal do Campo Grande com Arlei Medeiros – Presidente do PSOL Campinas


Entrevistado: Arlei Medeiros – Presidente do PSOL Campinas

 

Arlei Medeiros é o atual presidente do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade). É bioquímico de profissão, como sindicalista é secretário geral da FETQUIM – Federação dos Trabalhadores Químicos de São Paulo, dirigente do Sindicato dos Químicos Unificados de Campinas, Osasco e Vinhedo e coordenador nacional da Intersindical, uma nova Central Sindical. Na Unicamp estudou Saneamento Ambiental (graduação) e na pós-graduação, Economia do Trabalho e Sindicalismo. É casado, tem dois filhos e 43 anos. É militante de esquerda desde os 12 anos de idade, com lutas estudantis, no bairro, rádio comunitária e sindicais, pela garantia dos direitos trabalhistas e da saúde do trabalhador.

 Orlando Teixeira - Qual é o trabalho de um Presidente de Partido?

 

Arlei Medeiros: Em um partido socialista como o PSOL, o papel do presidente, além das responsabilidades legais e burocráticas, é criar condições para que nosso partido contribua com a organização dos trabalhadores, dos movimentos populares, dos estudantes, etc. Todas as ações são em busca da construção de uma sociedade justa, que supere a concentração de renda, a violência e o consumismo típicos do capitalismo. Nossa tarefa é ganhar corações e mentes para um mundo justo, tanto socialmente como ecologicamente. Um partido onde todo ser vivo, que habita os cantos mais inóspitos de nossa mãe terra, possa viver em harmonia. Nós do PSOL, fazemos dessa luta o nosso cotidiano, não apenas nas eleições.

 

Orlando Teixeira - Quantos filiados há em seu partido em nossa cidade?

 

Arlei Medeiros: A maioria dos filiados é composta por pessoas que romperam com o PT, por não concordar com as opções petistas, ao assumir o governo federal, de reproduzir a velha política do ‘toma lá da cá’ e pelo distanciando do povo das decisões importantes de suas vidas. O PSOL é um partido novo, fundado em 2005. Hoje temos 550 filiados e filiadas em Campinas. Temos também muitos jovens que não aceitam transformar a política em negócio. Política para nós é coisa séria, uma ferramenta possível para melhorar a vida das pessoas e sempre respeitando o meio ambiente.

 

Orlando Teixeira – Qual trabalho é feito no Partido para que haja maior participação feminina nas militâncias?

 

Arlei Medeiros: Nosso partido tem o setorial de mulheres em nível municipal, estadual e nacional.  O partido como um todo participa efetivamente de todas as questões relacionadas às mulheres. Temos o sistema de cotas nas instâncias partidárias e também para a composição de chapas eleitorais. Desta forma, procuramos diminuir as diferenças históricas entre homens e mulheres nos espaços partidários e públicos. O debate é constante e as executivas dos partidos, em todos os níveis, procuram aplicar na prática, a paridade entre homens e mulheres nas instâncias partidárias.

 

Orlando Teixeira – Qual análise você faz da atual situação da cidade de Campinas e sobre os escândalos do ano de 2011?

 

Arlei Medeiros: O que aconteceu em Campinas não é um fato isolado, existem denúncias em toda a nossa região: Sumaré, Limeira, Hortolândia, Vinhedo, Valinhos e Paulínia. Por isso, é preciso ter transparência na gestão pública e controle do povo nas administrações, já que os vereadores não cumprem o papel deles. A Câmara é uma extensão do executivo de plantão, os vereadores montam currais eleitorais para se perpetuarem no poder. Em boa parte das cidades assim como em Campinas, há um verdadeiro esquema de corrupção montado por corruptores das grandes empresas, em conivência com os políticos e alguns partidos locais. Basta olhar para os corruptores envolvidos. O sistema eleitoral onde as campanhas são financiadas por empresas é um grande convite à corrupção. As campanhas são caras e quando uma empresa doa dinheiro a um partido, vão querer o dinheiro de volta. O PSOL não aceita doação de empresas ou empreiteiras e defendemos financiamento público para acabar com os corruptores e corruptos.

 

Orlando Teixeira – Qual critério é utilizado no seu partido para escolha do Presidente e diretório?

 

Arlei Medeiros: O PSOL trabalha com eleições diretas para escolher o presidente e também sua representação, o diretório. Cada filiado, ou filiada, tem direito ao voto. Nosso partido se organiza por núcleos e por setoriais. Tem uma executiva de 10 membros e um diretório de 26 pessoas.

 

Orlando Teixeira – Quantos pré-candidatos ao cargo de Vereador de seu Partido moram na região do Campo Grande?

 

Arlei Medeiros: Teremos 3 pré-candidatos (as)a vereadores nesta região. São pessoas que exercem liderança no bairro, pessoas que desenvolvem trabalhos sociais na região, inclusive na área da educação pré-vestibular, com jovens que anseiam entrar na universidade pública.

 

Orlando Teixeira – Quais as pretensões do partido visando às eleições de Outubro? Tem pretensões em disputar o executivo municipal? Se não, com quais dos pretensos candidatos o Partido mais se identifica?

 

Arlei Medeiros: O PSOL terá candidato próprio à prefeitura. Teremos uma forte chapa de vereadores (as), porque queremos voltar a Câmara de vereadores com nossos (as) vereadores socialistas, que fizeram muita falta nessa crise política de Campinas. Nos identificamos e estamos conversando com o PSTU e o PCB, para saber se é possível construir uma frente de esquerda para Campinas. Nós queremos uma cidade inclusiva, participativa, civilizada, com respeito ao meio ambiente e sem corrupção. Vamos transformar Campinas de uma cidade “negócio e de especulação”, para uma cidade humana em toda a sua plenitude.

 

Orlando Teixeira – O partido fechou questão ao apoio ou não à gestão Pedro Serafim? Caso positivo, como se posiciona? Caso negativo, por que não?

 

Arlei Medeiros: O Partido não apoia o Pedro Serafim, pois sempre foi base de sustentação do governo, que não administrou a favor da população. Para o PSOL, as eleições indiretas de Campinas é uma afronta à democracia e não poderíamos participar de algo deste tipo. Dezenas de pessoas deram sua vida pela democracia e não podemos tirar esse direito do povo. A eleição do novo prefeito, de forma indireta, é um golpe ao Estado Democrático na cidade de Campinas. As eleições indiretas é um acordão das elites, para continuar ganhando dinheiro das autarquias e dos cofres públicos, ou seja, uma verdadeira “cidade negócio”.

 

Orlando Teixeira – Qual deverá ser o grande sonho a ser buscado pelo município de Campinas nos próximos anos através da classe política?

 

Arlei Medeiros: O sonho do PSOL enquanto partido é ter espaços de participação popular de fato. Espaços onde o povo possa dizer de que forma deve ser gasto o dinheiro da cidade. Este método ajuda a inibir a corrupção. Junto com os moradores, nosso objetivo é desprivatizar a cidade. A população deve usufruir de sua cidade e ao mesmo tempo, amar e cuidar. Para isto, precisamos de praças com equipamentos públicos e com programas esportivos, os teatros funcionando, o Teatro Castro Mendes, por exemplo, está fechado há cinco anos com reformas inacabáveis. Poderemos fazer salas de cinemas e teatro nos bairros, abrir todas as escolas municipais aos jovens com atividades culturais atrativas e estimulantes na linguagem juvenil. E o mais importante, resgatar a capacidade de sonhar do povo campineiro, por meio da criatividade e da alegria, possibilitando um convívio social e humano entre as pessoas.

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PSOL NÃO APOIA AS ELEIÇÕES INDIRETAS EM CAMPINAS

Nesta terça feira dia 10 de abril de 2012, Campinas passa por mais um processo eleitoral, desta vez a eleição indireta, que acontecerá na câmara municipal, onde somente os vereadores terão direito ao voto que decidirá o prefeito-tampão para governar a cidade até dezembro de 2012.

O grupo de parlamentares que só votou pela cassação do ex-prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT), em 20 de agosto do ano passado, por conta da pressão popular e também aumentaram seus próprios salários em 126%, mas chegaram a recuar pelo fato da grande repercussão em todo o Brasil e que sempre apoiaram o governo em qualquer circunstância, serão os mesmos que decidirão os rumos de Campinas.

Na opinião da direção executiva do Partido Socialismo e Liberdade-PSOL Campinas, a câmara de vereadores, não tem “moralidade” para escolher o novo prefeito por eleições indiretas.

Será um processo viciado, de cartas marcadas, o PSOL questiona os vereadores justamente por falta de moralidade. A eleição indireta será um processo excludente onde apenas os “amigos dos vereadores” ou interesses obscuros e estranhos á população estará comtemplados e isto não é justo, democrático, nem transparente, a população de Campinas é quem deveria escolher quem vai comandar a sua cidade.

Diante desse fato o PSOL convoca a toda a população para estar na câmara municipal, manifestando sua opinião e dizendo que não queremos essa política. Queremos outra cidade, mais justa e democrática, onde seus habitantes tenha o poder de decidir o melhor para si.

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Convite – Feijão de Corda

Ajude o PSOL Campinas participe e contribua com nossa atividade!

Envie seu email para o Psol: psolcampinas@hotmail.com

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Documento: Conjunto de debates do Psol Campinas

O presente documento – elaborado pela comissão de sistematização organizada no encontro organizado pelo nosso partido no último dia 17 do mês de Março – exprime o conjunto de debates realizados neste mesmo dia tornando explícitas as posições comuns ou consensuais das diversas forças que constituem o PSOL na cidade de Campinas. Os grupos de discussão que serviram de base para a elaboração do presente documento são os seguintes:
- GD – Tática eleitoral;
- GD – Opressões;
- GD – Direitos Sociais;
- GD – Participação popular;

TÁTICA ELEITORAL
O início de nossa discussão sobre este tópico tem como linha o debate do caráter político das eleições burguesas na sociedade capitalista e especialmente no capitalismo brasileiro e local. Sabemos, pois, que o processo eleitoral atual, tal como está organizado, é, sobretudo, um instrumento de legitimação das instituições burguesas e que os setores organizados da classe trabalhadora devem interferir neste processo de modo crítico, a saber, colocando para o partido e para os setores nos quais iremos intervir que, embora este seja um instrumento de debate político, as atuais condições históricas de organização da democracia burguesa limitam o lastro de ação dos socialistas revolucionários.
Ainda assim, mesmo neste momneto histórico de refluxo geral da consciência e de pouco Ascenso de lutas de massas no Brasil, o momento eleitoral se coloca como possibilidade de exploração das contradições da burguesia em nossa cidade e nosso País, visto que os trabalhadores e os demais setores oprimidos da sociedade capitalista, neste momento de pleito institucional, está geralmente, mais disposta a discutir suas demandas e seus anseios como classe, como gênero e como negro.
Portanto, foi consenso que os espaço eleitoral da disputa eleitoral deve ser, também, o espaço de ampla divulgação não só dos candidatos, mas também das pautas dos socialistas e de seu projeto de organização social.
Isso indica que uma de nossas tarefas é subordinar esta disputa não apenas ao alcance das instituições burguesas de governo – o que sem dúvida se mostra como ganho na medida em que os socialistas conseguem penetrar nestes espaços e divulgar e colaborar institucionalmente com a luta dos trabalhadores, da juventude e do povo pobre –, mas também às lutas concretas da classe trabalhadora de nossa cidade.
Temos que dialogar com uma classe que está imbuída da ideologia capitalista, que dificulta muito na sua percepção como classe. Nós temos que falar de forma mais explícita, mais clara, para dialogar com o povo. Falar da questão de classe, deixar claro que nós temos lado. Propomos-nos a disputar num espaço burguês, seja o parlamento ou o executivo, e temos que deixar claro que dentro desses espaços não faremos todos os avanços. Somos revolucionários e temos isso claro. Mas como dizer que queremos ser eleitos, ao mesmo tempo que deixamos claros o limite disso?
Buscamos uma bancada razoável, de 2, 3 vereadores. Precisamos instrumentalizar melhor nossos candidatos a vereador, e juntar companheiros em torno das campanhas, para instrumentalizar nosso programa, relacionando o máximo e o mais imediato. Temos que irradiar-nos para as massas, e o forte mesmo para isso é a militância na rua.
Neste sentido, foi também consenso que construíssemos uma campanha desta maneira:
1-  “Campinas para os 99%”. Este seria um importante elemento de divulgação e debate que perpassaria a construção de nossa campanha e abriria possibilidade de discutir o 1% restante, que notadamente busca exprimir a proporção das elites campineiras e sua responsabilidade na condução da atual política a qual nosso partido possui grandes críticas.
Deste slogan, entendemos que derivam algumas tarefas práticas que são:
2 – Campanha para a cidade inteira, mas olhando para os setores que queremos incidir, isto é, nas periferias, nos conselhos municipais de saúde, nos espaços de organização da juventude, etc..
3 – Importância de debater a corrupção ligada às questões concretas, como financiamento público de campanha, etc.
4 – Explorar o Potencial de intervenção que temos. Precisamos ir aos bairros, periferias, etc.
5 – Temos que construir os mandatos do partido, com a potencialidade de vários militantes, uma intervenção plural não de correntes necessariamente, mas sim de potencialidades de militância.
6 – Há uma certa polarização entre o uso ou não de palavras históricas, como proletário, comunismo, classe, etc. Temos que esclarecer a natureza desse processo, é claro, mas a forma como fazemos isso é fundamental.
7 -  O conteúdo programático deve ser bem expresso, bem definido, mas abordagem é uma questão fundamental para dialogar com as massas campineiras. Precisamos pensar concretamente como vamos fazer a campanha, os slogans, as peças de TV, enfim, o material e os instrumentos de comunicação.
Debatemos, também que em 2010, também foi muito despolitizada a campanha, e fomos alijados da mídia. A crise política de Campinas abre um espaço maior para debatermos com a população. Mas isso não significa que nós avançamos muito nas nossas posições e a classe trabalhadora na cidade ainda está confusa.
A candidatura de Porchman, devido seu peso tradicional no seio dos trabalhadores e do povo pobre, vai confundir muito vários setores da população e precisamos pensar nisso. Temos que criticar os partidos da ordem através da nossa política de alianças: a frente de esquerda sdem nenhum tipo de participação dos setores e partidos ligados à burguesia. Precisamos usar o processo eleitoral para ampliar nosso raio de intervenção nos setores oprimidos da cidade. O setor do funcionalismo público está sofrendo muitos ataques, e precisamos incidir nesta categoria e pautar isto em nossos espaços de discussão eleitoral.
Por isso, uma Pauta propositiva e programa são centrais. Mas para chegarmos num bom programa de propostas concretas, precisamos amarrar melhor a avaliação do partido sobre conjuntura, e isso ainda não está fechado. Sabemos que hoje há uma crise de legitimidade da burguesia na cidade casado com um processo de repressão do Estado de São Paulo que é muito forte. Isso torna difícil ser absolutamente propositivo.
Não vamos ganhar as eleições, mas nem por isso vamos radicalizar o discurso. Eleger parlamentares e essa importância também é consenso. Os caminhos que temos em comum ajudam a fazer propostas adequadas para o momento, é preciso dialogar com o povo na realidade de hoje. A corrupção tem mais peso hoje do que tinha em outros momentos, porque causou impactos sociais nítidos para a população campineira.
Além disso, Nosso problema é fazer o programa chegar à população, sem recurso financeiro e com o ódio da mídia burguesa. Temos uma chapa de vereadores pequena, e nem todos em sintonia política com o partido; são em grande parte militantes de bairro, que constroem no dia-a-dia, têm referência no PSOL e trabalho concreto, mas fora da dinâmica partidária. Um desafio é ampliar a chapa de vereadores, para aumentar também o coeficiente.
Não sabemos ainda o quanto a aparência pública do PSOL chegou e incidiu  na população e esse é um desafio, a saber de fazer as ideias e as posições do PSOL chegarem à população e trazer um bom sentimento. Temos que descer para os bairros, discutir com o povo para formular e afinar nosso programa para, também, atrairmos setores populares que ainda não estão organizados no PSOL.
Com relação à juventude, temos a diferença de que grande parte da juventude não vivenciou o instrumento PT. Isso deixa um grande campo aberto para nossa atuação, e privilegiadamente durante as eleições. Não podemos desperdiçar esse momento. A juventude pode ser exemplo, para mostrar para vários setores que o PSOL é diferente e não vamos repetir os mesmos erros que o PT cometeu. Mas, o que devemos fazer para atrair cada vez mais a juventude campineira? Foi consenso entre nós que devemos:
8 – Lapidar nossa  forma de campanha para este setor.
9 – Mais do que defender o transporte abstratamente, temos que defender concretamente o Passe livre e a municipalização do transporte. Faremos esse debate numa qualidade muito superior às outras candidaturas.
Foi muito importante o debate dos marcos de aliança que fizemos, e isso tem que ser mostrado no país inteiro não só na demonstração destas alianças, mas temos que conferir a elas uma consequência e um compromisso prático que se coloque como alternativa . Neste sentido, precisamos, portanto:
10 – Mostrar que na hora que vamos para o bairro, temos que colocar nosso programa de forma clara, ligar as questões mais imediatas e concretas às mais gerais, próprias da luta de classes.
11 – Dar exemplos das lutas que participamos, que foram todas aqui em Campinas no último período.
12 – Nas lutas contra a OS, indicamos o que queremos para a saúde e devemos relacionar este problema de modo a conectar sua temática com o problema da dívida pública, etc.
13 – Elaborar com cuidado e amplo debate a nossa política de comunicação para estas eleições. Temos que ter em mente que a comunicação do PSOL com a população de Campinas tem que ir para além da TV, internet, etc. Precismos elaborar uma proposta de comunicação em sentido amplo, que consiga explorar as mais variadas possibilidades de intervenção e diálogo.
OPRESSÕES

Foi consensual que devemos travar um constante debate sobre violência contra a mulher. Sabemos que em nossa cidade existe apenas uma delegacia da mulher e que mesmo assim muitas mulheres foram discriminadas ao irem à delegacia. Devemos, pois reivindicar para Campinas o programa de mulheres do Plínio – um dos marcos da luta contra opressões da campanha do PSOL de 2010.
Devemos:
14 – Combater junto a juventude feminista a violência contra a mulher na cidade e nas universidades seja em espaços de festas ou de trabalho acadêmico, convivência familiar e espaços de trabalho em geral.
15 – Reivindicar creches nas universidades públicas e particulares, pauta imediata que diz respeito diretamente à redução da dupla jornada de trabalho a que são submetidas as mulheres no sistema capitalista e, obviamente, aqui em Campinas.
16 – Debater no processo eleitoral o problema da saúde da mulher em nossa cidade com ênfase na discussão da violência doméstica e pública bem como a descriminalização do aborto e o direito ao aborto financiado pelo SUS.
Devemos também colocar:
17 – Em pauta a luta da homofobia a fim de que a mesma seja considerada um crime e devemos dar visibilidade a este debate.
18 – Organizar campanhas permanentes condenando a homofobia, falando sobre a violência gerada a partir deste sentimento social conservador.
19 – Cotas para negras e negros na universidade, colocar essa discussão em outros espaços do partido.
20 – Sair um pouco da opressão mais clássica, entrar na questão dos direitos humanos, violência contra gays, lésbicas, moradores de rua. Intolerância religiosa, extermínio da juventude negra.
21 – Lutar contra a discriminação referente à religião de grupos afrodescendentes. intolerância religiosa, muitas delegacias não aceitam BO´s. Ataque ao Estado laico e as culturas africanas.
22 – Construir uma campanha municipal com um material chamado “Campinas de todas as cores”. Campinas tem uma marca da elite branca. Resgatar um pouco da história de Campinas. Campanha tem dois pontos: parte mais educativa. Reivindicar junto à coordenação de campanha que tenhamos programas de televisão e material que trabalhe a parte educativa. Parte propositiva: preparar, vincular a questão do serviço público, como esses setores estão sendo atendidos.
23 – Questão dos jovens, descentralização da cultura, e luta pelo direito à cidade.
24 – Desmilitarização da guarda
25 – Lutar contra o projeto de lei que proíbe a mendicância, que tem haver com a política de higienização do centro e se insere no processo de criminalização da pobreza.
26 – Travar uma forte luta contra a opressão sofrida pelos usuários de drogas na cidade. Para isso devemos travar o debate público acerca da criminalização do uso de drogas e um amplo debate pela desmilitarização da Guarda Municipal e a construção de uma segurança alternativa.
DIREITOS SOCIAIS
Foi consenso entre os militantes que é preciso ter clara a diferença entre a realização de políticas públicas (instáveis) e a garantia dos direitos sociais fundamentais. O PSOL deve levantar com firmeza nas eleições a bandeira da garantia integral dos direitos sociais por parte do Estado, com caráter público, universal e permanente; Entendemos que a garantia desses direitos deve ser apresentada como resultado da luta direta da população por sua efetivação. Seja na construção de Plebiscitos, seja na pressão concreta – já que o PT conseguiu retirar do horizonte da maioria da população a luta como ferramenta de garantia e conquista de direitos;
Nesse sentido precisamos
27 – Fazer a crítica e o embate à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF),  criada não como mecanismo de idoneidade fiscal, mas como recurso neoliberal para o achatamento do investimento em Saúde, Educação, Cultura etc.
28 – Devemos ser duros críticos dos processos de privatização aberta (Naves-Mãe em Campinas e a privatização da Educação, Gestão do Ouro Verde e privatização da Saúde, Terceirização dos serviços operacionais, como limpeza, administrativo etc) e também a privatização branca (representada pela terceirização do Serviço Social na cidade, nas mãos de ONGs e entidades religiosas). Estas diferentes formas de privatização representam, em todos os casos, a submissão do interesse público às necessidades do lucro, o que significa enxugamento de pessoal, pressão no trabalho, pressão sobre o usuário e precarização do serviço;
Hoje a privatização ainda tem muito respaldo em alguns setores da sociedade (o discurso da eficiência gerencial e transparência tem bastante adesão), mas sua má repercussão tem crescido (apesar do discurso do “serviço público ruim” ainda ser presente). Isto porque a população já tem sentido na pele o sucateamento do Ouro Verde (falta de remédios, mau atendimento, falta de médicos etc), a precariedade dos serviços sociais (amparo a usuários, limpeza social forçada do centro da cidade etc) e descaso com a Educação (creches superlotadas, merenda precária, poucos funcionários que trabalham sob pressão constante e fim das creches em tempo integral).
Nesse sentido, é fundamental que durante as eleições:
29    – Politizemos o debate sobre a privatização, demonstrando a relação que o financiamento de campanha de grandes políticos vem em muitos casos dos planos de saúde, das redes de ensino privadas, das empresas de transporte e das grandes construtoras, que são justamente as que lucram com a privatização e a terceirização. Ou seja, privatização, corrupção e retirada de direitos são elos de uma mesma corrente.
Nosso discurso de ataque às privatizações e de defesa dos direitos sociais deve partir de uma abordagem que questione a população se suas condições de vida estão satisfatórias. Nossas condições de vida hoje são realmente dignas? Há tempo para expressão, para o descanso, para o lazer, para o amor? O PT endossou a lógica da cidadania como condições de consumo e em contrapartida precarizou inúmeros direitos sociais.  Só o Estado pode garantir Educação, Saúde, Cultura, Comunicação e Serviços públicos, gratuitos e com qualidade, planejando as condições de vida para satisfazer ao desejo de uma vida mais humana. Por isso devemos:
30 – Combate frontal às políticas de “limpeza social” e que restringem o direito à moradia e à cidade em benefício da especulação imobiliária. Para exemplificar podemos citar as recentes políticas de “higienização” do centro de Campinas, como o Tolerância Zero/ Bom dia Morador de Rua e os avanços da especulação imobiliária para a construção de condomínios em Barão Geraldo, as pressões sobre os moradores do Campo Belo e o desamparo das vítimas do engodo da Construtora MRV.
31 – Em resumo o PSOL deve defender:
a) Defesa da Municipalização das Creches,  do transporte, do sistema de Saúde e do serviço social;
b) Defesa aberta da realização de concursos públicos, para suprir a demanda e acabar com as terceirizações;
c) Vinculação do aumento de salário dos vereadores ao aumento de salários dos servidores públicos.
d) política progressiva de taxação das grandes riquezas e transferência de lucros.
PARTICIPAÇÃO POPULAR, DEMOCRACIA DIRETA E PODER POPULAR.
Há limites muito grandes na construção de uma democracia participativa, o próprio OP limita a discussão do orçamento das cidades, na maioria das vezes há discussão se limita só ao investimento e divide os trabalhadores/as.
Esse é um debate difícil para um partido socialista, como administrar uma cidade no sistema capitalista, como ampliar a participação popular e traduzir para a população os números da cidade. Contudo, foi consenso entre nós que
32 – O Estado tem que garantir todos o direitos sociais, independente do orçamento, por isso é fundamental a luta contra a lei de responsabilidade fiscal, que na verdade é irresponsabilidade social.
Nos últimos governos houve cooptação dos movimentos pelos governos do PT, inclusive idealizadores desses programas de ampliação da participação popular, não se trata de ser contra o orçamento participativo, mas de que ele não é um fim em si mesmo. Por isso nossa tarefa para estas eleições neste campo é:
33 – Estimular o poder popular numa perspectiva de classe, defendendo os direitos sociais, na ruptura com o senso comum. Combater a criminalização dos movimentos populares.
Comissão de sistematização para orientação programática:
Bryan Félix
Giuliana
Luciana Vieira
Ronald Alexandre

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AJUDE O PSOL!

O Partido Socialismo e Liberdade da cidade de Campinas, precisa da colaboração dos seus filiados e simpatizantes para continuar o nosso projeto de luta!

Faça sua doação, ligue para o telefone: 19 - 97983677

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Dia Mundial da Água | Os rios pedem socorro

Análise feita em 49 rios de 11 Estados brasileiros traz uma má notícia para o Dia Mundial da Água, comemorado hoje: nenhum deles apresentava uma situação considerada boa ou ótima. Em termos de contaminação, 75,5% foram classificados como “regular” e 24,5% com nível “ruim”, de acordo com levantamento conduzido pela SOS Mata Atlântica em localidades que, no passado, foram cobertas pela floresta.

As avaliações foram feitas entre janeiro de 2011 e o início de março deste ano durante visitas da expedição itinerante A Mata Atlântica é Aqui, que busca a interação com as populações para alertá-las sobre o problema de contaminação dos rios, riachos, córregos, lagos, etc.

No evento, as pessoas são convidadas a investigar as condições de um ou mais corpos d’água por meio de um kit de análise da água. “É feita assim uma avaliação pontual, um retrato da situação naquele dia. E o resultado é bastante preocupante. Não encontramos nenhum rio em situação satisfatória”, afirma Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da SOS.

O kit classifica a qualidade das águas em cinco níveis de pontuação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos). Malu explica que os níveis de pontuação são compostos pelo Índice de Qualidade da Água (IQA), padrão definido no Brasil por resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), obtido pela soma da pontuação de 14 parâmetros físico-químicos, biológicos (como temperatura, vermes, coliformes fecais e oxigênio dissolvido) e de percepção, como odor, turbidez e presença de espumas, de lixo, de peixes.

Segundo a pesquisadora, os dois principais responsáveis pela contaminação são a agricultura irrigada – que, segundo ela, “capta grande volume de água e devolve agrotóxicos e erosão” – e a falta de saneamento básico, que permite que o esgoto doméstico seja jogado nos corpos d’água.

“Nossa campanha visa a população porque só com mobilização da sociedade esse quadro vai mudar. Mas esse ainda não é visto como um problema prioritário. Na última eleição presidencial, falta de saneamento era só a oitava preocupação das pessoas”, diz a pesquisadora.

Ao longo desse período foram avaliadas amostras nos Estados do Ceará, Piauí, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Muitos dos rios já tinham sido analisados na primeira expedição, entre maio de 2009 e dezembro de 2010. Em geral, o quadro não melhorou.

No primeiro levantamento foram feitas 70 análises: 69% dos rios ficaram no nível regular, 27% ruim e 4% péssimo. Alguns passaram de ruim a regular, como o Rio Tietê, em Itu. Já outros caíram um degrau, como o Rio Criciúma, na cidade catarinense do mesmo nome, que perdeu cinco pontos e ficou ruim.

Fonte: Estadão

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O PSOL APOIA A GREVE DOS PROFESSORES

Aluno Diogo do 3º ano em sua manifestação de apoio aos professores no facebook:

Quando o filósofo Rousseau disse “Posso não concordar com nenhuma de suas palavras, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las” ele enfatizou uma das coisas mais impressionantes da história,a liberdade de expressão.Os nossos professores também têm esse direito;e eu não apenas concordo com a manifestação de sua insatisfação,como também acredito que a greve deva continuar,pois “todo o poder emana do povo”;e considerando este fato,posso dizer ESTOU COM OS PROFESSORES!
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É hoje!

Debate Conjuntura municipal e os desafios para a esquerda em Campinas

Com a participação de representantes do PSTU, PCB, MTST, MST e PSOL

DATA: 16/03 sexta-feira

HORÁRIO: 19:00

LOCAL: Sindicato dos Químicos AV. Barão de Itapura – 2022 – Guanabara

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