Sindicato dos trabalhadores Rurais de Iguape promove reunião de filiados do PSOL do Vale do Ribeira

Durante a noite de quinta-feira, 18 de março, estiveram reunidos, a convite do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Iguape, Clayton Negri, os membros do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) do Vale do Ribeira. O encontro teve a finalidade de discutir propostas, posicionamentos políticos e eleger dois representantes da região na Conferência Estadual do PSOL, que acontecerá no próximo dia 27 na capital. Foram escolhidos como delegados representantes do Vale do Ribeira  o biólogo André Ribeiro Chaves, residente de Cananéia e o jornalista Rodrigo Pace, morador de Iguape. Todos os filiados expuseram suas idéias e posições particulares acerca das diretrizes que devem nortear  o partido.  “Os movimentos políticos do PT vêm de cima para baixo, quando um partido deve ser apenas uma ferramenta para a expressão dos movimentos sócias”, exortou André Chaves. Um dos assuntos em pauta foi a possível  candidatura de Plínio de Arruda Sampaio à Presidência da República pelo PSOL na próxima sucessão.“Plínio é um socialista convicto  e mostrou ser o mais apto a atingir e sensibilizar o grande público que desconhece a proposta socialista”, afirmou Helder Oliveira, lembrando que há 25 anos Sampaio segue uma trajetória de integridade política e fala com desenvoltura e didatismo ao público leigo.

José Augusto Costa ressaltou a importância de o PSOL estruturar uma identidade própria, já que a base do partido formou-se por egressos do PT e a legenda ainda é vista por muitos como uma sombra do Partido dos Trabalhadores. Embora Augusto e José Carlos Ferreira  tenham destacado a importância das coligações para o crescimento partidário, Helder Oliveira, André Chaves,  Roberto Marcel Pontes e Eduardo Gorgone acrescentaram que é preciso muito cuidado com essa questão, pois embora a discussão deva ser posta em permanente pauta, uma coligação com partido de direita pode comprometer as metas socialistas do PSOL, como aconteceu com o PT ao coligar-se ao PL, que submeteu o governo Lula ao cumprimento de uma “agenda neoliberal” e – dessa forma – engessou as propostas socialistas que marcaram o nascimento e desenvolvimento do partido.

Quanto à questão da identidade partidária, Conceição e Rodrigo Pace julgam que essa deve ser modelada pelo apoio aos movimentos sociais de modo geral, sem “levantar uma bandeira exclusiva”.  Todos concordaram que esse comportamento por si já personaliza a contento o partido. Também houve consenso na concepção de que cada região tem suas peculiaridades. “Em Cajati, por exemplo, há sérios problemas na educação e os altos índices de prostituição são um fato vergonhoso”, declarou Conceição.  Também foi abordada a relevância do papel dos sindicatos na luta por conquistas político-sociais. Conceição Aparecida e Clayton Negri  ressaltaram que o movimento sindical precisa de legitimidade. Negri lembrou que no passado o Sindicato Rural de Iguape foi dirigido por um representante que descaracterizou a demanda popular da luta e, a partir de manipulação e autoritarismo, fez prevalecer seus interesses pessoais em detrimento dos coletivos e tirou a credibilidade social do sindicato. No encerramento da reunião, ficou acertado que as próximas plenárias do partido devem ser pautadas por assuntos pontuais, com a finalidade de evitar desgastes excessivos dos participantes e facilitar as ações práticas.

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