Sobre as eleições

Como serão as eleições:

Se você que ainda não se situou muito bem sobre o que vai acontecer nas urnas, aí vão algumas informações básicas:

1 – Você irá votar, pela ordem, para Deputado Estadual, Deputado Federal, Senador (duas vezes!), Governador e Presidente. A maioria deles, se eleita, terá mandato de quatro anos – exceto o senador, com oito anos.

2 – É natural que as atenções se voltem para as eleições presidenciais. Ao todo, nove candidatos concorrem a este cargo, que decidirá os rumos da maior parte do orçamento da União. O que se espera numa eleição presidencial é a discussão do futuro do país e dos diferentes projetos de nação. Um risco será se só as caracaterísticas individuais de cada um for debatida. Perde a democracia, ganham os marqueteiros.

3 – Um mandato presidencial ou de governador é sustentado pela pressão popular e pela composição do Legislativo, que em geral é formado por uma maioria de deputados/as com um perfil conservador e fisiológico. E são esses mesmos(as) que impedem a votação de projetos importantes no Congresso: PEC do trabalho escravo, União civil, 40 horas de trabalho, auditoria da dívida, etc..

4 – Você não vota num deputado(a). Você vota em um candidato(a) que será eleito com o voto de uma coligação. Ou seja, caso você votar em alguém por ser amigo do sobrinho do primo do seu pai, pode acabar elegendo algum ficha suja. Além de ver a ficha dos candidatos, veja a ficha dos partidos e suas coligações. Para saber qual partido está coligado em cada cargo visite o site do TSE, em http://divulgacand2010.tse.jus.br/divulgacand2010/ Mas não se assuste, você verá a geléia geral da política brasileira.

5 – Certifique-se de que você está com seu Título de Eleitor, e com um documento de identificação. Nessas eleições, NÃO SERÁ mais possível votar apenas com a Carteira de Identidade.

Não passe constrangimento com quem você elege nas eleições. Pense bem antes de votar! E passe para frente essa corrente cidadã! Nos encontramos nas urnas!

Ricardo Alvarez

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Por que sou candidato?

O empenho contra a deterioração dos valores políticos no Brasil me leva até você, para comunicar que disputarei um mandato de deputado federal. E para, resumidamente, explicar as razões dessa decisão – minha e do meu partido, o PSOL (Partido Socialismo e Liberdade – 50).

Postular e exercer mandato público não é ‘carreira’: não se trata, por isso, de uma candidatura ‘natural’. Resulta de avaliação do cenário político do país. Vivemos tempos de perda de conteúdo doutrinário, programático e ético em nossa prática política. A flexibilização das fronteiras ideológicas favorece o vale-tudo da pequena política, das ‘alianças’ estapafúrdias. Tempo de tv e rádio e aporte de recursos – diz-se que com menos de R$ 1 milhão ninguém se elege deputado! – são os fatores que mais pesam.

Nossa candidatura – como as demais, do PSOL – pretende questionar tudo isso, sendo ‘franciscana e clara’, fundada em ideias e causas. Negando a colonização da política pela economia, combatendo a despolitização. Dizendo, sem soberba mas com contundência, verdades inconvenientes. Vamos defender a construção cidadã de um regime republicano real, com democracia participativa, de alta intensidade.

Nesses 90 dias, no corpo a corpo das ruas e nos parcos segundos nos meios de comunicação de massa, afirmaremos quatro eixos:

1) mandato é para representar, não para substituir;

2) público e privado exigem limites claros, e não promiscuidade;

3) parlamento é lugar de dissenso, de embates, de conflitos civilizados entre projetos de reformas estruturais (a começar pela política), de nação e de mundo;

4) hoje, mais do que nunca, é preciso problematizar os fundamentos do sistema produtivista-consumista do modelo vigente, que exaure os recursos vitais do planeta. Em síntese:

Cidadania, República, Democracia e Ecologia, na perspectiva da ressignificação do socialismo libertário no processo histórico.

Através de publicações impressas e dos recursos da internet, vamos difundir e detalhar esses princípios gerais e os programas do PSOL para o estado de São Paulo, encarnados por Plinio Sampaio, nosso candidato a presidente, Paulo Búfalo, nosso candidato a governador e pelo Marcelo Henrique, nosso candidato ao senado.

O resgate da utopia é, para nós, dimensão indispensável. Sem esse vir a ser, a tentação do clientelismo, da hipocrisia e da corrupção – posturas abjetas e dominantes no nosso cotidiano político – são quase incontroláveis.

Conto com o seu voto consciente.

Ricardo Alvarez

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Por que sou candidato

Primeiro dia de campanha

Rio de Janeiro, 8 de julho de 2010

O empenho contra a deterioração dos valores políticos no Brasil me leva até você, para comunicar que disputarei mais um mandato de deputado federal. E para, resumidamente, explicar as razões dessa decisão – minha e do meu partido, o PSOL (Partido Socialismo e Liberdade – 50).

Postular e exercer mandato público não é ‘carreira’: não se trata, por isso, de uma candidatura ‘natural’. Resulta de avaliação do cenário político do país. Vivemos tempos de perda de conteúdo doutrinário, programático e ético em nossa prática política. A flexibilização das fronteiras ideológicas favorece o vale-tudo da pequena política, das ‘alianças’ estapafúrdias. Tempo de tv e rádio e aporte de recursos – diz-se que com menos de R$ 1 milhão ninguém se elege deputado! – são os fatores que mais pesam.

Nossa candidatura – como as demais, do PSOL – pretende questionar tudo isso, sendo ‘franciscana e clara’, fundada em ideias e causas. Negando a colonização da política pela economia, combatendo a despolitização. Dizendo, sem soberba mas com contundência, verdades inconvenientes. Vamos defender a construção cidadã de um regime republicano real, com democracia participativa, de alta intensidade.

Nesses 90 dias, no corpo a corpo das ruas e nos parcos segundos nos meios de comunicação de massa, afirmaremos quatro eixos: mandato é para representar, não para substituir; público e privado exigem limites claros, e não promiscuidade; parlamento é lugar de dissenso, de embates, de conflitos civilizados entre projetos de reformas estruturais (a começar pela política), de nação e de mundo; hoje, mais do que nunca, é preciso problematizar os fundamentos do sistema produtivista-consumista do modelo vigente, que exaure os recursos vitais do planeta. Em síntese:

Cidadania, República, Democracia e Ecologia, na perspectiva da ressignificação do socialismo libertário no processo histórico.

Através de publicações impressas e dos recursos da internet, vamos difundir e detalhar esses princípios gerais e os programas do PSOL para o estado do Rio de Janeiro, encarnados pelo sociólogo Jefferson Moura e pelo jornalista Milton Temer, nossos candidatos ao governo e ao senado, e para o Brasil, com Plínio Sampaio e sua exemplar trajetória na vida pública.

O resgate da utopia é, para nós, dimensão indispensável. Sem esse vir a ser, a tentação do clientelismo, da hipocrisia e da corrupção – posturas abjetas e dominantes no nosso cotidiano político – são quase incontroláveis. Inspira-nos, entre tantos, nosso Monteiro Lobato, que já em 1923 constatava: “Tudo é loucura ou sonho no começo. Nada do que se fez no mundo teve início de outra maneira, mas tantos sonhos se realizaram que não temos o direito de duvidar de nenhum”.

Conto com o seu voto consciente.

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