Foram 3 meses de campanha na rua, apresentando o partido, as propostas e um novo jeito de fazer política.
Não é fácil lutar contra grandes campanhas, apoiadas em marketing e muito dinheiro. Falta conteúdo, sobra imagem. As eleições são cada vez mais parecidas com um produto que se escolhe e se compra num supermercado.
A culpa evidentemente não é do eleitor, mas do sistema eleitoral que transforma as campanhas em verdadeiras BBB´s onde se discute não quem sai, mas quem entra.
Há porém, um saldo político importante. Ressaltamos o crescimento do Psol no Brasil, a participação valiosa de nossos majoritários nos debates – Plinio e Paulo Búfalo – e, principalmente, a acachapante votação de Ivan Valente (190 mil votos), que o credenciou para nos representar em Brasília.
Eu sei o que faz um deputado federal. Nesta vez não deu para exercer este saber, mas fica o agradecimento para você que nos apoiou e confiou seu voto, afinal, ter o reconhecimento de 5.288 pessoas não é pouca coisa. Valorizo imensamente cada voto, pois é o resultado dos que nos conhecem, dos que fizeram campanha, dos que divulgaram nossas bandeiras.
Fui o 310º mais votado do estado de São Paulo e sou o terceiro suplente do Psol.
Obrigado.
Em tempo: em breve envio um pequeno texto com reflexões sobre o processo eleitoral para sua apreciação.
Grande abraço.
Ricardo Alvarez
OBRIGADO Á TODOS (AS) PELO INESTIMÁVEL APOIO Á CANDIDATURA DE RICARDO ALVAREZ. A PARTICIPAÇÃO DE VOCÊS NESSE PROCESSO SEMPRE FOI E SERÁ FUNDAMENTAL.
PEDIMOS TAMBÉM QUE CONVERSEM COM SEUS FAMILIARES E CONVENÇAM OS ULTIMOS INDECISOS QUE VOCÊS CONHECEM.
ABRAÇOS FRATERNOS E HASTA LA VITÓRIA
“o impossível se torna possível se você quiser” Plinio de Arruda Sampaio
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O segundo voto na urna eletrônica é para deputado federal, portanto, ao digitar na tela o 5056 você verá esta cena. Basta apertar o botão verde para confirmar.

Enquetes da Folha e da Veja estão apontando Plinio como destaque no debate da Globo.
Enquete Veja
Enquete Folha
Vídeo – considerações finais
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Você tem opção
Você tem o PSOL
Ricardo Alvarez comparece à Câmara e faz críticas ao projeto de Aidan
O presidente do Psol de Santo André e candidato a deputado federal Ricardo Alvarez protocolou durante a sessão da Câmara desta terça-feira (28/09) uma carta contra o que ele chama de “privatização” do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento de Santo André). Assim como o PT, Alvarez afirmou que o Psol é contrário a lei encaminhada pelo Executivo, que prevê a abertura da autarquia a concessões particulares ou PPPs (Parcerias Público-Privadas).
“Na verdade, esse projeto de Aidan é um cheque em branco. E por que isso agora? O Semasa tem excelência em Santo André, é um patrimônio público e um projeto desses precisa, no mínimo, de audiências públicas com a população”, afirma Alvarez.
O líder de governo José de Araújo (PMDB) garante que o projeto só será votado após a eleição.
Negativa - Apesar das contestações petistas, o secretário de Planejamento e Saúde Arnaldo Augusto nega veementemente a suposta privatização. “Os vereadores do PT querem tumultuar”. De acordo com Arnaldo, o projeto, encaminhado pelo Executivo nesta semana à Casa, trata apenas de permitir que sejam realizadas PPPs no saneamento ambiental da cidade.
“Não tem nada no projeto que trate de transferência de controle acionário. Estamos apenas adequando as PPPs, aprovadas por unanimidade na Câmara, aos serviços de saneamento e esgotamento, para não haver conflitos com o LOM (Lei Orgânica do Município)”, explica Arnaldo.
Link
A pizada de arrecadação de campanha de Ricardo Alvarez e Marcelo Reina foi um sucesso! Mais de 140 pessoas compareceram ao evento, que contou com a breve porém ilustre presença de Paulo Bufalo, candidato ao governo do estado pelo PSOL.
Nossos agradecimentos á todos que prestigiaram o evento, contribuindo com nossa campanha.
Veja as fotos do evento
 Para governador - Vote 50
22/09/2010
Candidatos do Grande ABC debatem diante de estudantes e jornalistas. Foto: Mônica Rodrigues
A Universidade Metodista de São Paulo promoveu nesta quarta-feira, 22 de setembro, o debate com os candidatos à Câmara Federal pela região do ABC indicados por seus partidos ou coligações. Participaram do evento os candidatos Marcelo Chehade (PSDB/DEM/PPS), Maurício Soares Junior (PDT), Ricardo Alvarez (PSOL), Vanderlei Jueli (PMDB), Vera Motta (PV) e Vicente da Silva, o Vicentinho (PT/PCdoB/PR/PRB).
A iniciativa ocorreu diante de uma platéia formada por estudantes e jornalistas, no Salão Nobre da Instituição, e teve por objetivo dar visibilidade às propostas, oferecer espaço para a reflexão e incentivar a participação política dos estudantes e comunidade.
O Grande ABC possui 1,8 milhão de eleitores representados, atualmente, por apenas um deputado federal. Segundo os candidatos, uma das razões desta representação reduzida é o fato da população da região votar em candidatos de outras localidades.
“Abrir a perspectiva de trazer os candidatos das sete cidades para que as pessoas os conheçam é uma iniciativa que deve ser repetida em outros processos eleitorais, porque é a única forma de separar o ‘joio do trigo’, sobretudo as mídias que fazem a cobertura, levar adiante a informação das pessoas que participaram do debate e seu recado do ponto de vista de proposta política”, disse o professor da Metodista e coordenador da Agência Folha, Júlio Veríssimo, que foi o mediador do debate.
O jornalista da Rádio ABC, Leandro Amaral, considerou importante o comentário dos candidatos em relação ao voto regional. “Você vota em postulantes que defendem as bandeiras da região e que você tem a oportunidade de cobrar depois. Não adianta escolher um candidato que você não tem contato e nunca poderá acompanhar e fiscalizar seu mandato. Então é importantíssimo fazer debates com representantes que estão no dia a dia da comunidade”.
O encontro com candidatos à Câmara Federal é uma circunstância rara no cenário político do País. “Geralmente, em época de eleição, se prioriza muito os cargos majoritários, governador e presidente da república, e as pessoas esquecem que o Legislativo tem uma importância ainda maior, porque é o órgão fiscalizador do próprio Executivo”, afirmou o professor Júlio.
Ao final do debate, o reitor da Metodista, professor Marcio de Moraes, afirmou que aceita o desafio sugerido em diversos momentos pelos candidatos, de promover mais iniciativas que promovam a avaliação dos representantes, após as eleições. O professor Marcio também declarou que a Instituição “é um espaço para debate político, não apenas neste encontro, mas também nas aulas e em outros eventos”.
Site da Metodista

O PSOL é um novo partido contra a velha política. Nascido da vontade de mudança, da recusa em aceitar a continuidade de um modelo onde quem sempre ganha são os poderosos, da indignação com a corrupção e mau uso das verbas públicas, da proposta de outra forma de se fazer política, não mais os acordos por cima, mas a participação popular nas decisões políticas.
Em pouco tempo essa disposição deixou marcas na vida política nacional. Foi assim na luta contra a corrupção, na CPI do mensalão, nas denúncias e pedidos de cassação de Renan Calheiros e José Sarney. Na luta em favor do Projeto Ficha Limpa. Na luta pela CPI da Dívida Pública.
Em cada votação no Congresso Nacional, o PSOL tomou partido em defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo. Isso orientou nossas propostas e votações em defesa dos aposentados, da educação e da saúde públicas, do meio ambiente. O PSOL foi também a pedra no sapato daqueles que querem privatizar ainda mais os serviços públicos, cassar direitos trabalhistas e deixar ainda mais desprotegidas nossas florestas.
Essa luta precisa continuar. O povo brasileiro precisa de um partido e de deputados que fiscalizem a máquina pública e as maracutaias dos poderosos. De parlamentares que não tenham medo de enfrentar os grandes esquemas e que façam de seus mandados tribunas em defesa das lutas populares e do povo. Isso o PSOL já faz, mas precisa de seu voto para continuar fazendo.
- Laryssa Borges
- Direto de Brasília
Terceiro a se manifestar no Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento que deve definir a aplicabilidade da Lei da Ficha Limpa, André Maimoni, advogado do PSOL, autor da ação contra Joaquim Roriz, destacou nesta quarta-feira (22) que a legislação que estabelece novas regras de inelegibilidade e pode ser aplicada já em 2010 foi feita com o propósito de conferir “moralidade às eleições”, e não por casuísmo, como defendem advogados rorizistas.
“Não há direito adquirido à elegibilidade. A inelegibilidade fixa o perfil que se deseja no candidato, são condições de elegibilidade mínima para ocupar um cargo. O PSOL não vê como se considerar casuística uma lei que pretende justamente moralizar as eleições, uma lei que vem do instituto constitucional da iniciativa popular”, disse.
Em 2007, Roriz renunciou a sua cadeira como senador após ter tido aberto contra si processo por quebra de decoro parlamentar. Na época, teve seu nome vinculado a uma transação de R$ 2,2 milhões que ele atribuiu à compra e venda de uma bezerra. Para o Ministério Público Federal, o Banco de Brasília (BRB) foi usado na simulação da transação bancária supostamente envolvendo a bezerra para repassar dinheiro a Joaquim Roriz.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negaram registro à candidatura rorizista por considerar que o político se encaixa como “ficha suja”.
Em sua sustentação oral, Maimoni rebateu ainda a tese de que a lei não pode retroagir para prejudicar o réu. Disse que essa máxima só se aplica a processos penais, e não a situações eleitorais. “A tese de que a lei Não retroage para prejudicar nenhum réu é em processo penal. Inelegibilidade não é pena”, declarou.
O Plenário do STF, em uma composição atual com dez ministros, pode selar nesta quarta-feira (22) o destino de políticos com condenações judiciais e daqueles ameaçados de concorrer a cargos eletivos por conta das novas regras de inelegibilidade. A Suprema Corte começou a analisar às 14h47 o recurso específico do candidato ao governo do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PSC), barrado pela Lei da Ficha Limpa por ter renunciado em 2007 ao mandato que tinha como senador para se livrar de um processo de cassação.
A despeito de a análise concreta dos magistrados estar focada em Roriz, o STF deverá ampliar a discussão e se debruçar sobre a validade da Lei da Ficha Limpa, que de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve ser aplicada no pleito de outubro, embora não tenha sido cumprido o princípio da anualidade, regra que prevê que a lei que alterar o processo eleitoral não se aplica à eleição que ocorra a menos de um ano da data de sua vigência.
A tese de que a lei não pode retroagir para prejudicar o réu – afastada pelo TSE, que considerou que não há de se falar em retroatividade no caso da Ficha Limpa – também é um dos argumentos que a defesa de Joaquim Roriz utiliza para tentar conseguir o aval à candidatura. O veredicto do Supremo sobre este ponto abrirá a brecha ou ceifará de vez as esperanças de políticos condenados em decisões proferidas por mais de um juiz.
Fonte: Site Terra
Coerente com o principio de não aceitar doações de empresas, bancos e latifundiários, a campanha de Ricardo Alvarez (5056) e Marcelo Reina (50133) promove uma pizzada para arrecadação de campanha.

Francisco Oliveira
No ultimo dia 30 de Agosto os jornais de Santo André e do ABC noticiaram que a administração Aidan Ravin teria projeto de privatizar o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André).
Como esperado, no dia seguinte a Prefeitura negou a informação, dizendo não se tratar de uma privatização do Semasa; mas somente uma abertura ás PPP’s (Parcerias Público Privadas), nomes novos para um velha prática: ceder serviços públicos para o controle da iniciativa privada,mas de forma supostamente timida, evocando uma longinqua (pra não dizer inexistente) participação do Estado nesse processo.
As PPPs, consideradas por muitos as novidades que podem trazer mais setores para o cambaleante colo do capitalismo, existem desde a década de 1990 e começaram na Inglaterra, coincidindo com o surgimento da famigerada “Terceira Via”; delirante tentativa de conciliar liberdade de lucro e mercado com arrojadas políticas sociais. Em tempo, não é preciso dizer o resultado dessa equação. Os fatos mostram.
Trazendo o tema novamente para a realidade andreense, percebe-se mais uma contradição entre discurso e prática da atual gestão de Santo André, que foi eleita jurando não repetir as práticas que desgastaram a gestão petista na cidade. Não só repetiu; mas agora ousou ir além e imitar (de forma barata) as ações do governo petista nacional. Em tempo: as PPP’s do SEMASA parecem verdadeiras cópias reduzidas das PPP’s realizadas em nível nacional. Coincidentemente ou não, um dos primeiros setores afetados pelas PPP’s de Lula foi o saneamento básico, área central na atuação do SEMASA em Santo André.
As coincidências não terminam aí: na vizinha São Caetano do Sul, a gestão Auricchio (do mesmo PTB de Aidan Ravin) iniciou nesse ano o processo de privatização do DAE, autarquia da mesma área de atuação do SEMASA e considerada a única superavitária daquela cidade.
Cabe lembrar que as PPP’s não são exclusividade de Lula e de seus partidos aliados, como o PTB, por exemplo. Alckmin, em um dos recentes debates da televisão, cogitou construir mais estradas usando o mesmo expediente caso eleito.
Dessa maneira, não é equivocado dizer que tanto Aidan quanto Auricchio são operários-padrão da gestão de Lula, embora o primeiro tenha conseguido sagrar-se prefeito por conta do anti-petismo vigente em sua cidade e o segundo seja o chefe maior de um tradicional reduto anti-petista na região.
Enfim, ambos os lados nessa história não são faces da mesma moeda e a mesma moeda com faces iguais. Coroa de rei e cara de pau.
Links sobre o tema e relacionados:
Estadão
ABCDMaior
ABC Reporter
Francisco Oliveira é geografo e militante do PSOL de Santo André/SP.
Nesta semana fomos agraciados com uma indicação de voto pela Revista Caros Amigos, importante publicação da imprensa de esquerda no Brasil. Nosso sincero agradecimento pela iniciativa.
Aponta a publicação: “A Revista faz questão de indicar, entre tantos candidatos combativos, aqueles que estão mais afinados com nossa luta pela democratização da comunicação”.
Edição especial eleições 2010.


Reconhecimento do trabalho e postura de Ricardo Alvarez, publicado pelo jornal POLITIKA ABC:
“Já o professor Ricardo Alvarez é bastante conhecido pelo caráter sério com o qual dá atenção á política. Eleito vereador no ano 2000 pelo Partido dos Trabalhadores, não heistou em abandonar essa legenda quando o presidente Luis Inacio Lula da Silva renegou as velhas propostas e apegou-se a outras como a reforma da previdência, que o presidente anterior, Fernando Henrique Cardoso, pretendia fazer, e o PT não deixou, mas Lula eleito fez.
Então, a senadora Heloisa Helena, também do PT, começou a denunciar em seus discursos a incoerência do Partido dos Trabalhadores que, de forma grosseira, a expulsou. Ela articulou a criação do PSOL e Ricardo Alvarez -a exemplo dos vereadores Aldo Santos (São Bernardo) e Horácio Neto (São Caetano) e do deputado federal Ivan Valente – deixou o PT, onde hoje poderia se beneficiar das benesses do poder, para ficar em paz com a consciência. Ricardo é candidato a deputado federal em Santo André, cidade cheia de histórias curiosas que ocupariam jornais e livros.”
Levantamento divulgado nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que 57% dos domicílios brasileiros estão em condições de serem habitados –os outros 43% são moradias inadequadas. Os dados fazem parte da edição 2010 dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável.
O instituto avaliou dados colhidos em 2008 em relação a quatro critérios: dispor de rede de água, de rede de esgoto ou fossa séptica, ter coleta de lixo direta ou indireta e acomodar no máximo dois moradores por dormitório.
Segundo o IBGE, três índices superam 80% de adequação: 87,9% dispõem de coleta de lixo, 83,9% das moradias têm rede de água e 82,4% comportam até dois moradores por dormitório. O problema é a rede de esgoto, só disponível em 73,2% das casas. Só 57% das moradias atendem aos quatro itens.
A coleta de lixo é maior em São Paulo, onde 98,5% das moradias são atendidas, e menor no Piauí (56,2%).
Em Santa Catarina, 91,2% das casas abrigam até dois moradores por dormitório. No Amazonas, só 62,2% atendem esse critério.
A rede de água atende mais moradias em São Paulo (96,5%) e menos em Rondônia (42,3%). E a rede de esgoto ou fossa séptica é mais ampla no Distrito Federal, onde atende 96,8% dos domicílios, e mais rara em Mato Grosso do Sul (24%).
No país todo existem 57,5 milhões de moradias, das quais 32,8 milhões estão adequadas.
Fonte: Folha de São Paulo
Por: Júlio Gardesani (julio@abcdmaior.com.br)
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| Preço dos pedágios em rodovias como Anchieta e Imigrantes afeta consumidores finais de alimentos. Foto: Luciano Vicioni |
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Ecovias, que administra o sistema Anchieta-Imigrantes, é a segunda concessionária mais rentável
No centro da disputa eleitoral para o governo de São Paulo está o valor dos pedágios no Estado. E, ao contrário do que prega o candidato governista Geraldo Alckmin (PSDB), as concessionárias que exploram as principais rodovias no Estado tiveram lucro líquido recorde com a cobrança de pedágios em 2009: mais de R$ 1 bilhão. Ou seja, este dinheiro é o total que fica no bolso das concessionárias, após todos os investimentos nas estradas. Os valores são referentes às rodovias terceirizadas entre 1998 e 2000 e os dados são da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), órgão do governo federal criado por lei.
O impacto do valor dos pedágios é diretamente sentido no ABCD. A Ecovias, concessionária que explora as rodovias Anchieta / Imigrantes – que ligam a Região à Baixada Santista – foi a segunda empresa com o maior lucro líquido em todo o Estado de São Paulo. Só em 2009, a Ecovias lucrou R$ 192,2 milhões; já a arrecadação da concessionária com os pedágios foi de R$ 567,9 milhões. Isso significa que 33,85% da receita com as praças de pedágio parou nos cofres da empresa. Vale lembrar que 2009 foi marcado por uma crise econômica internacional: nem isso afetou o desempenho.
Se o cálculo dos lucros das concessionárias licitadas entre 1998 a 2000 levar em conta todo o período (desde a época das concessões até o final do ano passado), os valores são astronômicos. Em 12 anos, as 12 concessionárias lucraram R$ 4,8 bilhões. Entre elas, a Ecovias que, desde 1998, garantiu lucro líquido de R$ 997 milhões.
Em nota, a Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo) afirma que “as concessionárias de rodovias paulistas vêm cumprindo os investimentos previstos que já somam 12,4 bilhões de reais”.
Mortes - O discurso dos tucanos de São Paulo é contrariado por números. A teoria de que os altos preços dos pedágios garantem melhorias nas estradas e deveriam reduzir o número de mortes, não se aplica na prática. Os índices são superiores ao padrão internacional de 2,5 mortos para cada cem milhões de quilômetros rodados.
Em algumas rodovias, como Anchieta e Imigrantres, o índice de mortos aumentou de 2,45 para 3,24, o que também acontece em outras estradas de São Paulo. Os dados são da Artesp, que afirma pretender atingir a meta internacional até 2020.
Pedágio caro aumenta preço dos alimentos
Além de os motoristas sentirem diretamente no bolso os altos preços dos pedágios, as mercadorias transportadas por caminhões nas rodovias de São Paulo já estão mais caras. As transportadoras repassam o valor dos pedágios para as empresas que recebem as mercadorias, o que atinge o preço final do produto. A afirmação é do presidente do Setecesp (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região), Manoel Sousa Lima.
“O pedágio de São Paulo é muito caro. Dos mais caros do mundo. É evidente que isso impacta negativamente no bolso do consumidor final. Para se ter uma ideia, São Paulo ganha uma nova praça de pedágio a cada 40 dias”, afirma Lima.
Ainda de acordo com Lima, sai mais caro pagar pedágio do que comprar um caminhão novo. “Uma transportadora financia um caminhão de R$ 290 mil em cinco anos, mas paga mais de pedágio. Um exemplo: se um caminhão fizer o percurso Ribeirão Preto para Santos 12 vezes em um mês, num período de três anos e meio já paga mais do que o caminhão só em pedágios”, completa Lima.
Fonte: ABCDmaior
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Contato: ricardo@alvarez5056.com.br - (11) 2598-1150
Eleições 2010
RICARDO ALVAREZ - DEPUTADO
FEDERAL
CNPJ:
12.169.738/0001-66
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