O DIRETÓRIO MUNICIPAL DO PSOL PIRASSUNUNGA – Partido Socialismo e Liberdade de Pirassununga constituído em ata no dia 26 de julho de 2.009, honrosamente vem a esta deixar nossa humilde palavra para com projetos e pensamentos para à cidade de Pirassununga além do Estatuto Partidário.
Este primeiro contato tem como objetivo, apresentações e nos conhecer mais, sem dúvida inicia-se um relacionamento que deveremos estreitar ao longo do período.
O ódio, o nojo, a raiva o desencanto com a política, são compreensíveis e tem até algo de saudável nisso, as pessoas que tem raiva, nojo, ódio e desencanto pela atividade política, estão na verdade negando estas formas tradicionais da política, da pura representação da total delegação da política apenas eleitoral a cada dois anos, eu voto e deixo para lá e estes vão me mal representar, o povo questiona isso, o povo condena às vezes até mesmo aquele em quem ele voltou a quem mandatou para representá-los e estes que vão lá fazer sua carreira defender interesses privados ficar a servido de grandes grupo econômicos, de lobbis e máfias, não querem representar esse povo querem é substituí-lo, por tanto vamos fazer do limão a limonada aproveitar essa raiva da política para reconstruir a política.
A política diz respeito às determinações coletivas, a política é o comando do estado e o estado quando ele determina alguma coisa vale para todos, então se você fica fora da política você na verdade sofre as determinações que valem para todos e não influem nelas. Por isso é fundamental que as pessoas entendam e façam política.
Cursos de formação com palestras e debates sobre assuntos que são de extrema importância para a comunidade, a política também pode ser feita de diversas formas, não somente em Brasília com os deputados, os Vereadores formando as Leis, mais também com pequenos grupos que vão se unindo e se formando grandes grupos, esses grupos bem organizados com em ideal formado pode chegar bastante a frente, ir bem longe.
Fazer política na área educacional é disputar a visão com nossos alunos, permitir um olhar mais crítico e mais amplo sobre a realidade da escola, entendendo que, a escola nunca pode ser analisada dissociada da realidade política e social em geral, porque educar numa perspectiva crítica, talvez, signifique essencialmente isso, essa disputa pela consciência das novas gerações e essas novas gerações elas são gestadas em diferentes espaços sociais, mais a escola não pode abrir mão do seu papel.
“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio que dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.” Bertolt Brecht
Democracia é soberania popular enquanto, os setores populares e a população não puder fazer valer seus interesses mesmo que estejam votando regularmente mesmo que esta participando de eleições periódicas não está havendo verdadeira democracia, um dos instrumentos que tem sido criado para permitir isso são os grupos de acompanhamento do legislativo, pelos quais a população pode acompanhar a atuação dos vereadores pode acompanhar as atuações dos deputados e fiscalizar sua atuação, com isso vão fazer valer os seus interesses, isso é política.
O povo tem que ser constantemente empoderado (estar no poder) e que os representantes do povo não detenham o mandato, quem detém o mandato é o povo, os representantes do povo são prestadores de serviço e ao povo deve sempre estar prestando contas, isso deve ser feito através da recepção das demandas levadas pelo movimentos sociais.
A democracia direta, fortalecendo instrumentos como o referendo e o plebiscito sobre as grandes questões nacionais: como a reforma agrária, dívida pública, o pagamento de juros da dívida que sangra esse país e assim por diante.
Para acabar de vez por todas com o vício das eleições e com a manipulação do poder econômico e o financiamento público exclusivo de campanha, porque o financiamento privado e aquele que patrocina, coloca argolas no pescoço de governantes de parlamentares e até do poder judiciário.
Neste modelo de campanha, onde o que pesa é o dinheiro, a disputa passa a ser então, para quem tem mais grana, deixa de ser para quem tem o melhor projeto político, a melhor discussão, a melhor representatividade, a melhor interlocução perante seus representados, a sociedade em geral.
Jornais convencionais, televisões e as rádios são empresas, pertencendo rotineiramente a certos grupos econômicos, obviamente que o interesse deles é preservar a acumulação, manter a exclusão e a parcela esmagadora da população que é excluída, é preciso que ela se mobilize que se organize e crie seus próprios instrumentos de informação, hoje percebemos um empenho muito grande com o objetivo de desiludir a população no relativo à atividade política, quanto mais desiludida mais distante, quanto mais distante menor é a influência.
Muitas vezes, os jovens estão cansados da política, porque pensam na política institucional, porque abrem o jornal e vêem: castelo por um lado e desvio de dinheiro público de licitações por outro e entende isso como política, o mais importante é compreender que política é tudo, quando nossos não consegue uma vaga na universidade, não conseguem um emprego decente com direitos sociais, quando não tem espaço para produzir e desenvolver nossa cultura, portanto é necessário que os jovens façam política, façam política com sua cara com sua rebeldia, com sua contestação inclusive para transformar a sociedade que a gente vive, para transformar essa velha política em uma política que de fato responda as necessidades das demandas sociais.
Apesar da aparente DECRIPITUDE das instituições políticas, não esmoreça, não perca a fé, fique atento, observe, contamine as pessoas que estão em volta de você de uma real possibilidade de mudança.
Atenção, observação no seu bairro, na sua esquina, seja “A MUDANÇA QUE VOCÊ QUER NO MUNDO” Marathi Magandi
“CIDADÃO NÃO É AQUELE QUE VIVE EM SOCIEDADE
É AQUELE QUE A TRANSFORMA.” Augusto Boal.(1939-2009)
“O RESGATE DA POLÍTICA” – Resumo do projeto piloto do filme apresentado em janeiro de 2009 no Fórum Social Mundial de 2.009. realizado por: Ivan Valente, Chico Alencar, Marcelo Freixo, Eliomar e Fernanda Melcionna participação especial do ator Chico Diaz.
Finalizo deixando uma passagem de Paulo Freire, Diálogo e construção coletiva no pensamento. (Ivan Valente, Paulo Freire vive! Hoje, Dez anos depois….)
Uma característica do pensar e do agir, da maneira de se relacionar e aprender em Paulo Freire, diz respeito à forma com ele vê o outro. O aprender a ouvir, a valorização dos saberes que vêm da experiência e da cultura popular, a abertura para o diálogo com os diferentes e com os adversários para melhor apreender os antagonismos, são características essenciais do projeto educativo de Paulo Freire. O combate ao autoritarismo nas relações humanas e sociais e a corajosa crítica que faz ao sectarismo muito presente na vida e na política, com suas certezas sectárias excludentes de possibilidades de outras certezas, negadoras de dúvidas e o seu apelo à tolerância são outras marcas que vão dar consistência às ações de quem acredita no caráter coletivo do projeto educativo.
Diz, Paulo Freire em Extensão ou Comunicação? Que: “ser dialógico, para o humanismo verdadeiro, não é dizer-se descomprometidamente dialógico; é vivenciar o diálogo. Ser dialógico é não invadir, é não manipular, é não sloganizar. Ser dialógico é empenhar-se na transformação constante da realidade” Freire trabalha de forma excepcional o caráter social da aprendizagem. Combate com rigor a idéia o professor como transferidor de conhecimento, trata a educação como um ato político e ressalta a “DIFERENÇA ENTRE O FALAR COM ALGUÉM E O FALAR PARA ALGUÉM”.
“Uma das questões centrais com que temos de lidar é a promoção de posturas rebeldes em posturas revolucionárias que nos engajam no processo radical de transformação do mundo. A rebeldia é o ponto de partida indispensável, é deflagração da justa ira, mas não é suficiente. A rebeldia enquanto denúncia precisa se alongar até uma posição mais radical e crítica, a revolucionária, fundamentalmente anunciadora. A mudança do mundo implica a dialetização entre a denúncia da situação desumanizante e o anúncio de sua superação; no fundo, o nosso sonho.” (Paulo Freire)

