Os últimos dias foram muito agitados em Francisco Morato. Desde sexta-feira à tarde, 02 de outubro, quando pipocaram as primeiras mensagens sobre a possível cassação do prefeito Zezinho Bressane por crime eleitoral.
A partir de então, começaram a surgir muitas especulações sobre o que de fato ocorreu e ocorreria. Só depois ficamos “sabendo” (sempre com restrições às informações e, ainda, parciais) que se tratava à prestação de contas da campanha eleitoral de 2008. Parece que uma igreja fez uma doação à campanha do então candidato do PT, Zezinho Bressane, e que essa doação não foi declarada à justiça eleitoral, ou seja, tentaram colocá-la no famigerado “caixa 2 de campanha” ou foram incompetentes na prestação de contas mesmo (o que não é de se duvidar). Pelas informações que foram ventiladas, o prazo para defesa e decisões judiciais é de cinco dias corridos, ou seja, terça-feira, 06 de outubro.
A notícia da cassação veio por volta das 16h da sexta-feira e logo depois, às 17h, parece que a turma da ex-prefeita, Andréa Pelizzari, já organizava uma festinha de comemoração e às 17h30 procurava um grupo de pagode para animar o evento que rolou a noite. Atitude, no mínimo, infeliz e/ou que mostra o caráter umbigueiro de tal grupo. Já ontem, 06 de outubro, também parece que pela manhã e ao longo do dia, próximo à prefeitura, soltaram muitos rojões, brindaram no gabinete, mas agora era a turma do prefeito Zezinho Bressane porque este havia se livrado e se safado neste processo ou responderia no cargo (pra alguns é um grande motivo pra comemorar). Pelo menos por mais três meses que é o tempo da liminar vangloriada pelos correligionários do “companheiro Zezinho”.
Agora ficam muitas dúvidas na população moratense: o que de fato ocorreu? Qual era o real problema em que nosso ilustre prefeito estava envolvido novamente? Será que o Zezinho Bressane será cassado pela segunda vez (já que em sua primeira passagem como prefeito ele também foi cassado, mas se manteve no cargo através de liminar)? Talvez, como muitas outras coisas, nunca saibamos, de fato, dos acontecimentos com imparcialidade.
As dúvidas moratenses continuam: Em caso real de cassação, quem assumiria? Haverá nova eleição ou tudo será resolvido numa saga jurídica? Tudo isso causa muito furor, mas são questões menos relevantes. Pois o que realmente importa é que o povo moratense não tem nada pra comemorar. Ao contrário, só tem a lamentar, já que os moratenses e a cidade perdem e sofrem muito com isso porque estão alheios à briga por poder, simplesmente, que ocorre entre esse grupo rachado (era um só grupo que, por ganância e ânsia por poder, virou dois). Os moratenses apenas queriam fazer valer os seus direitos e ter uma justificativa dos seus impostos recolhidos, queriam que os serviços públicos funcionassem, que esta cidade fosse mais humana e decente, que pudessem viver aqui com qualidade, dignidade e respeito e não que só fossem expostos à dor e ao sofrimento da dureza moratense.
Esta gestão atual já está comprometida, não só pela sua incapacidade para resolver problemas e por sua visível incompetência e falta de vontade política, mas também pelos impedimentos jurídicos, mesmo que temporários, e o povo fica só esperando e vendo seus anseios escorrerem pelo ralo (esta é a única certeza deste texto) neste imenso e inacabado esgoto moratense, onde Zezinho Bressane (PT) e Andréa Pelizzari (PSDB) se degladiam.
Por Professor Daniel Perez
