Boicote da imprensa aos Partidos Políticos de Esquerda no Brasil
Dimitri Barros Guandalim*
Olá Companheiros,
O debate que foi exibido pela TV Bandeirantes, no dia 5 de agosto, resultou em alguns questionamentos. Com exceção do PSOL, o único partido de esquerda que teve participação (mesmo que reduzida) no debate, muito se pergunta: onde estão os outros setores da esquerda brasileira?
Este artigo se dedica a revelar uma farsa, um boicote promovido pelos meios de (des)informação de massa aos partidos políticos de esquerda, com o intuito de impedir que o povo conheça projetos políticos alternativos para o país, e tudo é orquestrado em proveito da continuidade da dominação de classe burguesa, opressão e exploração capitalista.
Entretanto, se de fato houve o mencionado boicote aos partidos de esquerda, como o PSOL pôde ser chamado a debater publicamente? Sobre essa questão, cabe um apontamento: desde o começo do ano de 2010, os deputados federais do PSOL têm denunciado a atitude da imprensa brasileira, que não os inseria no debate eleitoral; por seu lado, a imprensa retrucava dizendo que o PSOL e diversos outros partidos não apresentavam chances reais de ganhar as eleições, e isso justificaria sua falta de atenção e divulgação. Mas, cabe à imprensa esse tipo de julgamento? A função da imprensa (idealmente) não é priorizar a pluralidade, abrir espaços para todos os tipos de tendência e pensamento político e social presentes no país?
Esses argumentos evidenciam a falta de democracia nas instituições de imprensa brasileiras, que se concentram em posse de algumas empresas e grupos econômicos com interesses específicos, interessados em manter somente seus lucros e privilégios, e não raro firmam parceria com os oligopólios internacionais. Esses grupos demonstram claramente a quais interesses servem, evidenciando assim que o controle da informação é o meio mais eficaz de dominação contemporânea.
Para uma democratização do país, deve-se quebrar imediatamente os monopólios horizontais e verticais das empresas responsáveis pela imprensa, e, com isso, abrir um espaço democrático e politizador em favor das discussões pertinentes aos interesses do povo brasileiro.
Felizmente, o PSOL dispunha de representantes parlamentares que puderam realizar as denúncias, mas e o caso de outros partidos, igualmente boicotados e sem parlamentares para denunciar? Esse foi o caso de partidos de esquerda como o PSTU, PCB, PCO; os três também possuem candidato à Presidência da República, com projetos e programas progressistas para o país.
Assim, como militantes de esquerda, é fundamental denunciar essa farsa e, num primeiro momento, se engajar nas campanhas que exigem a participação imediata de outros candidatos, como Rui Pimenta (PCO), Zé Maria (PSTU) e Ivo Tonet (PCB) nos debates exibidos pela televisão. Vamos nos mobilizar!
*Graduando em Ciências Sociais pela UNESP e militante do PSOL






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