Candidato ao senado pelo PSOL visita obras abandonadas na Baixada Santista

Obras construídas com o dinheiro do FGTS estão abandonas em São Vicente

Na quarta-feira, dia 25, o candidato do PSOL ao Senado, Marcelo Henrique, esteve visitando os conjuntos habitacionais Penedo e Primavera, que ficam localizados no bairro Jóquei Clube, município de São Vicente. Acompanhado pelo candidato do partido ao cargo de deputado estadual Careca Neles, pelos candidatos a deputados federais Adilson Rodrigues, Sergio Cabeça, Nobel Soares de Oliveira e Jasper, além do presidente do diretório regional, Erivaldo Rodrigues, ele visitou os apartamentos que estão abandonados desde 2004 no local.

São 500 apartamentos que foram construídos dentro do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) da Caixa Econômica Federal (CEF) com dinheiro saído do FGTS.  Ao todo 448 famílias que hoje moram em palafitas no bairro México 70 seriam beneficiadas pela construção. No entanto, desde 2004 as obras estão paralisadas por conta da falência da construtora responsável.

“Isso é um absurdo, imaginar que milhares de famílias não têm onde morar e que um complexo de prédios como esse está abandonado com entulho da prefeitura, ao lado do centro de São Vicente”, disse o candidato Marcelo Henrique. “Estamos em pleno período eleitoral, muitos candidatos da cidade estão aí tentando reeleição, inclusive o ex-prefeito. Não é possível que durante esses cinco anos não pudessem ter feito nada para garantir a entrega dessas moradias às famílias”, afirmou.

Em julho deste ano, o PSOL de São Vicente entrou com uma representação junto ao Ministério Público (MP) da região para pedir esclarecimentos sobre o abandono da obra. De acordo com o presidente do diretório do partido em São Vicente “os conjuntos são o entulho mais caro do Brasil”. A denúncia inclui o mau uso do dinheiro público – ao todo foram gastos R$ 12 milhões em recursos do FGTS – e também chama à responsabilização tanto a prefeitura local quanto a empresa que presta serviços de segurança, uma vez que desde a paralisação das obras, os prédios foram totalmente saqueados: não há portas, janelas e até mesmo os pisos foram arrancados.

No local, além da precariedade dos prédios foi encontrada também uma quantidade enorme de entulhos e lixo, que segundo os moradores do entorno, são despejados pela própria prefeitura. Outro problema diz respeito à infraestrutura da construção. Os prédios foram construídos em área de mangue ao lado do córrego Saquaré – que se encontra poluído por esgotamento sanitário despejado no local. Com as chuvas, a região costuma alagar e os andares térreos apresentam marcas de inundação, o que não permite dizer, de início, se a estrutura é confiável para realização apenas de uma reforma.

Marcelo Henrique visita obras acompanhado de candidatos do partido na região

Em entrevista ao jornal A Tribuna da região, o secretário de Habitação do município, Alfredo Martins, afirmou que a prefeitura não tem qualquer controle sobre as obras, já que essas estão sob responsabilidade da Caixa. Após as denúncias, a Caixa teria aberto licitação (em andamento) para retomar a construção, que terá duração de 15 meses, para que as famílias possam enfim, entrar em suas casas.

São 500 apartamentos abandonados desde 2004 quando obras foram interrompidas

“Nós do PSOL, por meio do nosso diretório municipal vamos ficar de olho. Queremos saber os próximos passos dessa obra e vamos acompanhar o andamento de perto. Mas ainda não descartamos a possibilidade de uma Ação Civil Pública, que questione, sobretudo, o Estado, pelo abandono das obras, e, por conseguinte, pelo abandono de milhares de famílias que seriam beneficiadas com elas”, conclui o presidente do diretório.

Veja abaixo outras fotos da visita.

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2 comments to Candidato ao senado pelo PSOL visita obras abandonadas na Baixada Santista

  • Gilberto França

    É impressionante como o há desperdício de dinheiro público, FGTS é ainda pior, dinheiro do trabalhador. Contribuintes que não sabem, desconhecem de onde vem o dinheiro para a construção de moradias populares. Outro problema é a forma como as mesmas habitações são distribuídas.

    Inclua na sua proposta um plano de renda mínima para idosos que tem mais de 60 anos. Esses não conseguem emprego, vivem doentes e na maioria das vezes não têm nenhuma renda. Muitos viram moradores de ruas, sem contar que muitos são migrantes de outros estados, sem escolaridade, conhecimentos, pagam aluguel e trabalharam de forma informal a vida inteira.

    Descartá-los, discriminá-los é um grande erro. Quantas empregadas domésticas vivem nesta situação em São Paulo? Não conseguem emprego por causa da idade e não recebem nada dos governos, mas trabalharam a vida inteira.

    • Marcelo Henrique

      Caro Gilberto, agradeço sua participação aqui em nossa site. Você levanta uma questão muito importante em relação aos nossos cidadãos mais idosos, que trabalharam a vida inteira e não conseguem sobreviver após os 60 anos. Vamos sim levar sua sugestão em consideração. Obrigado e vamos em frente!!! Marcelo Henrique

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