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1. Qual a importância do Jovem na política de Jundiaí?

 

Pensar a cidade que queremos, requer pensar a promoção de políticas públicas voltada para as questões sociais, e nesse sentido, a juventude tem um papel fundamental na efetivação de tais políticas. Pois é a juventude detentora do mais belo sentimento que o ser humano possa vir a ter, a coragem da mudança, sem medo do novo e do diferente, é justamente a juventude quem traduz os anseios e desejos de uma nova cidade verdadeiramente pronta para receber e acolher  todo mundo respeitando a adversidade de cada individuo.

 

A juventude de Jundiaí, em um passado muito recente já desmonstrou e vem demonstrando a garra na luta da construção de uma Outra Jundiaí.

 

Cabe a nós dirigente Partidário e dirigentes de Movimentos Social, Popular, Religioso e Sindical, acolher essa juventude tão guerreira e tão aguerrida.

 

2. O psol é um partido jovem e como é sua relação com a juventude?

 

É engraçado responder essa questão, tendo em vista que minha militância Política: Partidária, Social, Popular, Religiosa e Sindical, teve inicio, quando eu ainda tinha os meus 11 anos. Não vejo a minha luta sem pensar ou sem fazer o recorte nas questões da Juventude, seja em qual área for.

 

Por acreditar que é justamente a juventude, com sua alegria, sua rebeldia, sua coragem, sua irreverência, quem vai realizar a tarefa de construir um mundo justo solidário, fraterno, sem nenhum tipo de racismo, preconceitos e todas as formas correlatas de intolerância, é que minha relação com a juventude, cada vez mais vem se estreitando diante de uma realidade onde a juventude vem perdendo o seu espaço nessa sociedade que tolhe e  cerceia os direitos da juventude.

 

As relações são fortalecidas com a verdade, com a sinceridade e com a transparência, nesse sentido, a minha relação com a juventude, mesmo com o passar do tempo, essa relação só fez se estreitar, pois continuo cada vez mais próximo das lutas, anseios e desejos da juventude, e essa minha aproximação faz com que nossas relações se fortaleçam ainda mais.

 

3. Qual a política publica que o PSOL defende para nossa juventude?

 

Pensar políticas públicas para juventude, requer reconhecer que a própria juventude tem as suas propostas especificas e transversais  para a construção de uma outra Jundiaí. Para tanto se faz necessário, a criação imediata da Secretária Municipal da Juventude, onde possam pensar ações concretas para o seguimento.

 

A juventude é altamente atingida por altos índices de desemprego e sempre são vitimas de violência e da ação do tráfico de drogas, daí necessidade de desenvolvimento de políticas próprias e/ou transversais (saúde, educação, emprego, cultura, esportes, lazer, transporte público com tarifa zero, mobilidade urbana) para a Juventude.

 

 

4. Você acredita que o jovem é o futuro do nosso país? E como este futuro pode ser melhor?

 

Nunca gostei da frase: “JOVEM É O FUTURO DO PAÍS”, pelo simples fato de acharem que a juventude, só pode ficar discutindo assuntos específicos da própria juventude (movimento estudantil e passe livre).

 

Se a Juventude é o futuro do País, a juventude não quer mais discutir o trivial, o arroz com feijão, a juventude quer muito mais, não só porque acreditam no futuro, mas também porque vivem esse presente tão desigual e faminto, sem direitos e cheios de deveres.

 

Esse País não esta fácil de conquistar e muito menos de construir, mas  a juventude sabe que, como  num parto, ele nasce de revolução, tingido de sangue e de dor, mas também sabe  que mais vale a dor da luz em nossos olhos do que o gosto amargo dessa escuridão que hoje nos aborta.

 

É preciso questionar o que parece estar a salvo de qualquer tipo de questionamento, questionar o sistema que cerceia e tolhe, através de um poder mesquinho, ganancioso, arrogante, corrupto, a vida da juventude e que manten sob controle as atitudes, emoções e comportamentos, disseminando tabus e preconceitos no meio da juventude.

 

O que é bonito na juventude é a rebeldia, o sentido do novo, não a cega obediência. É a recusa ao péssimo. A vontade de lutar por ampliar o território da sua liberdade. E de afirmar um modo de falar, de vestir, de sentir, de amar. De expressar na prática os seus sonhos.

 

Esse mundo pode ser melhor se construirmos outro mundo possível, um mundo desobstruído, radicalmente justo e democrático, construído por seres humanos plurais – com suas paixões, seus desejos, suas grandezas e suas imperfeições. Um mundo onde os indivíduos possam viver os vários sentidos da vida: vida para si e para os outros, para o trabalho e o lazer, para a cidadania e a contemplação, para a criação cientifica, a arte e os prazeres, para o desenvolvimento produtivo, os jogos e as festas, para a satisfação das necessidades materiais, junto com a espiritualidade e o sonho. Nesta busca, nossos valores morais devem ser a parte visível do futuro que fazemos, o mais é esperança e ousadia.

 

Vanderlei Victorino B A

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