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	<title>PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE</title>
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	<description>Diretório Estadual de São Paulo</description>
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		<title>METROVI&#193;RIOS MANT&#202;M GREVE EM DIVERSAS CAPITAIS E S&#195;O PAULO TAMB&#201;M J&#193; AGENDA PARALISA&#199;&#195;O</title>
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		<pubDate>Sat, 19 May 2012 15:39:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>kakaquimi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[METROVIÁRIOS MANTÊM GREVE EM DIVERSAS CAPITAIS E SÃO PAULO TAMBÉM JÁ AGENDA PARALISAÇÃO]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Por: INTERSINDICAL Alexandre Maciel Jornalismo PUC-SP Desde a última segunda-feira (14) trabalhadores e trabalhadoras do Metrô de cinco capitais estão em greve por aumento salarial. Em Belo Horizonte, João Pessoa, Natal, Recife e Maceió as companheiras e companheiros cruzaram os braços para reivindicar reajuste salarial e adicional noturno de 50%, plano [...] [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Flash Video Resizer 1.4 : pixel --><p align="justify">&#160;</p>
<p align="justify"><strong>Por: <a href="http://www.intersindical.inf.br/">INTERSINDICAL</a> </strong></p>
<p><b>Alexandre Maciel      <br /></b>Jornalismo PUC-SP</p>
<p align="justify"><a class="thickbox" href="http://psol50sp.org.br/files/2012/05/greve-dos-metroviarios.jpg"><img style="border-right-width: 0px;margin: 0px 5px 0px 0px;padding-left: 0px;padding-right: 0px;float: left;border-top-width: 0px;border-bottom-width: 0px;border-left-width: 0px;padding-top: 0px" border="0" alt="greve dos metroviarios" align="left" src="http://psol50sp.org.br/files/2012/05/greve-dos-metroviarios_thumb.jpg" width="233" height="224" /></a>Desde a última segunda-feira (14) trabalhadores e trabalhadoras do Metrô de cinco capitais estão em greve por aumento salarial. Em Belo Horizonte, João Pessoa, Natal, Recife e Maceió as companheiras e companheiros cruzaram os braços para reivindicar reajuste salarial e adicional noturno de 50%, plano de saúde integral, participação nos lucros e resultados. A paralisação é por tempo indeterminado.</p>
<p align="justify">Em São Paulo a situação não é diferente, reunidos em assembleia nesta quarta-feira (16), os metroviários decidiram somar às paralisações a partir da meia noite de quarta-feira (23). Segundo Paulo Pasin, presidente da Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro), a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU)* propôs apenas reajuste salarial de 4,15%, que significa um aumento real de 0,50%; reajuste de 4,15% para o vale-refeição, alimentação e auxílio-creche. Como se não bastasse nada projetou quanto à outras reivindicações importantes como equiparação salarial; plano de saúde acessível para os aposentados; 36 horas semanais; e reintegração de todos os demitidos em 2007. Todas as propostas foram rejeitadas pela categoria.</p>
<p align="justify">Os metroviários reclamam reajuste salarial de 5,13% – 14,99% de aumento real –, VA de R$ 280,45 e para o VR, reajuste de 23,44%. Também não abrem mão dos itens supracitados que ficaram sem proposta da CBTU.</p>
<p align="justify">A próxima assembleia será no dia 22 de maio (terça-feira), a partir das 18h30.</p>
<p align="justify">*A CBTU é uma companhia ligada ao Ministério das Cidades e tem como ministro Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que assumiu o cargo em fevereiro deste ano e, segundo a <i><u><a href="http://exame.abril.com.br/economia/politica/noticias/aguinaldo-ribeiro-o-novato-ministro-das-cidades">Revista Exame</a></u></i>, já iniciou no cargo – a convite da Presidenta Dilma Rousseff – sob suspeita. Segundo a revista, em 2006, Ribeiro foi acusado de improbidade administrativa, por conta de irregularidades em dispensa de licitação e na execução de despesas.</p>
<p align="justify"><b></b></p>
<p align="justify"><b>SOBRE A COLISÃO DOS TRENS NA QUARTA-FEIRA (16)</b></p>
<p align="justify">Por volta das 9h30 desta quarta-feira (16), dois trens da linha-3 vermelha, que faziam o trajeto Barra Funda &#8211; Corinthians Itaquera, colidiram entre as estações Carrão e Penha. Segundo nota da Secretaria Municipal de Saúde, 103 pessoas foram atendidas, feridas ou passando mal.</p>
<p align="justify">O Sindicato dos Metroviários de São Paulo publicou uma nota, em relação ao acidente, em que relembram o quanto o sindicato já vinha alertando sobre a falta de segurança nos trens do Metrô de São Paulo e recorrem à matéria que o jornalista Luis Carlos Azenha publicou em seu blogue, em 15 de março deste ano. Há exatos dois meses antes do acontecido.</p>
<p align="justify">Na reportagem, Azenha escreve sobre a situação de superlotação e o quão o Brasil está atrasado em número de linhas de Metrô. Como resultado, panes, trens superlotados e, consequentemente, falta de segurança. Leia a matéria <u><a href="http://www.metroviarios.org.br/site/index.php?option=com_content&amp;Itemid=&amp;task=view&amp;id=1069">clicando aqui.</a></u></p>
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		<title>Debate: escola pública e sociedade</title>
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		<pubDate>Sat, 19 May 2012 02:14:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcio.bento</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[O núcleo São Judas do PSOL convida para mais um debate sobre a escola pública, será na sede do PSOL SP no dia 02/06/12, sábado, às 15:30hs. A sede estadual do PSOL fica na Rua Dr. José Queiroz Aranha, 342 – Vila Mariana – Próximo ao metrô Ana Rosa Participe!  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Flash Video Resizer 1.4 : pixel --><p>O núcleo São Judas do PSOL convida para mais um debate sobre a escola pública, será na sede do PSOL SP no dia 02/06/12, sábado, às 15:30hs.</p>
<p>A sede estadual do PSOL fica na Rua Dr. José Queiroz Aranha, 342 – Vila Mariana – Próximo ao metrô Ana Rosa</p>
<p>Participe!</p>
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		<title>Randolfe: “Quero contribuir para que o PSOL seja um grande partido de esquerda”</title>
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		<pubDate>Sat, 19 May 2012 01:57:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcio.bento</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CPI]]></category>
		<category><![CDATA[Debate]]></category>
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		<category><![CDATA[socialista]]></category>

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		<description><![CDATA[Em entrevista a Aderbal Filho, em Santa Catarina, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), um dos expoentes da CPI do Cachoeira, reforça que trabalha para consolidar a imagem do partido como uma força esquerdista no país. Eleito pelo Amapá, Randolfe Rodrigues (PSOL), o mais jovem senador do Brasil, foi uma das maiores surpresas das eleições de 2010. [...] [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Flash Video Resizer 1.4 : pixel --><p>Em entrevista a <strong>Aderbal Filho</strong>, em Santa Catarina, o senador <strong>Randolfe Rodrigues (PSOL-AP),</strong> um dos expoentes da CPI do Cachoeira, reforça que trabalha para consolidar a imagem do partido como uma força esquerdista no país.</p>
<div>
<p>Eleito pelo Amapá, Randolfe Rodrigues (PSOL), o mais jovem senador do Brasil, foi uma das maiores surpresas das eleições de 2010. E mostrou para que veio já no início de seu mandato, ao lançar-se como candidato a presidente do Senado e contrapor-se programaticamente às candidaturas dos grandes partidos e seus acordos.</p>
<p>Sua ferrenha oposição ao novo Código Florestal, sua intervenção na CPI do ECAD, e mais recentemente, sua postura na CPMI do Cachoeira, vêm assegurando ao agora astro solitário do PSOL no Senado posição de destaque no cenário político brasileiro.</p>
<p>Apesar da projeção já alcançada, da postura equilibrada e fala mansa, Randolfe não tem sangue de barata ao responder aos seus críticos interna e externamente ao PSOL.</p>
<p>Recentemente, em declaração à imprensa, tachou de fascistas os argumentos que o acusam maldosamente de favorecer a instalação de uma base militar dos EUA no Amapá.</p>
<p>No dia 11 de maio, após cumprir agenda de visita à reitora da Universidade Federal de Santa Catarina recém empossada, Roselane Neckel,  Randolfe concedeu entrevista onde esclarece algumas declarações polêmicas que estremeceram as bases de seu partido e fala das perspectivas do PSOL para as eleições municipais de 2012. “O PSOL é o meu projeto”, sentencia, prevendo que a legenda tem vocação para ser um grande partido de esquerda no Brasil. Confira a íntegra da entrevista a seguir.</p>
<p>*Recentemente uma nota na Folha de São Paulo insinuava que você poderia desembarcar do PSOL, agitando as bases do partido. Isto é real?*</p>
<p>*Randolfe Rodrigues* – O meu projeto é o PSOL! Não vejo alternativa político-partidária de esquerda mais conseqüente no cenário brasileiro. O que às vezes me deixa triste é o clima de dificuldades, de resistências, de autofagia interna no PSOL. Parece que há uma vontade de destruir principalmente as lideranças políticas do partido. Esta nota na Folha surgiu de um questionamento sobre o que eu faria caso o PSOL me excluísse. Este quadro não existe e a direção do partido não cogita isso.</p>
<p>*Mas é recorrente em setores da militância o questionamento dos seus compromissos com o PSOL…*</p>
<p>*RR* – O PSOL é uma alternativa de construção de um campo de esquerda e que passa a ser identificado com bandeiras históricas que outrora o PT – que até meados dos anos 90 foi a melhor experiência política dos oprimidos no Brasil – defendeu. O PSOL tem que estar preparado para ser um partido grande, um partido de esquerda, democrático e de massas, não um partido estreito, de corporações, ou que dialogue apenas consigo mesmo.</p>
<p>Eu sempre defendi que é preciso firmeza nos princípios e flexibilidade na tática. Acho que muitas críticas que fazem a minha pessoa e a supostas alianças não correspondem. Disputei a presidência do Senado contra o Sarney, com um programa de mudanças nas práticas parlamentares.</p>
<p>O Código Florestal que beneficiaria o agronegócio e os grandes latifúndios só não foi aprovado porque apresentei, ainda no ano passado, uma questão de ordem que atrasou a tramitação do projeto. Agora a presidente Dilma está sob pressão porque estamos próximos da Rio + 20 e espero que ela vete o projeto de código aprovado.</p>
<p>Estamos atuando fortemente para aprofundar as investigações sobre as relações da organização criminosa do senhor Carlos Cachoeira com agentes do Estado e lutando pra que a CPMI não termine em pizza. Acho que minha atuação política diz de que lado estou. Quero fazer o debate democrático e disputar os rumos do PSOL. Parafraseando o Chico Buarque, acredito que o PSOL ainda vai cumprir seu ideal, vai ser um imenso partido de esquerda no Brasil, e quero contribuir para isso.</p>
<p>*Também recentemente saiu no jornal O Globo uma afirmação sua de que existem setores fascistas no PSOL…*</p>
<p>*RR* – O jornalista que me entrevistou foi extremamente competente, destacando uma palavra que usei e que, fora do contexto, gera múltiplas interpretações. Fui perguntado se de fato eu estava defendendo a construção de uma base militar dos Estados Unidos no Amapá. Isso me irritou e declarei que quem afirma isso é fascista, pois está mentindo. Ora, uma das máximas de Josef Goebbels, ministro da propaganda nazi-fascista de Hitler, era de que uma mentira repetida várias vezes vira verdade. Eu não disse que existem setores fascistas no PSOL, eu disse que quem se utiliza da mentira é fascista. Um socialista não se utiliza da distorção da verdade como prática política. Dizer que a luta que estamos travando pela recuperação de um patrimônio histórico no Amapá é defender uma base aérea dos Estados Unidos em meu estado é uma mentira. Eu não posso acreditar que num partido socialista haja setores com práticas fascistas.</p>
<p>*O PSOL surgiu do descontentamento com os rumos do PT e incorporou militantes e setores com diferentes experiências e trajetórias políticas. E tem uma base radicalizada e muito sensível ao que sai na imprensa ou nas redes sociais. Isso pode prejudicar o seu desenvolvimento?*</p>
<p>*RR* – O PSOL surgiu numa circunstância bem diferente daquela que gerou o PT, no final dos anos 70 e início dos anos 80, quando houve o declínio da ditadura e a ascensão dos movimentos sociais, num movimento que teve seu ápice com a Constituinte de 1988. O PSOL nasce no meio de uma crise política de identidade do PT e de resistência de diversos setores. O PSOL nasce do movimento de uma senadora e de deputados que se opuseram à conversão do PT ao Capital. Mas parece que alguns esquecem, preterem, secundarizam que o PSOL nasceu fundamentalmente de uma intervenção institucional no parlamento. E me parece que alguns querem negligenciar a importância da atuação também no espaço institucional. Nós vivemos um momento histórico onde o PSOL é uma trincheira de luta e resistência dos socialistas em contraponto à lógica dominante. Mas parece que alguns acham que o PSOL nasceu para ser sempre um partido pequeno. Eu não penso assim. Eu nasci e cresci fazendo crítica. Nasci na escola da construção política coletiva. A tradição política que me forjou me ensinou que o coletivo é maior e melhor que o individual. Quero ser criticado internamente com honestidade e quero debater com companheirismo. Acho que a lógica do debate no PSOL não deve ser a de destruição de lideranças.</p>
<p>*Mas há setores do PSOL bastante susceptíveis a informações nem sempre verídicas, a reproduzi-las e que costumam criticar e cobrar bastante de seus dirigentes e parlamentares…*</p>
<p>*RR* – Há uma forte tendência à luta interna no PSOL, mas ela não pode e não deve ser maior do que a perspectiva da construção coletiva. É melhor perguntar e dialogar do que ficar reproduzindo inverdades.</p>
<p>*Parece que muitos no PSOL identificam uma dicotomia entre ação institucional e ação nos movimentos sociais. Isto pode interferir no desempenho do partido nas eleições municipais de 2012, num momento em que o partido flexibilizou sua política de alianças?*</p>
<p>*RR* – Eu acho que a dicotomia entre ação institucional e ação nos movimentos sociais é falsa, principalmente porque um mandato no parlamento ou no Executivo que não tenha lastro com os movimentos sociais não é um mandato popular e socialista. Eu entendo que a intervenção do PSOL tem que se basear no tripé luta institucional, luta social e formação política. Ou seja, na educação do povo, na luta institucional e social pela superação da opressão. Evidentemente que a intervenção na luta social e na luta institucional tem que ser feita com independência e com base num programa político de ação. Repito que defendo a firmeza de princípios e a flexibilidade na tática.</p>
<p>A flexibilização na política de alianças do PSOL não significa que possamos fazer aliança com qualquer partido e a qualquer custo. E a direção partidária terá um papel importante no acompanhamento da implementação desta resolução em todo o Brasil. Acho que em 2012 teremos a possibilidade de um desempenho eleitoral positivo do PSOL. As avaliações são de que teremos um bom potencial de disputa com o Edmilson em Belém, com o Clécio em Macapá e com o Marcelo Freixo no Rio. E acho que teremos a possibilidade de muitas e agradáveis surpresas. Aqui em Florianópolis, por exemplo, teremos a candidatura do Élson, que espero que tenha um bom desempenho. De minha parte, acho importante e quero contribuir para que o PSOL eleja o máximo possível de prefeitos e vereadores em todo o Brasil.</p>
</div>
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		<title>Contra o sucateamento do metrô e em apoio à luta da Fenametro</title>
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		<pubDate>Sat, 19 May 2012 01:24:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcio.bento</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Fenametro]]></category>
		<category><![CDATA[greve]]></category>
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		<category><![CDATA[metroviários]]></category>
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		<description><![CDATA[Pronunciamento do deputado federal Ivan Valente &#8220;Senhor Presidente, senhoras e senhores Deputados, Nesta quarta-feira, um acidente na linha 3-Vermelha do Metrô do metrô de São Paulo deixou cerca de 50 pessoas feridas. Dois trens se chocaram entre as estações Carrão e Tatuapé, na Zona Leste, devido a uma falha no sistema de operação dos trens. O Ministério [...] [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Flash Video Resizer 1.4 : pixel --><p>Pronunciamento do deputado federal Ivan Valente</p>
<p>&#8220;Senhor Presidente, senhoras e senhores Deputados,</p>
<div>
<p>Nesta quarta-feira, um acidente na linha 3-Vermelha do Metrô do metrô de São Paulo deixou cerca de 50 pessoas feridas. Dois trens se chocaram entre as estações Carrão e Tatuapé, na Zona Leste, devido a uma falha no sistema de operação dos trens. O Ministério Público já abriu inquérito para investigar o ocorrido, e um promotor criminal foi designado pela Procuradoria-Geral de Justiça para acompanhar as investigações da Polícia Civil.</p>
<p>O MP pedirá informações ao Metrô para apurar quais foram as causas do acidente, se foram adotadas as regras seguras de separação de trens, quais eram as velocidades dos trens no momento do choque, qual sistema de operação utilizado na ocasião, e se a rede de comunicação estava em funcionamento e foi utilizada. Os promotores querem saber também se o Metrô faz estudos de prevenção e segurança de acidentes e análise de riscos e se as recomendações técnicas e tecnológicas e os protocolos de segurança foram obedecidos.</p>
<p>O governador Geraldo Alckmin afirmou novamente que o metrô é seguro e que as acusações são eleitoreiras. Mas a realidade é que há tempos o sistema de transporte sobre trilhos em São Paulo vem sendo sucateado, com redução de investimentos para a garantia de condições dignas e seguras de trabalho para os metroviários. Vale destacar que o acidente desta quarta-feira só não foi maior porque ao se dar conta da iminência de um choque, o maquinista puxou a alavanca do freio de emergência e reduziu a velocidade do trem de 50 km/h em que estava para algo entre 9 km/h e 12 km/h.</p>
<p>Neste sentido, senhor Presidente, gostaria de registrar como lida a carta aberta da Federação Nacional dos Metroviários à população brasileira, na qual o movimento denuncia a situação de sucateamento da Companhia Brasileira de Trens Urbanos, que traz enormes prejuízos à população e aos trabalhadores do setor. Ou seja, os problemas aparecem em todo o país, e não são exclusivos de um ou outro governo.</p>
<p>Em diversos estados, os metroviários estão em greve em busca de melhorias nas condições de trabalho e também pela redução das tarifas em trens e metrôs. Em São Paulo, a greve será deflagrada a partir da 0h da próxima quarta-feira, dia 23.</p>
<p>Em diálogo com as centrais sindicais, a Fenametro pleiteia uma reunião com o Ministério do Trabalho, para abrir um canal de negociação. Esperamos que o novo ministro Brizola Neto receba os metroviários, para que o desenrolar da mobilização garanta os direitos dos trabalhadores e também da população usuária do transporte sobre trilhos.</p>
<p>Muito obrigado.&#8221;</p>
<p>Ivan Valente Deputado Federal PSOL/SP</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Carta Aberta à população Chega de sufoco! Mais metrô e trem! Menos tarifa!</strong></p>
<p>O sufoco que a população passa diariamente nos transportes com superlotação, tarifas altas, demora, falhas, deve-se à falta de investimento dos diversos governos (federal, estadual e municipal) no setor de transporte sobre trilhos (metrô e trem). Em todos os metrôs do Brasil a população sofre com esses problemas. Igual realidade é verificada nos trens. Os metroviários e ferroviários do Brasil estão organizando uma campanha de luta por mais investimento no setor metroferroviário para acabar com a superlotação, conseguir reduzir a tarifa, investir no aumento do quadro de funcionários para melhor atender a população e combater a terceirização e a privatização, que ajudam a acarretar sucessivas falhas.</p>
<p>Devido ao sucateamento da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) responsável pelos metrôs de Recife e Belo Horizonte e ferrovias do Bahia, Rio Grande do Norte, Alagoas e Paraíba, a população vem sofrendo com a queda de qualidade desses serviços. Para brigar por mais investimento e melhores condições de trabalho para atender a população e com a intransigência do governo federal e da empresa seremos obrigados a fazer greve para garantir a melhoria do sistema.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Governador e imprensa do DF fazem falsa acusação aos metroviários de Brasília</strong></p>
<p>Ficou comprovado que a acusação de sabotagem aos metroviários do DF não passava de calúnia, como ficou claro no inquérito policial.</p>
<p>Exigimos que o governador Agnelo Queiroz, a Rede Globo e demais veículos de imprensa e a empresa, que caluniaram os metroviários, se retratem publicamente da mesma forma na qual fizeram as acusações e pediram punições.</p>
<p>E esclarecemos para a população que os metroviários lutam constantemente para a melhoria da qualidade do sistema e que não acredite cegamente nos governos que em vez de investir para a melhoria do Metrô quer culpar aos trabalhadores que se esforçam para a boa prestação do serviço. E cuidado com a imprensa, pois por vezes prefere caluniar trabalhadores e não atacam governos que não investem o que deveriam. Os metroviários estarão sempre do lado da população.</p>
</div>
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		<title>Seminários do PSOL paulistano</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 19:49:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcio.bento</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[O Diretório Municipal do PSOL São Paulo está realizando uma série de Seminários de construção do programa de governo que o partido apresentará nas eleições municipais deste ano. Veja a programação completa e participe: http://http://psolsaopaulo.org/secoes/eleicoes-2012/  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Flash Video Resizer 1.4 : pixel --><p><a href="http://psol50sp.org.br/blog/2012/05/18/seminarios-do-psol-paulistano/saude_psolsp/" rel="attachment wp-att-11549"><img class="alignleft" style="margin: 5px" src="http://psol50sp.org.br/files/2012/05/saúde_psolsp.png" alt="" width="240" height="144" /></a>O Diretório Municipal do PSOL São Paulo está realizando uma série de Seminários de construção do programa de governo que o partido apresentará nas eleições municipais deste ano.</p>
<p>Veja a programação completa e participe: <a href="http://http://psolsaopaulo.org/secoes/eleicoes-2012/">http://http://psolsaopaulo.org/secoes/eleicoes-2012/</a></p>
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		<title>Frente Parlamentar em Defesa do Voto Aberto define estratégias</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 19:19:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcio.bento</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cassação]]></category>
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		<description><![CDATA[A Frente Parlamentar em Defesa do Voto Aberto se reuniu, na manhã desta quinta-feira 17, na Câmara dos Deputados, em Brasília, para traçar estratégias para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 349/2001, que acaba com o voto secreto no Poder Legislativo, seja incluída na pauta de votação da Câmara. No dia 30 de [...] [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Flash Video Resizer 1.4 : pixel --><p>A Frente Parlamentar em Defesa do Voto Aberto se reuniu, na manhã desta quinta-feira 17, na Câmara dos Deputados, em Brasília, para traçar estratégias para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 349/2001, que acaba com o voto secreto no Poder Legislativo, seja incluída na pauta de votação da Câmara. No dia 30 de maio, será realizado um ato na rampa do Congresso Nacional em defesa da PEC 349.</p>
<p>Os deputados disseram que não se pode mais esperar pela votação do segundo turno, somente com promessas da presidência da Câmara e de alguns líderes partidários, em um momento em que o Congresso Nacional enfrenta várias denúncias de corrupção. A PEC determina o fim do voto secreto em casos como pedidos de cassação, escolha de ministros do Tribunal de Contas da União e vetos presidenciais.</p>
<p>“Não podemos mais nos submeter as esses acordões, que ficam em promessas”, avalia o coordenador da Frente Parlamentar, deputado Ivan Valente. Para ele, é preciso pressionar e exigir a votação da PEC, aprovada em primeiro turno em 2006, por unanimidade, e parada desde então.</p>
<p>Além do ato no dia 30, na próxima semana, os parlamentares membros pretendem retomar as conversas com os líderes dos partidos e com o presidente da Câmara, Marco Maia. Os deputados vão ainda cobrar durante as sessões no plenário a votação do texto e iniciar junto à sociedade uma campanha para que a população também cobre o fim do voto secreto no Legislativo.</p>
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		<title>Veta tudo Dilma: em defesa do Código Florestal</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 19:10:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcio.bento</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O projeto que altera o Código Florestal brasileiro, votado na Câmara dos Deputados, representa a pauta máxima ruralista. A bancada apoiadora do agronegócio e defensora daqueles que cometeram crimes ambientais mostrou sua coesão e conseguiu aprovar um texto de forma entrelaçada, comprometendo todo o projeto. Por Luiz Zarref Dirigente da Via Campesina Brasil O texto está de tal [...] [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Flash Video Resizer 1.4 : pixel --><p><a href="http://psol50sp.org.br/blog/2012/05/18/veta-tudo-dilma-em-defesa-do-codigo-florestal/veta_dilma-2/" rel="attachment wp-att-11533"><img class="alignleft size-full wp-image-11533" style="margin: 5px" src="http://psol50sp.org.br/files/2012/05/veta_dilma.png" alt="" width="267" height="189" /></a>O projeto que altera o Código Florestal brasileiro, votado na Câmara dos Deputados, representa a pauta máxima ruralista. A bancada apoiadora do agronegócio e defensora daqueles que cometeram crimes ambientais mostrou sua coesão e conseguiu aprovar um texto de forma entrelaçada, comprometendo todo o projeto.</p>
<p>Por Luiz Zarref<br />
Dirigente da Via Campesina Brasil</p>
<p>O texto está de tal forma que se a presidenta Dilma Rousseff vetar partes dele, continua a mesma coisa. Exemplo: se vetar a distância mínima de floresta recuperada na beira de rios que ficou em 15 metros – atualmente é de 30m &#8211; o texto ainda fica sem nenhuma menção de recuperação nestas áreas. O turismo predatório em mangues também fica permitido, segundo o projeto.</p>
<p>Os ruralistas também aproveitaram para dificultar o processo de Reforma Agrária, com a restrição de dados governamentais para a população e até mesmo com a tentativa de anular as áreas improdutivas por desrespeito ao meio ambiente, tal como manda a constituição.</p>
<p>O pousio, ou seja, o descanso que se dá a terra cultivada, ficou sem qualquer restrição de tempo e de técnica. Isso acaba com o conceito de área improdutiva. O texto viabiliza as áreas que estavam paradas desde a década de 1990 com regeneração de florestas. São 40 milhões de hectares nesta situação.</p>
<p>Além disso, os ruralistas fragilizaram o Cadastro Ambiental Rural, de forma que a população não tenha acesso aos dados, escondendo todos aqueles que cometem crimes ambientais e ferindo o princípio da transparência governamental para a sociedade.</p>
<p>A presidenta Dilma tem até a semana que vem para anunciar seus vetos, mas movimentos sociais e organizações ambientalistas já estão mobilizados para que a presidente derrube integralmente o projeto que saiu do Congresso Nacional.</p>
<p>A presidenta tem nas mãos ainda vasto apoio de parlamentares, organizações camponesas, sindicatos, sociedades científicas, entidades da igreja pelo veto global.</p>
<p>O papel dos setores progressistas é fazer pressão, enfrentar ideologicamente os ruralistas e criar um clima para que a presidenta Dilma faça o veto completo desse projeto. O meio ambiente e a Reforma Agrária estão seriamente comprometidos com esse texto que sai do Congresso Nacional.</p>
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		<title>Procuradoria Geral da República dá parecer favorável a ação do PSOL que determina regulamentação da mídia</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 01:28:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcio.bento</dc:creator>
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		<category><![CDATA[mídia]]></category>
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		<description><![CDATA[Em novembro de 2010, a partir de ação elaborada pelo professor Fábio Konder Comparato, o PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) ingressou no Supremo Tribunal Federal com uma Ação de Insconstitucionalidade por Omissão (ADO), visando a regulamentação de artigos da Constituição Federal relativos à Comunicação. Entre eles, o artigo 220, que proíbe o monopólio e o [...] [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Flash Video Resizer 1.4 : pixel --><p>Em novembro de 2010, a partir de ação elaborada pelo professor Fábio Konder Comparato, o PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) ingressou no Supremo Tribunal Federal com uma Ação de Insconstitucionalidade por Omissão (ADO), visando a regulamentação de artigos da Constituição Federal relativos à Comunicação. Entre eles, o artigo 220, que proíbe o monopólio e o oligopólio nas comunicações e que diz que cabe ao Estado estabelecer os meios legais para garantir a defesa de programas ou propagandas nocivas à saúde e ao meio ambiente; o artigo 221, que define as finalidades da programação de rádio e TV; e o artigo 5o, em sua previsão sobre o direito de resposta. Segundo a ação, mais de 20 anos depois da promulgação da Constituição, o fato de o Congresso ainda não ter cumprido seu dever de regulamentar estes artigos resultaria em prejuízos consideráveis para a democracia brasileira.</p>
<p>No final de abril, a Procuradoria Geral da República finalmente emitiu seu parecer sobre o caso. Num texto assinado pela vice-Procuradora Geral da República, Deborah Duprat, e aprovado pelo Procurador Geral Roberto Gurgel, o órgão máximo do Ministério Público se pronunciou favoravelmente à ação. A PGR entende que há a necessidade de disciplina legal da vedação ao monopólio e oligopólio dos meios de comunicação, assim como uma atuação promocional do Estado na democratização dos meios de comunicação – em referência às finalidades da programação de rádio e TV previstas no artigo 221.</p>
<p>O parecer também  acredita que há demora excessiva do Congresso Nacional na disciplina do direito de resposta, sem regulação específica desde que o STF declarou revogada a Lei de Imprensa. E conclui admitindo a possibilidade de o Judiciário estabelecer um prazo para que as leis que regulamentam esses as artigos da Constituição sejam finalmente aprovadas.</p>
<p>Antes da Procuradoria Geral da República, tanto o Congresso Nacional quanto a Advocacia Geral da União (AGU) já haviam emitido suas opiniões sobre a ADO. Em seus pareceres, por diferentes razões, manifestaram ao Supremo desacordo com a ação.  O presidente do Senado, José Sarney (PMDB/AP), por exemplo, disse que não há omissão inconstitucional do Congresso na efetivação do que determina a Constituição para os meios de comunicação. O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT/RS), alegou que já existem projetos de lei em tramitação tratando dos artigos constitucionais em questão.</p>
<p>Já a AGU, que representa o governo federal junto ao Judiciário, disse, por um lado, que  o direito de resposta e a proibição de monopólio e oligopólio não dependem de regulamentação, já que a Constituição lhes garantiria “eficácia plena e aplicabilidade imediata”. Por outro lado, em relação aos artigos 220 e 221, a AGU acredita que leis como o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Código de Defesa do Consumidor e a lei do V-Chip, mecanismo que permite o bloqueio de canais nos aparelhos de TV, já seriam suficientes. Assim como o Conselho de Comunicação Social (CCS), órgão auxiliar do Congresso que teria a função de se pronunciar sobre assuntos da comunicação em tramitação no Parlamento brasileiro. A AGU não considerou, no entanto, que o CCS está sem funcionar desde 2006, quando venceram os mandatos de seus membros e a mesa diretora do Senado não nomeou novos integrantes.</p>
<p><strong>Regulação e democracia</strong></p>
<p>Antes de analisar ponto a ponto os pedidos descritos na ADO número 10, a vice-Procuradora Geral da República, Deborah Duprat, explicitou a posição do Ministério Público Federal acerca do próprio debate público sobre a regulação dos meios de comunicação.</p>
<p>“A cada tentativa de discussão sobre o tema, imediatamente os grandes veículos de comunicação se levantam para tachá-las de “censura”, invocando um discurso de que se trataria de restrição a um direito fundamental absoluto”, disse, no parecer. “O princípio da liberdade de expressão é um dos mais importantes direitos fundamentais do sistema constitucional brasileiro. (…) Portanto, deve ser garantida pelo poder público a possibilidade de livre manifestação de qualquer cidadão, para que se desenvolva um debate ancorado em razões públicas sobre temas de interesse da sociedade. Desse modo, posturas como a da grande mídia na verdade caracterizam uma tentativa de se evitar o debate, o que representa uma grave violação à liberdade de expressão. Nesses casos, o efeito silenciador vem do próprio discurso”, acrescentou.</p>
<p>Deborah Duprat destacou o fato de marcos regulatórios dos meios de comunicação serem comuns em praticamente todos os países europeus e também em nações de tradição político-cultural liberal, como os EUA. Ela lembrou da Federal Communications Comission (FCC), o órgão regulador federal norte-americano responsável pela adoção de medidas administrativas voltadas à disciplina do funcionamento do setor. E defendeu a recente experiência da Argentina como uma forma de promoção da liberdade de expressão do conjunto da população do país.</p>
<p>“Buscando delimitar os parâmetros de uma concepção democrática dos meios de comunicação social, o parlamento argentino aprovou, em outubro de 2009, a Lei 26522, denominada Ley de Servicios de Comunicación Audiovisual, que disciplina temas como a propriedade dos meios de comunicação e a vedação às práticas de monopólio e oligopólio.</p>
<p>Ao invés de serem vistas como antidemocráticas e restritivas de direitos fundamentais, as medidas de regulação estatal são consideradas como uma forma de expansão da liberdade de expressão e de pluralização do conhecimento”, explicou.</p>
<p>Na avaliação da PGR, o poder público tem não apenas o dever de se abster de violar o direito à liberdade de expressão mas também a obrigação de promovê-lo concretamente e de garanti-lo diante de ameaças decorrentes da ação de grupos privados.</p>
<p>“Revela-se legítima a intervenção do Estado na estruturação e no funcionamento do mercado. Principalmente quando se trata de coibir os excessos da concentração de poderes em determinados grupos econômicos, de modo a se garantir a diversidade de pontos de vista e a prevalência da autonomia individual na livre formação da convicção de cada um”, afirma o parecer.</p>
<p>Neste sentido, o parecer do Ministério Público discorda da visão da AGU, para quem a norma prevista no artigo 220 tem eficácia plena. Na leitura do MP, a realidade tem mostrado que a proibição constitucional a monopólios e oligopólios na comunicação não tem sido suficiente para evitar sua formação. A Procuradoria Geral da República acredita que os níveis da concentração da mídia no país são “escandalosos”, e que “a pressão dos interessados na manutenção do atual <em>status quo</em> (…) tem inviabilizado a regulamentação e aplicação da vedação constitucional ao monopólio e oligopólio na mídia”.</p>
<p>O próprio STF já se manifestou sobre o tema, quando julgou a ação que culminou no fim da Lei de Imprensa. Na leitura dos ministros do Supremo Tribunal Federal, a proibição do monopólio e do oligopólio deve ser vista como um “novo e autônomo fator de contenção de abusos do chamado poder social da imprensa”.</p>
<p>A interpretação vai ao encontro da Declaração de Princípios sobre Liberdade de Expressão da Relatoria para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, também citada por Deborah Duprat. O texto afirma que “os monopólios ou oligopólios na propriedade e controle dos meios de comunicação devem estar sujeitos a leis anti-monopólio, uma vez que conspiram contra a democracia ao restringirem a pluralidade e a diversidade que asseguram o pleno exercício do direito dos cidadãos à informação”.</p>
<p><strong>Direito de resposta e conteúdo da programação televisiva</strong></p>
<p>Seguindo a mesma lógica, a Procuradoria Geral da República também vê necessidade de regulamentação específica para a garantia da efetividade do direito de resposta, sobretudo porque, sem lei ordinária tratando do tema, apenas o aspecto da reparação de danos à personalidade seria possível, a partir do Código Civil.</p>
<p>“Pode-se considerar que o direito de resposta tem sido concebido no Brasil em termos estritamente privatísticos. Afinal, existe regulamentação infraconstitucional quanto á reparação de danos à personalidade (honra, imagem etc) no Código Civil e na legislação especial. Porém, não há o mesmo tipo de disciplina legal no âmbito da comunicação social, para que assegurem os espaços e as condições para manifestações midiáticas daqueles que, porventura, tenham seus direitos desrespeitados através deste meio”, explica Deborah Duprat.</p>
<p>Neste sentido, para o MP, o direito de resposta funciona não apenas como um meio de proteção de direitos da personalidade, mas também deve ser visto como um instrumento de garantia do acesso à informação e do pluralismo interno dos meios de comunicação, essenciais para a garantia do direito difuso à liberdade de expressão.</p>
<p>Já sobre a determinação da Constituição de que o Estado brasileiro estabeleça os meios legais para que os cidadãos se defendam de programas ou propagandas abusivas, Deborah Duprat também foi enfática ao afirmar a insuficiência dos mecanismos disponíveis à população brasileira.</p>
<p>“Não merece prosperar a alegação da AGU de que a existência de previsão legal, por exemplo no ECA e no Código de Defesa do Consumidor, descaracterizaria a omissão do Congresso Nacional. O fato de haver disposições pontuais e esparsas na legislação infraconstitucional a respeito de determinado tema constitucional não é suficiente para afastar a abstenção do legislador em regulamentá-lo”, disse. “As normas legais mencionadas se referem a aspectos específicos da sua projeção no âmbito de relações jurídicas casuísticas (direito de família e relações de consumo). Portanto, tem-se uma omissão ao menos parcial, na medida em que o legislador persiste sem disciplinar, de modo abrangente e referencial, as formas de garantia do interesse público nos meios de comunicação”, concluiu.</p>
<p><strong>Inércia legislativa</strong></p>
<p>O parecer da PGR termina respondendo indiretamente às manifestações do Congresso Nacional no que diz respeito à existência de projetos de lei que tratam dos temas abordados na ADO 10 do professor Comparato. Para as Casas legislativas – Câmara e Senado – a mera existência desses projetos impede que o Supremo considere o Congresso omisso na regulamentação da Constituição. Para o MP, no entanto, é possível que exista uma situação de inércia do Poder Legislativo, que faça com que os processos de tramitação se arrastem por anos e anos. Nesses casos, o resultado é o mesmo da inexistência de qualquer projeto de lei.</p>
<p>“Mostra-se viável e necessário um juízo de razoabilidade acerca do período de elaboração das normas legais, considerando-se a natureza da matéria e a urgência da sua disciplina perante os anseios da sociedade”, disse Deborah Duprat. “Dado o entendimento recente da Suprema Corte brasileira em relação às omissões inconstitucionais, é cabível o estabelecimento de prazo razoável (…) para que o Congresso Nacional proponha s leis cabíveis”. Este prazo, na avaliação da PGR, seria de 18 meses.</p>
<p>O jurista Fábio Konder Comparato comemorou a posição do Ministério Público. Para o presidente nacional do PSOL, deputado federal Ivan Valente, o parecer contribui significativamente para o fortalecimento da luta dos movimentos sociais pela regulamentação da comunicação no país.</p>
<p>“O resultado de décadas de ausência de regras eficazes no campo da mídia deixou o mercado capitalista à vontade para concentrar tamanho poder nas mãos de poucas famílias e para usar as concessões de rádio e televisão para o benefício de interesses privados, meramente comerciais , com enorme prejuízo para a diversidade cultural em nosso país. Diante deste quadro, garantir a circulação de uma pluralidade de vozes, visões e opiniões no espaço midiático é fundamental para quebrar uma estrutura que hoje está a serviço das elites políticas e econômicas e avançarmos na consolidação da democracia no Brasil”, concluiu Ivan Valente.</p>
<p>Para contribuir com o processo, o Intervozes entrou com um pedido de <em>amicus curiae</em> junto ao Supremo Tribunal Federal, e aguarda decisão da ministra Rosa Weber sobre a solicitação.</p>
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		<title>A pedido de Ivan Valente, Defesa do Consumidor vai ouvir presidente do BC sobre tarifas bancárias</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 01:26:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcio.bento</dc:creator>
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<div>A Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) da Câmara dos Deputados aprovou na manhã desta quarta-feira (16/05) a realização de audiência pública para debater a evolução das tarifas bancárias e seus impactos nos direitos dos consumidores. A iniciativa foi do deputado Ivan Valente, que apresentou o requerimento com a convocação do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.</div>
</div>
<p>O tema vem sendo discutido com frequência pela CDC, tanto por conta dos impactos que as tarifas bancárias têm para a economia popular, quanto pelos recorrentes casos de excessos por parte das instituições bancárias. Mas além das tarifas altíssimas – entre as maiores do mundo –, recentemente foi detectado outro abuso por parte dos bancos: o aumento das tarifas para quem busca a redução de juros.</p>
<p>Nas últimas semanas, bancos públicos e privados passaram a anunciar quedas nas taxas de juros praticadas em diversas modalidades, como cartão de crédito, cheque especial e empréstimo pessoal. No entanto, para compensar a redução de seus lucros, os bancos começaram a subir as tarifas. Em reportagem publicada no dia 14/05, o jornal Valor Econômico afirmou que, em alguns casos, o custo mais alto das tarifas pode inclusive anular a economia com a recente redução dos juros.</p>
<p>“A questão das tarifas bancárias tem sido continuamente discutida pela CCD e a solução para a contenção dos muitos abusos cometidos pelos estabelecimentos bancários e financeiros é, sem dúvida, uma das maiores dívidas que tem o Legislativo para com os consumidores”, explicou Ivan Valente.</p>
<p>Segundo o deputado, compete ao Congresso a criação de um marco legal que coíba os abusos e que, ao mesmo tempo, possa garantir o equilíbrio da atividade econômica. “A necessidade de crescimento da economia não poder permitir que esta seja feita sem qualquer controle ou com controles ineficazes que operam sempre em desfavor do consumidor”, acrescentou.</p>
<p>A Comissão ainda definirá a data da audiência pública.</p>
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		<title>Ato em Solidariedade aos Bombeiros do RJ</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 22:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>kakaquimi</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ato em Solidariedade aos Bombeiros do RJ]]></category>

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<p><a class="thickbox" href="http://psol50sp.org.br/files/2012/05/ato-bombeiros.jpg"><img style="border-bottom: 0px;border-left: 0px;padding-left: 0px;padding-right: 0px;border-top: 0px;border-right: 0px;padding-top: 0px" border="0" alt="ato bombeiros" src="http://psol50sp.org.br/files/2012/05/ato-bombeiros_thumb.jpg" width="495" height="657" /></a></p>
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