O Advento e o Respeito à Gestante

PSOL combate todo preconceito contra a mulher na política!

É tempo de advento! Toda a humanidade acompanha a expectativa do nascimento do menino Deus na periferia de Belém. O Verbo se faz carne e habita entre nós.
Neste tempo, Maria em sua gravidez gesta o redentor, desafiando os poderosos de sua época. Ela representa a força da mulher que decide participar do Plano da Salvação.
Tradicionalmente associamos a trajetória de Maria gestante com a gravidez de todas as mulheres que pelo mundo afora geram a força da vida que renova o mundo, a sociedade, as famílias. Uma nova vida, uma criança, sempre é motivo de alegria e renovada vontade de viver. Gestação é vida!

É neste contexto que nós defendemos, sempre, a dignidade de toda gestante, frente a uma sociedade que desvaloriza a vida e a mulher todos os dias!
Nós defendemos a força da mulher em todas as suas condições.
Por isto, defendemos também a legitimidade da ação política de nossa vereadora Fernanda Malafatti, antes e durante e depois de sua gestação. A gestação é um período da graça do Deus da Vida.

Muitos em nossa cidade procuram desvalorizar o papel da mulher na política. De diversas maneiras:

1 – Alguns pensam que a política é um lugar de guerra e que por isto deve ser feitas por homens. Trabalham com a mentira, a calúnia, a ameaça e o grito. Como gritam e ameaçam as mulheres em casa e na sociedade, pensam que podem fazer o mesmo na política. Nós pensamos diferente: Queremos a mulher resistindo bravamente aos brados da dominação!

2 – Alguns pensam que para a mulher participar da política deve parecer com os homens. Saber se impor sempre, não cuidar de sua aparência, não cuidar com o tipo da linguagem, até mesmo abrir mão de sua feminilidade e do direito de ser mãe. Nós pensamos diferente: Queremos a mulher resistindo a linguagem e à postura da dominação, desafiando a todos a se comportarem de modo mais humano e sensível.

3 – Outros desconsideram a importância da gestação para a ação política. No fundo, estão condenando as mulheres que ousam estar na política e gestar algo novo, seja na política, seja uma criança. Muita gente, quase sempre na covardia do anonimato, utilizam a gestação de nossa vereadora Fernanda para atacá-la ou procurar ofendê-la sentimental ou moralmente. Nós não aceitamos. Não vamos reproduzir o que se diz por ai na baixaria da política, mas desejamos que o Senhor da Vida toque com um pouco de amor o coração de quem é capaz de proferir tamanhos absurdos. Todos somos família de alguém. Que estas pessoas possam reencontrar-se de suas frustrações no amor de suas famílias.

4 – Mesmo pessoas de bem acabam reproduzindo os preconceitos contra a mulher em todas as suas expressões: discriminam o ser mulher pelo modo de vestir, pelo modo de falar, pelo tom da voz, pela sensibilidade e agora pela gravidez. Nós pensamos diferente: Queremos a mulher com toda sua diferença na política. Preferimos uma mulher com coragem do que vários outros que se acomodam diante do que consideram errado.

Na sexta-feira, percebemos mais uma vez o preconceito velado de nossa sociedade. A vereadora Fernanda Malafatti foi atacada duramente pelo site oficial da Prefeitura de Casa Branca, como uma forma de intimidá-la por não ter participado da sessão extraordinária da quinta-feira dia 09/12/2010.

Veja: O Prefeito solicitou uma sessão extraordinária que foi marcada para o dia 09/12/2010. Os vereadores foram convocados na quarta, para a sessão na quinta. A sessão extraordinária sempre é fora do padrão: acontece em outro horário e de forma especial por dois motivos: ou porque o assunto é muito urgente ou porque a Administração não conseguiu planejar suas atividades de forma adequada.
Entre os diversos assuntos na pauta, estava a doação do terreno para a instalação da Empresa Hutchinson, cuja vinda mobilizou tanto o Prefeito como diversos vereadores. Fernanda Malafatti tinha consulta médica em outro município para acompanhamento de sua gestação no mesmo horário e, por consideração, avisou o Prefeito que provavelmente não chegaria a tempo. Consulta de acompanhamento e exames são direito da mãe e da criança.
No dia seguinte, a matéria no site oficial da Prefeitura acusa veladamente a vereadora de omissão. Quem escreveu o texto, revelou todo o preconceito implícito na sociedade mais conservadora: mulher gestante não pode participar da política, pois falta e prejudica a cidade.

O que o site deixou de contar foi a importância da participação da Fernanda no processo de construção deste governo. Aliás, ela foi importante na construção a campanha, na elaboração do Plano de Governo, na conquista da vitória do Prefeito Sati, com o Dr. Roberto. O site esqueceu de todas as batalhas na Câmara Municipal onde a vereadora foi a principal defensora do Governo, mesmo quanto outros aliados votavam contra ou criticavam livremente as ações da Administração Municipal. O site esqueceu que a vereadora é uma das mais presentes nas comissões internas, nos conselhos municipais, nos eventos da cidade. Esqueceu que a vereadora ausentou-se de uma sessão que não estava prevista nem planejada para este dia para acompanhar a sua gestação! Julgou-a por este fato!

Para nós, a matéria do site oficial da Prefeitura é um signo do mais perverso preconceito contra as mulheres enviesado em nossa sociedade. Lutamos contra isto, defendendo as pessoas em sua dignidade, pelo conjunto de seu trabalho e compromisso.

Acreditamos que o Prefeito, Dr. Roberto, não foi conivente com tal matéria, pois o conhecemos a longa data e sabemos que ele é uma pessoa com dignidade e respeito, sensível à toda forma de preconceito e discriminação que uma pessoa possa ser vítima. Acreditamos também que esta linha de ataques nunca seria aprovada num governo que foi eleito sob a mansidão do Prefeito Sati, coração de ouro que nos deixou há exato um ano. Esta administração deve ser fundada nesta mansidão que elegeu nossa coligação para governar a cidade.

Por isto, não concordamos com o teor da matéria publicada. Apontamos o erro para que não se repitam as formas de opressão velada nesta Administração. Defendemos a dignidade de todas as gestantes, em especial da gestante mulher-vereadora em seus direitos de incomodar e modificar o que julgar necessário!

PSOL de Casa Branca – 13/12/2010

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