Lançamento do setorial LGBT do PSOL

Aconteceu no último dia 18 o lançamento do setorial LGBT do PSOL, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, em atividade prestigiada por mais de 100 pessoas. Compuseram a mesa do lançamento as companheiras Tati, do setorial, Luka, do setorial de mulheres, e os deputados Ivan Valente (federal) e Carlos Gianazzi (estadual), ambos do PSOL de São Paulo. Também estiveram presentes estiveram presentes Pedro Fuentes, da direção nacional, Laura e Maurício do estadual e Bill (Autorama).
A primeira fala, de inauguração do setorial, coube à companheira Tati, que destacou a importância da luta LGBT para a construção de uma sociedade mais justa, fraterna e democrática. Por outro lado, falou também da importância para o partido, não apenas pela possibilidade de organização desse importante setor, mas principalmente pela perspectiva de incorporação e fortalecimento dessa pauta entre nós.
O deputado Carlos Giannazi, por sua vez, apresentou algumas iniciativas de seu mandato que visam apoiar essa luta, como o disk denúncia e a inclusão do tema no currículo de escolas e na formação dos PMs. Lembrou também da importância da aprovação do PLC 122, que criminaliza a homofobia e a lei estadual que prevê multa administrativa contra agressões homofóbicas no âmbito da administração pública. Por outro lado, criticou as concessões do governo Dilma à bancada evangélica, principalmente no que toca ao kit anti-homofobia.
Já Ivan Valente, saudando a iniciativa, colocou que o “PSOL está na vanguarda da luta pela liberdade e contra as opressões”. Destacou a importância da luta pelo estado laico, que já teve uma etapa no combate ao acordo entre o Brasil e o Vaticano, e que prossegue na defesa de questões como a união civil, a criminalização da homofobia, etc., tão duramente combatidas pela bancada evangélica. Por fim, lembrou que o tema LGBT tem tido influências até na “governabilidade”, como foi o caso da chantagem acerca do kit anti-homofobia, quando Dilma cedeu e retirou o material de circulação. Desse modo, cabe agora ao PSOL avançar na organização do setorial de modo a ocupar esse espaço, pela esquerda.
O lançamento encerrou-se com algumas saudações, iniciadas pelo companheiro Eduardo Amaral, professor, que lembrou da importância das pautas positivas, de modo a combater a violência através de uma luta cultural. Afinal, como disse, é fundamental também a preocupação sobre os agredidos, mas também procurar evitar a formação de uma cultura, um ambiente que forme os agressores. Também fizeram saudações a Frente Paulista contra a Homofobia, o DCE-Livre da USP, a Associação Nacional dos Torcedores, da rede Emancipa de cursinhos populares.
O PSOL da cidade de São Paulo também aproveita para saudar a criação desse setorial, afinal, a construção de um mundo sem opressões só é possível com o socialismo e a liberdade.

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