Nota: contra a atuação autoritária da PM-SP no debate do Plano de Educação em Direitos Humanos

Após a invasão, por parte de Policiais Militares, de audiência pública para discutir o Plano Estadual de Educação em Direitos Humanos, a Executiva Nacional do PSOL publicou uma nota contra essa ação. Leia na íntegra:

Manifestamos nosso profundo repúdio ao ocorrido na última sexta-feira, dia 11 de agosto, em um campus da UNIFESP na Baixada Santista/SP, durante uma audiência pública convocada pelo Conselho Estadual da Condição Humana, para discutir o texto do Plano Estadual de Educação em Direitos Humanos de São Paulo.

Policiais militares, alguns fardados e até armados, alinhados com as idéias mais antidemocráticas e excludentes se organizaram e foram massivamente na audiência para impor retrocessos, propondo alterações absurdas no texto original, como por exemplo a tentativa de invisibilizar e retirar as citações as mulheres, população negra e LGBT e também extinguir as citações às centrais sindicais e movimentos sociais.

Repudiamos totalmente a ação autoritária e antidemocrática organizada pela Polícia Militar. A sanha conservadora tensionou a organização e indignou os universitários presentes. Em uma audiência pública cujo o tema central eram os Direitos Humanos, a ditadura civil-militar que foi uma das maiores violações da pessoa humana em nossa história foi exaltada pelos milicos presentes.

Em meio a berros de exaltações de torturadores, eles tentaram impedir a participação dos universitários presentes, com cartazes que homenageavam ideias conservadoras e anti-demcráticas, e direcionavam gritos para tentar intimidar em especial as companheiras, em um claro ataque machista. Infelizmente essa ação deprimente não aconteceu apenas na Baixada Santista, policiais militares tem se organizado para impor as mesmas ideias de forma truculentas em outras audiências públicas.

14/08/2017

Executiva Nacional do PSOL