Servidores municipais de Cubatão ocuparam a Câmara Legislativa da cidade

Por Prof. Maykon Santos

 

Foto: Ailton Martins

O ato de protesto ocorreu nesta terça-feira (21/03), em protesto contra o projeto de lei enviado para Câmara pelo prefeito Ademário Silva Oliveira (PSDB), cujo objetivo é realizar uma reforma administrativa cortando direitos dos servidores. De acordo com o prefeito, essa reforma é para contenção de gastos, no entanto, os servidores alegam que não foram consultados a respeito, isto é, não houve nenhuma discussão, além de que, segundo os servidores o prefeito Ademário falta com a verdade ao justificar que não há previsão de arrecadação e as despesas com servidores estariam no limite da lei de responsabilidade fiscal, estipulada em 54%.

De acordo com os servidores, este projeto apresentado pelo prefeito é um “pacote de maldades”, qual irá precarizar o funcionalismo público que encontra-se desde o governo anterior de Márcia Rosa (PT) sofrendo duros ataques. Portanto, é fundamental organização dos servidores e o diálogo com a população, pois esse “golpe” refletirá obviamente na qualidade do serviço público oferecido para população, ou seja, essa reforma administrativa, na realidade, é um projeto de desmonte de direitos sociais conquistados e garantidos constitucionalmente.

A sessão foi marcada por vaias, gritos de protestos e palavras de organização como “não vai ter reforma”, os vereadores, basicamente ignoraram os manifestantes que ocuparam as galerias e

Foto: Ailton Martins

reivindicavam abertura de debate do projeto. Todavia com toda mobilização promovida pelos servidores, os vereadores não levaram o projeto para votação, entretanto, uma sessão extraordinária pode ser chamada a qualquer momento.

Ao término da sessão, os servidores saíram em marcha pelo centro da cidade alertando a população.
Uma audiência pública foi marcada para a data desta quinta-feira (22) às 14h na Câmara para discussão do projeto. Foi decidido​ também pelos servidores a deliberação de uma greve geral que será comunicada oficialmente até o final desta semana e provavelmente iniciando na segunda-feira, para pressionar pela total anulação deste projeto.