Racionamento mascarado em São Paulo

racionamento_mascarado_em_spOs governos tucanos no Estado de S. Paulo completam 20 anos no poder. Alckmin se candidata novamente ao governo, e, pasmem: muito bem colocado nas pesquisas de opinião. Blindado pela grande imprensa o tucanato vai escapando dos escândalos como o da Alstom, Siemens e outros. O PSDB e aliados afogam qualquer investigação sobre o “Trensalão” na Assembleia Legislativa. 

Por Ivan Valente via Facebook

Todos os pedidos de CPI são ali arquivados, enquanto o governo Alckmin sucateia a educação pública, privatiza e terceiriza todos os serviços e não explica porque depois de 20 anos, a cidade de São Paulo só tem 70 kms de metrô. De outro lado, estimula e assume dura repressão sobre os movimentos sociais, ponto alto das manifestações de junho de 2013, reação a intervenção brutal da polícia sobre estudantes.

Impressionante como o estilo “picolé de chuchu” do governador, aliado a seu conservadorismo e a cobertura generosa da mídia, lhe proporciona relativamente pouco desgaste. Mas, há algo novo que pode escancarar o conjunto das políticas do tucanato ou a falta de políticas: o racionamento de água que já atinge milhões de pessoas e o comércio. Embora ele esteja ainda mascarado pela diminuição da pressão da água nas tubulações. Atribuir à estiagem a possibilidade de mais de 10 milhões de pessoas ficarem totalmente sem água, não vai colar. Rezar pra São Pedro fazer chover muito em pleno inverno parece improvável.

Na verdade, quem está há 20 anos no poder, não pode alegar falta de tempo para viabilizar medidas de curto, médio e longo prazo. Muito menos pode citar falta de recursos para investimentos ou justificar a falta de medidas alternativas, preventivas e educativas junto à população, para economizar água tratada.

A falta de planejamento estratégico é evidente. A privatização da SABESP, entregue ao lucro e ao mercado precisa ser escancarada. A má gestão e a falta de políticas alternativas como tratamento de efluentes, reuso de água, armazenamento de águas da chuva para fins não nobres etc., deixa claro que pouco se fez para prevenir situações como agora. Na verdade, o interesse governamental com o suprimento é por grandes represas, com água trazida de lugares cada vez mais distantes, com custo elevadíssimo, para a alegria das empreiteiras.

Hoje os paulistas vivem temerosos sobre quando vai acabar o tal “volume morto” das grandes represas. O tucanato quer que 5 de outubro chegue rapidamente, mas com água na torneira. Senão, o caldo pode entornar.

Ivan Valente
Deputado Federal PSOL/SP

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