Resolução: Em defesa do PSOL, contra a criminalização dos Movimentos Sociais

O Diretório Estadual do PSOL, reunido na cidade de Campinas, no dia 16 de fevereiro de 2014 aprovou a seguinte resolução.

Em Defesa do PSOL

Contra a Criminalização dos Movimentos Sociais

 

No ano passado nosso partido e centenas de milhares de manifestantes foram às ruas reivindicar direitos. Foi um momento ímpar na história recente do país, afinal a luta coletiva bem sucedida, com a derrubada do aumento da passagem, mostrou que só se consegue conquistas com pressão popular.

Em 2014, o povo brasileiro tem demonstrado disposição em continuar nesse caminho, denunciando os desmandos advindos com a Copa e exigindo outro modelo social que assegure igualdade e justiça para todos.

O PSOL vem mostrando sua disposição e sua vocação: estar ao lado dos trabalhadores, dos pobres e da juventude. Participamos dos atos contra o racismo e a segregação social, evidenciados na proibição dos rolezinhos; estivemos presentes nas atividades de questionamento da Copa e fortalecemos as lutas contra o extermínio da juventude negra e pobre da periferia.

Assim devemos continuar: aonde houver mobilizações por mudanças e direitos nosso partido estará, fazendo jus à nossa perspectiva socialista.

Diante da continuidade das manifestações e a proximidade da realização da Copa a direita e o conservadorismo resolveram se antecipar e, com deliberado apoio da imprensa burguesa, passaram à ofensiva contra os movimentos sociais e os partidos de esquerda, principalmente o PSOL. Querem carimbar nosso partido como violento, associado aos Black Blocs e financiador de depredações, tentando impedir que nossas candidaturas, que conquistam cada vez mais espaços, sejam desaguadoras da grande insatisfação que há contra os governos.

As denúncias contra os parlamentares do nosso partido, em especial Marcelo Freixo, no episódio da lamentável morte do cinegrafista da TV Band, Santiago Andrade, são prova disso. Querem, também, aprovar nos Legislativos medidas retrógradas que corroboram com o objetivo de criminalização dos movimentos, como o projeto que tramita no Senado que classifica ações dos movimentos sociais como terroristas.

Em que pesem todas essas tentativas de intimidação, não abriremos mão em hipótese alguma da nossa presença nas ruas, palco preferencial das lutas por mudanças que esse país tanto precisa.

Continuaremos denunciando a insustentável gastança de recursos públicos com o mega empreendimento privado da Copa e, ao mesmo tempo, o descaso com os serviços públicos essenciais, como a saúde, a educação, a moradia etc. Não nos submeteremos aos interesses comerciais da Fifa e as pressões dos governos. Muito menos aceitaremos a violência do Estado e das polícias contra os movimentos. Caminharemos lado-a-lado com os que lutam por essas e outras causas, e por outro Brasil a ser construído.

A violência policial e a escalada de criminalização contra quem luta não são, de modo algum, a saída para superar táticas de movimentos, das quais discordamos, que se apoiem centralmente no uso da violência. Qualquer morte ocorrida durante as manifestações é absolutamente inaceitável, como também o é a criminalização dos movimentos. A revolta, justa e legítima, da juventude precisa de respostas políticas que realmente se proponham a ampliar direitos fundamentais e a superar as desigualdades profundas que marcam a realidade brasileira.

Somaremos forças com os movimentos que contribuem efetivamente para aglutinar, cada vez mais, lutadores e lutadoras e que ampliem a capacidade de diálogo e mobilização do povo por um projeto alternativo para o país, condição essencial para se avançar na perspectiva da mudança social.

O PSOL SP conclama toda sua militância, filiados e simpatizantes a seguirem firmes na luta, fortalecendo a convocação das próximas atividades. Assim, estaremos presentes no dia 22 de fevereiro, às 17h, na frente do Theatro Municipal, na cidade de SP, levantando nossas bandeiras por outro Brasil. Um Brasil em que o povo seja destinatário das riquezas aqui produzidas e que rompa com a exploração dos monopólios, dos bancos e da Fifa.

 

Lutar é um direito! Vida digna ao povo brasileiro!

 

PSOL/SP

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