Nota da Executiva Estadual do PSOL Amapá sobre matéria publicada no jornal O Globo (7/4/2013)

Neste final de semana, tendo como desculpa fazer uma avaliação dos primeiros 100 dias da Prefeitura de Macapá, o jornalista Sérgio Roxo, de O Globo, resolveu espalhar cizânia e plantar mentiras sobre a composição do governo e sobre o desempenho da prefeitura de Macapá. Para tal intuito ele teve a ajuda sempre providencial daqueles que sempre enxergam ganhos na luta interna.
Vejamos o que foi dito e recoloquemos a verdade dos fatos:
1. O título da matéria (Após 100 dias, PSOL tem ajuda do DEM para governar Macapá) afirma que nosso governo conta com a ajuda do DEM para governar Macapá. No corpo da matéria, ao entrevistar o deputado Davi Alcolumbre (DEM) o mesmo afirma que não possui secretários indicados por ele no governo e que tem destinado recursos de emendas parlamentares para obras na cidade. Ou seja, a “ajuda” do DEM nada mais é do que destinação de emendas parlamentares para a cidade, prática que vem sendo incentivada e tendo bons resultados com praticamente todos os parlamentares federais do Amapá, de todos os partidos com representação na Câmara Federal. O Prefeito Clécio ( e não Clesio, como afirma a matéria) tem procurado os referidos parlamentares e está trabalhando para que os recursos sejam liberados e as obras sejam feitas, beneficiando o povo da cidade. Tal conduta não representa nenhum alinhamento político com o partido citado, nem com os demais.
2. O PPS esteve desde o inicio da coligação e possui secretários indicados pela legenda. O Secretário de Educação não possui filiação partidária e não pertence a “cota” de nenhum dos partidos que compuseram a Frente Popular, nem dos partidos e pessoas que apoiaram Clécio no segundo turno.
3. Em nota divulgada logo após o segundo turno e em reunião da Executiva e do Diretório Nacional do PSOL o prefeito Clécio Luis já havia anunciado que nem o PSDB nem o DEM comporiam o secretariado. E ele cumpriu sua palavra. Isso não foi feito por pressão interna, a qual teria evitado o “pior dos mundos” como afirmou na matéria a ex- deputada Luciana Genro.
4. Aliás, a declaração da ex-deputada federal Luciana Genro foi de toda infeliz. Em primeiro lugar, em nenhum momento a direção local do partido ou o prefeito foram procurados pela ex-deputada para colher quaisquer informações sobre o andamento dos trabalhos em Macapá. Como membro do Diretório Nacional a senhora Luciana foi informada sobre a composição do governo logo após o início do mandato. A visão que ela manifesta foi derrotada nas instâncias partidárias e de má fé usa a grande imprensa para patrocinar a luta interna no partido. A que governo de “coalizão” a ex-deputada se refere se o prefeito eleito em reunião da Executiva e do DN havia manifestado claramente os limites dos apoios recebidos e a diretriz para a composição do futuro governo. Como o que a ex-deputada ajudou a disseminar não aconteceu é necessário achar uma explicação plausível para o desmonte da falsa versão.
5. O Prefeito Clécio encontrou a cidade suja, abandonada, com salários dos servidores públicos atrasados, com a saúde paralisada literalmente e as contas da prefeitura bloqueadas. A situação era tão grave que o prefeito decretou situação de emergência. Nos últimos 3 meses tem trabalhado incansavelmente para arrumar a casa e regularizar a prestação dos serviços essenciais. Houve contingenciamento de 30% dos cargos comissionados, pagamento R$ 20 milhões de salários atrasados, que é sagrado para o trabalhador, limpeza dos canais que não era feito a mais de 10 anos, diminuindo o índice de alagamento na cidade. As dívidas da prefeitura com fornecedores estão sendo negociadas e aos poucos está recuperado o crédito da e se iniciou na semana passada a limpeza das áreas de ressaca (áreas alagadas e ocupadas pela população), procedimento que nunca tinha sido feitas. Foi instituída a Mesa de Valorização do Servidor, um espaço de debate permanente para recuperarmos a auto-estima do servidor público municipal. Esta semana, estará sendo lançando o Plano de Participação Popular do Governo, plano este que tem como objetivo levar o debate sobre o orçamento público e entregar a decisão sobre todos os investimentos da prefeitura nas mãos do povo de Macapá de forma direta, sem interlocução, processo pelo qual cada morador será um voto e uma voz.  A prefeitura negociou e pagou o acordo firmado pelo governo anterior com os profissionais da educação, inclusive de forma retroativa a novembro. Foram ampliadas mais de 3000 novas vagas na rede municipal de educação e pela primeira vez foi realizado processo seletivo para contratações emergenciais e brevemente será realizado concurso público.
6. O Plano dos 100 dias apresentado ao povo no período eleitoral finaliza no próximo dia 10 de abril e na oportunidade o Prefeito Clécio apresentará um balanço do período. no dia 12 de abril será lançado o processo de participação popular denominado C Congresso do Povo. Nestes cem dias a nossa primeira prefeitura em uma capital tem contado com o apoio de inúmeros dirigentes nacionais do partido, especialmente tem recorrido a experiência dos nossos militantes que governaram durante oito anos a capital paraense, com destaque para a contribuição do próprio companheiro Edmilson Rodrigues. O acompanhamento de todo o processo pela direção nacional foi solicitada pelo Prefeito Clécio ainda no período de transição e continua válida. Isso ajudará nossos dirigentes a não favorecerem direta ou indiretamente matérias mentirosas como a que aqui se comenta.
Macapá, 09 de abril de 2013.
Executiva Estadual do Amapá – PSOL

 

1 comentário

  • “O PPS esteve desde o inicio da coligação e possui secretários indicados pela legenda.” Isto basta para o psol/macapá ser, incansavelmente, objeto de crítica, pois sabemos aqui em sp o quanto este setor esta ligado aos interesses mais contrários às demandas populares, quer seja na saude, educação, moradia, trabalho, só para citar os mais básicos.Eu que fui candidato a prefeito em Garça (interior de sp), jamais conduziria a militancia psolista deste pequeno município para tal conjuntura. Na verdade, até nos fragiliza no debate político partidário, uma vez que ele pseudo popular socialista (ah, se me lembro o partido nazi tambem se dizia nacional socialista…), é um dos piores aparelhos partidarios da burguesia em todo o Brasil. Vms seguir acompanhando de perto a movimentação do psol de Macapá, para que o PSOL não se deixe “contaminar” por quaisquer desvios programáticos na construção de uma sociedade socialista. VIGILÂNCIA povo de Macapá, é o preço da liberdade!

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