Debate: Nova Central (Central Classista)

Um debate agita o movimento sindical combativo, a construção de uma nova central classista. Qual o espaço político para a construção dessa central? Há rupturas pela base com os sindicatos pelegos e atrelados ao governo? Quem dela deve fazer parte? Como deve ser sua composição: a forma tradicional das centrais sindicais, ou aberta à participação de outros setores, como o movimento estudantil, por exemplo? Como deve ser a relação do PSOL com esse movimento? Como fazer para evitar o burocratismo sindical? Esse é um debate aberto que propomos neste espaço com todos aqueles que querem construir uma nova ferramenta de luta da classe trabalhadora.

O Seminário de Reorganização realizado nos dias 1º e 2 de novembro, que reuniu mais de mil pessoas em São Paulo, aprovou um Congresso da Classe Trabalhadora (Conclat) para junho de 2010, quando será fundada a nova central.

Para ajudar no debate segue alguns textos que estão circulando sobre a nova central:

O Movimento Popular e os desafios da Classe Trabalhadora no Brasil
(MTST)
Leia o texto na íntegra…

Do Movimento Sindical Classista como Sujeito da Luta Socialista
(INTERSINDICAL)
Leia o texto na íntegra…

Avançar no debate e nas condições para a unificação
(Conlutas)
Leia o texto na íntegra…

Aos companheiros e companheiras que participam do esforço pela construção de um novo instrumento de luta da classe trabalhadora brasileira
(Conlutas)
Leia o texto na íntegra…

Contribuição da Intersindical ao Debate sobre a Reorganização do Movimento Sindical e Popular
(INTERSINDICAL)
Leia o texto na íntegra…

Em defesa da Luta Sindical!
(MAS)
Leia o texto na íntegra…

Contribuição da Frente de Oposição Socialista ao debate sobre reorganização da classe trabalhadora
(Frente de Oposição Socialista)
Leia o texto na íntegra…

16 Comentários

  • Camaradas,

    A discussão não deveria ser essa e sim, como criar uma só central classista, pois a luta de classes no campo sindical – reformista por princípio – requer a união de todos os trabalhadores.

    Enquanto faltar o partido revolucionário mesmo, não atrelado às instituições burguesas prioritariamente, entre as quais a central sindical, a criação de novas centrais sindicais só enfraquece uma posição classista. Talvez a maneira de organizar os trabalhadores não seja mais essa, vou ler mais os textos.

    SAudações comunistas e feministas,
    TErezinha Vicente Ferreira

  • Companheiros e companheiras
    Saudações Socialistas!

    È sempre bem vindo novos instrumentos,como essa Nova Central, a ser criada ainda este ano corrente de 2010 para a defesa dos direitos socias e estudantis.

    Núcleo São Judas

    Ivan Presidente Valeria Secretária

  • Saudações socialistas a todos os companheiros.
    Acredito que o momento ”político sindical”, que vivemos, é crucial para o surgimneto de uma nova central sindical. Que não tenha atrelamentos com favores governistas e que possua total independência para ir às ruas clamar por justiça social, e garantia dos direitos trabalhistas. Se for possível encorporar a essa central novos setores, como o estudantil, que atualmente está totalmente cooptado pela máquina governista poderia ser de grande importância, para avançarmos na luta de classe, e ficarmos mais próximos do socialismo. Que é o sonho de todos nós.

    Hamilton Pires Pereira
    Coordenador do Nucleo Central do PSOL em Limeira-SP.

  • è claro que todo instrumento que ajuda o trabalhador é bom.Só que temos o cuidado de não fazer um mostro como a CUT CGT e outras que tem uma estrutura tamanha feito c/ dinheiro do trabalhador ,que sempre foi contra o imposto sindical e hoje vive dele ajudando seus palamentares. E enquanto isso a tercerização corre solta,e o trabalhador tercerizado ñ é defendido os seus direios, porque a empreza que ele trabalha é de outra central,Conclusão o trabalhador se ferra. e é isso que estamos vendo.
    Vitor P O de Santo André

  • ACREDITO QUE O IMPORTANTE SEJA DEFENDER-SE A LIBERDADE SINDICAL. O QUE IMPORTA NÃO SÃO AS CENTRAIS SINDICAIS, MUITO MENOS OS SINDICATOS, O QUE IMPORTA É A ORGANIZAÇÃO LOCAL DE TRABALHO. O FIM DO IMPOSTO SINDICAL E QUALQUER OUTRO IMPOSTO SINDICAL. É A ORGANIZAÇÃO LIVRE E AGUERRIDA. LEMBREMOS QUE A CONSTITUIÇÃO DE 1988 ACABARÁ COM ESSES IMPOSTOS, MAS, OS DEDICADOS SINDICALISTAS DE CARREIRA CONSEGUIRAM O AUTOMÁTICO FINANCIAMENTO CONTRA NOSSA VONTADE !!!

  • Caio Socialista
    Faço parte Cste Unidos pala Lutar[municipais de Guarulhos}
    ———————————————–
    Estive ontem participando como Obeservador:
    E primeira parte sobre Conjuntura muito bom e sobre a conlutas na ajuda ao povo do Haiti acho justo.O que não acho justo e estar numa lista com as Entidades Govesnista como Cut e outras Entidades.A segunda parte do debate que Reogarnização foi muito bom tambem.
    Eu acho que o congresso tem que ser de dois dias para poder ser um congresso onde todas as arestas sejam aparadas.

  • Olá! Faz tempo que somente leio os textos enviados ao meu email, hoje tive vontade de aportar uma posiçao.

    A luta de classes está presente e se anifesta em todas as práticas socias, organizadas ou nao. No campo dos sindicatos a luta contra o reformismo é uma prioridade que atende a princípios revolucionários. Agora bem, antes de propor criar mais uma orgaizaçao, considero que é primordial fazer uma análise materialista para saber quais foram os erros comtidos pelas forças populares revolucionárias organizadas, para que estes – e tantos outros espaços – hajam sido “perdidos” ou vencidos pelas forças reformitas, contra revolucionárias e reacionárias. O princinpio de união é o mesmo da não divisão, é a unidade dos contrários. “A criação de novas centrais sindicais só enfraquece uma posição classista”, porém sim, os sindicatos seguem tendo uma grande importância na tarefa de organizar os trabalhadores, sempre e quando esteja debaixo da direçao do partido, porque sem partido revolucionário nao há revolucao.
    obs: desculpem os erros ortográficos, desacostumei a escrever.
    “Sobre os sindicatos, o momento atual e os erros de Trótsky”
    “V. I. Lênin
    30 de dezembro de 1920
    Camaradas:
    Antes de tudo, devo pedir desculpas por haver infringido o regulamento, pois para participar das discussões teria de ter ouvido, naturalmente, o informe, o co-informe e os debates. Infelizmente, meu estado de saúde não me permitiu. Mas ontem tive oportunidade de ler os documentos mais importantes impressos e de preparar minhas observações. Logicamente, a infração ao regulamento a que me referi, implica em certos inconvenientes para vocês: é possível que faça repetições por não saber o que os outros disseram e não responda o que deveria ser respondido. Mas não pude fazer de outro modo.
    Meu material básico é o folheto do camarada Trótsky Sobre o Papel e as Tarefas dos Sindicatos. Comparando este folheto com as teses que ele apresentou no Comitê Central, e lendo-o com atenção, assombra-se a quantidade de erros teóricos e de inexatidões flagrantes que contém. Ao iniciar uma grande discussão no seio do Partido sobre este problema, como pôde preparar uma coisa tão infeliz em vez de apresentar algo mais pensado? Assinalarei, brevemente, os pontos fundamentais nos quais, em minha opinião, há erros teóricos essenciais.
    Os sindicatos são uma organização industrial, não só historicamente necessária, mas também historicamente inevitável, que nas condições da ditadura do proletariado engloba quase a totalidade dos operários da indústria. Esta é a idéia fundamental, mas o camarada Trótsky esquece-a constantemente, não parte dela, não a valoriza. O próprio tema proposto por ele: “Papel e Tarefas dos Sindicatos” é excessivamente amplo.
    Do que foi dito, conclui-se que em toda a atividade da ditadura do proletariado o papel dos sindicatos é essencial ao máximo. Mas qual é este papel? Passando à discussão deste problema, um dos problemas teóricos mais importantes, chego à conclusão de que o papel dos sindicatos é de extraordinária peculiaridade. De um lado, ao abarcar, ao conter nas fileiras da organização a totalidade dos operários industriais, os sindicatos são uma organização da classe dirigente, dominante, governante, da classe que exerce a ditadura, da classe que aplica a coerção estatal. Mas não é uma organização estatal, não é uma organização coercitiva, é uma organização educadora, uma organização que atrai e instrui, é uma escola, escola de governo, escola de administração, escola de comunismo. É uma escola de tipo completamente desconhecido, pois nos sindicatos não há mestres e alunos, mas certa combinação extraordinariamente original daquilo que ficou do capitalismo, e que não podia deixar de ficar, e do que realizam em seu seio os destacamentos revolucionários avançados, isto é, a vanguarda revolucionária do proletariado. Pois bem, falar do papel dos sindicatos, sem levar em conta estas verdades, significa chegar inevitavelmente a uma série de erros.
    Pelo lugar que ocupam no sistema da ditadura do proletariado, os sindicatos estão situados, se é justo dizer assim, entre o Partido e o poder do Estado. Na transição para o socialismo é inevitável a ditadura do proletariado, mas essa ditadura não é exercida pela organização que contém a totalidade dos operários industriais. Por quê? Podemos ler isso nas teses do II Congresso da Internacional Comunista sobre o papel do partido político em geral. Sobre isto não vou deter-me aqui. A questão é que o Partido, se assim se pode dizer, recolhe em seu seio a vanguarda do proletariado, e esta vanguarda exerce a ditadura do proletariado. E sem contar com uma base como os sindicatos não se pode exercer a ditadura, as tarefas estatais não podem ser cumpridas. Mas é preciso realizar estas funções através de uma série de instituições especiais de novo tipo, a saber: através do aparelho dos sovietes. Em que consiste a peculiaridade desta situação no que se refere às conclusões práticas? Como cria os sindicatos o vínculo da vanguarda com as massas; os sindicatos, através do seu trabalho diário, convencem as massas, as massas da única classe capaz de conduzir-nos do capitalismo ao comunismo. Isto de um lado. De outro os sindicatos são uma “reserva de força” do poder do Estado. Isso são os sindicatos no período de transição do capitalismo ao comunismo. (…)”

    Saudações! Kika

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