PSOL Sorocaba: Governo do PSDB sob suspeita

Como se já não bastasse os escândalos de corrupção no Congresso Nacional, agora nossa cidade entra no turbilhão de escândalos políticos que envolvem pessoas no alto escalão da Prefeitura.

Sorocaba sofre com a promiscuidade entre o interesse público e o privado. A elite, que sempre comandou nossa cidade, utiliza a administração pública para atender interesses do poder econômico. O poder público é transformado em um balcão de negócios, confundindo o público com o privado.

Em nosso país, essas relações de promiscuidade tem origem no financiamento de campanhas por empresas e nos espúrios acordos eleitorais, onde se negocia cargos e vantagens para a formação de coligações. As empresas que financiam e elegem seus candidatos, estabelecem seus tentáculos dentro do poder público para praticar toda sorte de crime.

Os sucessivos flagrantes e denuncias envolvendo os homens de confiança de Lippi compromete ética e moralmente o Governo do PSDB.

Nesse segundo mandato, o governo do PSDB já colecionou uma ficha corrida de escândalos.

O primeiro foi Daniel de Jesus Leite, acusado de favorecer empresa de sua família com isenção de imposto.

Houve ainda o caso do secretário de Governo Mauricio Biazotto, acusado de obter vantagens indevidas na aquisição de automóvel Toyota Corolla, veículo que teria sido adquirido “em condições especiais” de uma empresa que está se instalando no Município e recebendo uma séries de incentivos da Prefeitura.

No dia do aniversário da cidade houve a prisão em flagrante de Januário Renna, então Secretário de Administração, com três adolescentes em um motel, acusado de pedofilia.

Ricardo Barbará não permaneceu nem dois meses na Secretária de Habitação. Acusado de fraude em licitação quando era prefeito em Itapetininga. Sua situação ficou insustentável e acabou demitido.

Por último, recente operação policial resultou no desmantelamento de um esquema de corrupção, cobrança de propina e favorecimento na liberação de alvarás e licenças de funcionamento de postos de combustíveis, colocou o Secretário de Governo Mauricio Biazotto sob suspeita de envolvimento.

Dessa operação resultou a prisão de Ivanilde Vieira, presidente do sindicato do donos de postos de combustíveis, acusada de cobrar propina para evitar denúncias de combustíveis adulterados. Ivanilde é presidente do PSC e na última eleição foi candidata a vereadora pela coligação de Vitor Lippi, agora está sendo acusada de formação de quadrilha e gestão fraudulenta.

Todos esses casos e denúncias demonstram que o tráfico de influência na Prefeitura tornou-se expediente político comum e corriqueiro, para atender os interesses do poder econômico em Sorocaba.

Por isso o PSOL defende que as investigações em curso também apure a responsabilidade e eventuais relações do prefeito Vitor Lippi com o hipermercado citado no esquema de favorecimento.

Executiva do PSOL Sorocaba

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