Imagens do 1º de maio na Praça da Sé

 

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O ato contou com a presença do senador Eduardo Suplicy.

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Roberta Costa falou pela oposição de esquerda na UNE.

 

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O deputado federal Ivan Valente e os deputados estaduais Raul Marcelo e Carlos Giannazi presentes na manifestação.

  

 

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Fotos: Carolina de Oliveira e Marcelo Aguirre

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  • O primeiro de Maio e a crise capitalista.
    A história do Primeiro de Maio, Dia Internacional das Mulheres, Dia dos Excluídos, Vinte de Novembro e outras datas vinculadas as lutas dos trabalhadores tem papel de destaque na formação e propaganda político-ideológica da classe trabalhadora.
    Diferentemente das demais efemérides, elas simbolizam a memória e a história dos lutadores (as), em detrimento da exclusão, da tentativa de dominação e massacres perpetrados pelos algozes representantes da burguesia.
    Em 2009, o Primeiro de Maio acontece numa conjuntura hostil, com uma grave crise mundial, provocada no epicentro econômico do capitalismo que é os Estados Unidos, com conseqüências destrutivas nas demais regiões do mundo.
    O neoliberalismo cuja natureza é a ausência do estado na interferência e ingerência da economia, sucumbe diante dos fatos e atos de solidariedade burguesa praticados pelos Governos generosos que não suportam ver os ricos sofrerem com a crise, uma vez que os mesmos ao invés de socorrer os trabalhadores vítimas dessa nefasta hecatombe, socorrem os aliados de classe como os Banqueiros e empresários, ficando os trabalhadores empobrecidos, duplamente penalizados pela crise, pois são vitimas de todas as formas de marginalidades e preconceitos, e ainda os parcos recursos sociais gerenciados pelos governantes, são drenados para socorrer, aqueles que concentram riquezas, terras e fortunas as custas do suor, sangue e da morte precoce dos trabalhadores desse país.
    Como se não bastasse à flexibilização de direitos, com desemprego, subemprego, e criminalização dos movimentos sociais, somos acometidos por uma “Pandemia” da gripe Suína, com contagio e disseminação entre os humanos que certamente vai gerar uma grande tragédia para a população mundial.
    Os Capitalistas nessas horas, debate ou assiste a crise como algo globalizado, dissimulado; um “estranhamento” ou um dado a mais nas cifras que globalizam a miséria, o sofrimento e a fome; na medida em que privatizam privilégios de poucos, como se não tivessem nada a ver com o que vem acontecendo no planeta inteiro.
    “A empresa, Smithfield Foods, uma gigante norte americana, a maior do mundo em produção, embalagem e exportador de carne de porco, pode esta diretamente ligada ao surto da gripe suína. Smithfield opera de forma maciça na compra de porcos no México, no estado de Vera Cruz, onde o surto foi originado. As operações e criações se dão através de uma filial da Smithfield denominada de Granjas Carroll, que produz cerca de 950.000 suínos por ano, de acordo com o site da empresa. Por ai se pode ter uma idéia da quantidade de dejetos produzidos…” Segundo artigo de (Altacir Bunde).
    O nítido descompasso entre o consumo, a defesa da vida dos animais e o desequilíbrio da natureza vai gerar a curto, médio e longo prazo epidemias e pandemias de impacto imprevisíveis.
    No âmbito latino americano, outras pautas se apresentam no nosso cotidiano, que requer das populações desses países medidas no sentido de redirecionar e colocar nos trilhos os anseios, a pauta de luta e as expectativas de mudanças necessárias para a classe trabalhadora.
    Segundo dados do artigo – Novo modelo de sociedade, de Frei Beto -“Em cerca de 200 anos de predominância do capitalismo, o balanço é excelente se considerarmos a qualidade de vida de 20% da população mundial que vivem nos países ricos do hemisfério Norte. E os restantes 80%? Excelente também para bancos e grandes empresas. Porém, como explicar, à luz dos princípios éticos e humanitários mais elementares, estes dados da ONU e da FAO: de 6,5 bilhões de pessoas que habitam hoje o planeta, cerca de 4 bilhões vivem abaixo da linha da pobreza, dos quais 1,3 bilhão abaixo da linha da miséria. E 950 milhões sofrem desnutrição crônica”.
    Dentre as tragédias anunciadas e vivenciadas, a destruição predatória, a exclusão social, a fome e a miséria estão pautando e delineando os rumos da luta de classe.
    A memória e a história dos que tombaram lutando por um mundo novo, também é nossa história e nossa memória que continua nos dias de hoje e quiçá no futuro, na busca da construção dessa nova sociedade.
    Encorajados pela organização e pela luta dos que desafiam o capital e os tapetes vermelhos palacianos, nosso Primeiro de Maio é maior do que a crise, é maior do que epidemias e pandemias, e inconfundível, pois nas nossas fileiras está a memória revolucionária (DNA da luta de classe), a história do passado vazada no presente; entrelaçada e comprometida com um futuro de luta, por Liberdade, Pão, Terra e Trabalho humanizado; equação indispensável na construção plena da nova Sociedade Economicamente compartilhada e Solidária.

    Lutar é preciso,
    Aldo Santos
    Sindicalista, Ex-vereador, Membro do Diretório Nacional e Presidente do Psol em SBCampo.(30/04/2009)

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